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Sobre a Lei do Aborto

03/12/2016

 

Em nossas ruas realidades, que nunca souberam e nunca saberão o que é um lar. 

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CONQUISTE UM OCEANO! Joyce Damy Mobley

13/03/2015

O que você faria; desistiria dos seus sonhos, da sua vida? 

Quantas vezes você já se sentiu como que amputada nos seus direitos?

E nos direitos que você pensa sempre ter tido, sem nunca realmente ter se esforçado?

Acorda, mas acorda rápido desse sono que destrói o que você pode ser; e, o que você pode realmente ser, em todo o seu potencial, é muito, mas muito mais e melhor do que você imagina!

Acordar! Acorda!

Adoro brincar com esse verbo:

Acordar,  

A Cor Dar,

A  Cor Dá!

É um sono hipinótico que foi programado durante anos da sua vida  , um sono do qual você necessita acordar para emprestar a si mesmo, à vida, as cores e texturas que lhe forem mais adequadas nesta fase que agora vive.

Mudamos, ou deveríamos mudar, várias vezes ao longo de nossa existência nesta terra. Acredite nisso, acredite em você mesmo, comece um pequeno movimento e logo estará dando grandes braçadas.

Completar a leitura em:

http://www.psyonlineterapia.com.br/#!CONQUISTE-UM-OCEANO/cx4y/E6B1416D-3984-4A02-B669-0370ED2AAFF5

Abraço de brisas perfumadas de gotinhas do mar! Joyce Damy Mobley

Poema de Hilda Hilst

26/09/2011

Não me procures ali

onde os vivos visitam

os chamados mortos.

Procura-me dentro das grandes águas.

Nas praças,

num fogo coração,

nos arrozais, no arroio,

ou junto aos pássaros

ou espelhada num outro alguém,

subindo um duro caminho.

Pedra, semente, sal, passos da vida.

Procura-me ali.

Viva.

Sêneca Ansiedade – Carta a Sêneca.

09/09/2011

 

Lucius Annaeus Seneca; Corduba, 4 a.C. — Roma, 65 d.C.

 


Séneca via no cumprimento do dever um serviço à humanidade. Procurava aplicar a sua filosofia à prática. Deste modo, apesar de ser rico, vivia modestamente: bebia apenas água, comia pouco, dormia sobre um colchão duro. Séneca não viu nenhuma contradição entre a sua filosofia, estóica, e a sua riqueza material: dizia que o sábio não estava obrigado à pobreza, desde que o seu dinheiro tivesse sido ganho de forma honesta. No entanto, devia ser capaz de abdicar dele. http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A9neca

 

Só sente ansiedade pelo futuro aquele cujo presente é vazio

Não há mais miserável situação do que vir a esta vida sem saber qual o rumo a seguir nela. 
O espírito inquieto debate-se com o inelutável receio de saber quanto e como ainda nos resta para viver. 
Qual o modo de escapar a tal ansiedade? Há um apenas: que a nossa vida não se projete para o futuro, mas se concentre em si mesma. 
Só sente ansiedade pelo futuro aquele cujo presente é vazio. 
Quando eu tiver pago tudo quanto devo a mim mesmo, quando o meu espírito, em perfeito equilíbrio, souber que me é indiferente viver um dia ou viver um século, então poderei olhar sobranceiramente todos os dias, todos os acontecimentos que me sobrevierem e pensar sorridentemente na longa passagem do tempo! 
Que espécie de perturbação nos poderá causar a variedade e instabilidade da vida humana se nós estivermos firmes perante a instabilidade? 
Apressa-te a viver, caro Lucílio, imagina que cada dia é uma vida completa. Quem formou assim o seu caráter, quem quotidianamente viveu uma vida completa, pode gozar de segurança. ( Sêneca )

 

Querido Sêneca,

Adoro as suas frases de efeito!

“Só sente ansiedade pelo futuro aquele cujo presente é vazio”

Devo, entretanto, contestar, pois a ansiedade pode ser efeito do vazio e também do excesso. Algum dia você imaginou que suas cartas atravessariam o tempo, e que o tempo atingiria o inimaginável? Creio que sim – para a primeira parte de a minha questão -,ouso afirmar que você escrevia para o futuro, apesar de sua afirmação sobre o mesmo: “Só sente ansiedade pelo futuro aquele cujo presente é vazio.” Escrever para o futuro seria preocupar-se com o mesmo, ou simples Narcisismo?

Há algumas formas de se preocupar com o futuro e uma delas é querer estar lá presente deleitando-se com a possibilidade de ser imortal em sua sabedoria. É inegável o efeito que seus pensamentos têm, ainda hoje. Contudo, hoje é tão distante de ontem que mesmo trazendo o alento simplista de que basta ter um presente repleto ( imagino que de coisas boas, e sem o julgamento do que cada ser humano possa compreender, e eleger como “coisas boas”) para manter longe a ansiedade; talvez, a velocidade de informações seja um dos fatores que obrigaram determinados presentes e futuros a compartilhar o mesmo tempo e espaço. Poderíamos recorrer à Einstein, que você infelizmente não pode conhecer ( nem eu), para explicar-lhe o como isso é possível.

“Quando eu tiver pago tudo quanto devo a mim mesmo, quando o meu espírito, em perfeito equilíbrio, souber que me é indiferente viver um dia ou viver um século, então poderei olhar sobranceiramente todos os dias, todos os acontecimentos que me sobrevierem e pensar sorridentemente na longa passagem do tempo! “

Sim, meu caro Sêneca, ainda hoje há pessoas cuja grande ansiedade é saber-se mortal; por vezes fico pasma diante de tal realidade. Não obstante, ouso afirmar que a preocupação e ansiedade com o único fato imutável da vida, a morte, já não é a grande questão.

“Que espécie de perturbação nos poderá causar a variedade e instabilidade da vida humana se nós estivermos firmes perante a instabilidade?”.

Há uma “brincadeira” que define os economistas como: um ser que tem uma mão no freezer, outra no fogo, e afirma que a temperatura média é a ideal.

“Apressa-te a viver, caro Lucílio, imagina que cada dia é uma vida completa. Quem formou assim o seu caráter, quem quotidianamente viveu uma vida completa, pode gozar de segurança.”

Péssimo conselho, meu amigo, a pressa é um dos muitos fatores que geram ansiedade. Cada dia é mesmo uma vida completa e a vivemos no cotidiano (você está certíssimo; redundante, porém correto); todavia não nos garante que “gozar de segurança”.

Estaria você sendo sarcástico com tal afirmação: gozar de segurança?

Meu querido amigo, devo ainda acrescentar que não sou ansiosa: meu nível do hormônio cortisol é absolutamente normal. É a vida -que independe de mim- que é ansiosa; tão somente constato e por vezes reajo com a precisa ansiedade.

Nos dias de hoje é necessário manter em equilíbrio certa dose de tensão e ansiedade que nos deixa em estado de alerta, sem isso não sobreviveríamos: erramos pelo excesso e também pela falta de uma mesmíssima coisa.

Um abraço de brisas perfumadas,

Joyce Damy Mobley

PS: Muito do que você escreveu continua atualíssimo

UMA HISTÓRIA DE CARÍCIAS – Roberto Shinyashiky

09/09/2011

Era uma vez, há muito tempo, um casal feliz, Antônio e Maria, com dois filhos chamados João e Lúcia.

Para entender a felicidade deles, é preciso retroceder àquele tempo. Cada pessoa, quando nascia, ganhava

um saquinho de carinhos. Sempre que uma pessoa punha a mão no saquinho podia tirar um Carinho Quente.

Os Carinhos Quentes faziam as pessoas sentirem-se quentes e aconchegantes, cheias de carinho.

As pessoas que não recebiam Carinhos Quentes expunham-se ao perigo de pegar uma doença nas costas que

as fazia murchar e morrer. Era fácil receber Carinhos Quentes. Sempre que alguém os queria, bastava pedi-los.

Colocando-se a mão no saquinho, surgia um carinho do tamanho da mão de uma criança. Ao vir à luz, o Carinho

expandia-se e transformava-se num grande Carinho Quente que podia ser colocado no ombro, na cabeça, no colo

da pessoa. Então, misturava-se com a pele e a pessoa se sentia bem.

As pessoas viviam pedindo Carinhos Quentes umas às outras e nunca havia problemas para consegui-los, pois eram

dados de graça. Por isso todos eram felizes e cheios de carinhos, na maior parte do tempo. Um dia, uma bruxa má

ficou brava porque as pessoas, sendo felizes, não compravam as poções e os ungüentos que ela vendia. Por ser muito

esperta, a bruxa inventou um plano muito malvado.

Certa manhã, ela chegou perto de Antônio, enquanto Maria brincava com a filha, e cochichou em seu ouvido:

“Olha, Antônio, veja os carinhos que Maria está dando à Lúcia. Se ela continuar assim, vai consumir todos os carinhos

e não sobrará nenhum para você”. Antônio ficou admirado e perguntou: “Quer dizer, então que não é sempre que existe

um Carinho Quente no saquinho?” E a bruxa respondeu: “Eles podem acabar e você não os ganhará mais”.

Dizendo isso a bruxa foi embora, montada na vassoura, gargalhando muito. Antônio ficou preocupado e começou a

reparar em cada vez que Maria dava um Carinho Quente para outra pessoa, pois temia perdê-los. Então começou a se

queixar a Maria, de quem gostava muito, e também parou de dar carinhos aos outros, reservando-os somente para ela.

As crianças perceberam e passaram a também economizar carinhos, pois entenderam que era errado dá-los.

Todos ficaram cada vez mais mesquinhos. As pessoas do lugar começaram a sentirem-se menos quentes e acarinhadas e

algumas chegaram a morrer por falta de Carinhos Quentes. Cada vez mais gente ia à bruxa para adquirir ungüentos e poções.

Mas a bruxa não queria realmente que as pessoas morressem, porque, se isso acontecesse, deixariam de comprar as poções e

os ungüentos. Então, inventou um novo plano: todos ganhavam um saquinho muito parecido com aquele de Carinhos, porém,

era frio e continha Espinhos Frios. Os Espinhos Frios faziam as pessoas sentirem-se frias e espetadas, mas evitavam que murchasses.

Daí para frente, sempre que alguém dizia “eu quero um Carinho Quente”, aqueles que tinham medo de perder um suprimento respondiam:

“Não posso lhe dar um Carinho Quente, mas, se você quiser, posso dar-lhe um Espinho Frio”.

A situação ficou muito complicada porque, desde a vinda da bruxa, havia cada vez menos Carinhos Quentes, e estes se tornaram valiosíssimos.

Isto fez com que as pessoas tentassem de tudo para consegui-los. Antes de a bruxa chegar, as pessoas costumavam se reunir em grupos de

três, quatro, cinco sem se preocupar com quem estava dando carinho para quem.

Depois que a bruxa apareceu, as pessoas começaram a juntar-se aos pares e a reservar todos os seus Carinhos Quentes exclusivamente para

o seu parceiro. Quando se esqueciam e davam um Carinho Quente para outra pessoa, logo se sentiam culpadas. As pessoas que não conseguiam

encontrar parceiros generosos precisavam trabalhar muito para obter dinheiro para comprá-los.

Algumas pessoas tornavam-se simpáticas e recebiam muitos Carinhos Quentes sem ter que retribuí-los. Então, passavam a vendê-los aos que

precisavam deles parar sobreviver. Outras pegavam os Espinhos Frios, que eram ilimitados e de graça, cobriam-nos com cobertura branquinha

e estufada, fazendo-os passar por Carinhos Quentes. Eram, na verdade, carinhos falsos, de plástico, que causavam novas dificuldades. Por exemplo,

duas pessoas se juntavam e trocavam livremente entre si os seus Carinhos Plásticos.

Sentiam-se bem em alguns momentos, mas logo depois se sentiam mal. Como pensavam que estavam trocando Carinhos Quentes, ficavam confusas

A situação, portanto, ficou muito grave.

Não faz muito tempo, uma mulher especial chegou ao lugar. Ela nunca tinha ouvido falar na bruxa e não se preocupava com o fim dos Carinhos Quentes.

Ela os dava de graça, mesmo quando não eram pedidos. As pessoas do lugar desaprovavam essa atitude porque essa mulher dava às crianças a idéia

de que não deviam se preocupar com o término dos Carinhos Quentes, e chamavam-na de Pessoa Especial.

As crianças gostavam muito da Pessoa em Especial, porque se sentiam bem em sua presença, e passaram a dar Carinhos Quentes

sempre que tinham vontade. Os adultos ficaram muito preocupados e decidiram impor uma lei para proteger as crianças do desperdício

de seus Carinhos Quentes. A lei dizia que era crime distribuir Carinhos Quentes sem uma licença. Muitas crianças, porém, continuavam

a trocar Carinhos Quentes sempre que tinham vontade ou quando alguém os pedia.

Como existiam muitas crianças, parecia que elas seguiriam seu caminho. Ainda não sabemos dizer o que acontecerá.

As forças da lei e da ordem dos adultos forçarão as crianças a parar com a sua imprudência?

Os adultos se juntarão à Pessoa especial e às crianças e entenderão que sempre haverá Carinhos Quentes, tantos quanto forem necessários?

Lembrar-se-ão do tempo em que os Carinhos Quentes eram inesgotáveis porque eram distribuídos livremente?

Em qual dos lados você está?

O que você pensa disto? (*)

da obra : A CARÍCIA ESSENCIAL de Roberto Shinyashiky

Abraços de brisas perfumadas de carinhos e carícias essenciais.

Joyce Damy Mobley

Joyce Damy Mobley – DIAPAZANDO

10/01/2011

Se, mesmo distante, me sentes…
Sabes que estou a construir estradas,
estrelas cadentes, diapasões e harmonias…
Neste momento não sou poesia; sentes?
Sou encontro e melodias,
Que escrevem canções partidas.
Busco vozes mudas, floridas
e desnudas: coral de vozes consonantes…
Sou começo, não sou fim.
Sou estranha melodia de beleza catanada.
Não sou silêncio: sou soneto em mim,
por vir da canção a ser entoada…
Se mesmo distante me sentes…
Sabes: percorro estrelas,
estradas cadentes,
dia-paz-ando harmonias, sentes?

Abraços de brisas perfumadas,
A-hammm…
Joyce Damy Mobley

Joyce Damy Mobley- Calem-se!

18/12/2010

Joyce Damy Mobley – O Vestido

28/10/2010

Daquilo que eu vi:
Ficaram os livros que li,
o tapa que não dei,
a praga que não roguei.
Sobras de ti…

Daquilo que vivi
só, cabiam em Mi
as notas que cantei.
Entre murmúrios me soltei
inteira… Imensurável prazer senti, sem-ti, senti!

Daquilo que pedi
só, tocou em Si
O adeus que te dei.
E, eu? Eu não comprei,
mas paguei por um vestido que nem vesti!
Joyce Damy Mobley

Ooooooo…
Dó.
Ré.
MI.
Fá.
Sol.
Lá.
SI.
“Dó,dó, dó, dó, dóóóóó é pena de alguém” :p

Abraços de brisas perfumadas.
A-hammm…
Joyce Damy Mobley

Joyce Damy Mobley-Urano e Gaia-Cronos e Réia

18/10/2010

No Início havia Oceano – espírito grande, circular, infinito – como um imenso rio que sempre corria e voltava para si mesmo… Não posso deixar de pensar sobre o quanto esta figura se assemelha a tantos homens e mulheres que parecem viver, ainda, como Homero descreve o início de tudo. Havia também outra presença, Tétis a Primeira Mãe… Imagino que Oceano estivesse distraído, ou menos absorto, ou enfadado, ou quem sabe um pouco tonto de tantas voltas e voltas de volta para si mesmo; whatever, numa dessas voltas encontrou-se com Tétis.

Do encontro de Oceano e Tetis nascem os primeiros Deuses da Grécia Antiga. O nascimento do homem só acontece muito tempo depois e não era considerado como algo muito importante. Na ordem de importância a espécie humana era de segunda, ou terceira categoria: mais relevantes eram os próprios deuses, a terra, os rios, toda natureza. A mim me parece que a raça humana ocupava o espaço correto: apenas uma peça à mais, e que deveria se encaixar na ordem do equilíbrio do mundo – equilíbrio ecológico.

É uma lástima que as posteriores religiões, ou mitos, não nos tenham limitado à insignificância que realmente somos. Ao sermos criados, ou recriados, à imagem e semelhança de Deus fomos elevados à categoria de “donos do mundo” e não nos avisaram à tempo – que uma vez expulsos do paraíso- a terra em que vivemos sofreria as conseqüências de nossos atos… Perdemos a noção de pertencimento; em contrapartida cresceu a idéia equivocada de que a Terra continuava a ser o Paraíso, e, como tal, indestrutível.

Segundo Hesíodo no início havia o Caos – que significava o Vazio, o Nada, e gosto de pensar na visão Taoísta de que Nada e Tudo são equivalentes – também havia Gaia, a Terra, que se encontra com Urano, o Céu. Urano não queria ter filhos, portanto os matava. Entretanto, apesar de Deusa, Gaia -a Terra- é um princípio feminino…

Popularmente dizem que Deus escreve certo por linhas tortas, mas gosto de pensar que as deusas – por serem mulheres – escrevem por linhas sinuosas.

Retomando: A despeito de Urano, Gaia desejava ter filhos e conspirou com Cronos – que ainda estava em seu útero – para que ele ferisse o próprio pai, castrando-o. De dentro do ventre de Gaia, Cronos corta os genitais de Urano, que caem e se espalham pelo mar e das espumas das ondas nasce Afrodite, a deusa do amor.

É inevitável deixar de traçar um paralelo entre o medo – também atração – que os homens sempre sentiram de Afrodite e o seu nascimento: ela nasce da castração do princípio masculino o Céu, Urano, carrega consigo e em si a marca e possibilidade da emasculação. Talvez seja uma boa explicação para a intensidade com que foi atacada através dos tempos, tempo, Cronos… Entretanto, também podemos relevar que o próprio tempo (Cronos) encarrega-se – salvo a interferência farmacológica- da emasculação do homem.

Retomando: Cronos liberta os irmãos do ventre de Gaia e nascem os Titãs. Casa-se com Réia e repete a história de seu pai. Cronos não queria ter filhos e obrigava Réia a entregá-los, ao nascerem, para que ele os engolisse. Como Gaia, Réia também queria ter filhos: quando Zeus nasce, sua mãe o esconde numa caverna, e em seu lugar envolve uma pedra em tecidos entregando-a para que Cronos a engolisse. Zeus cresce, ataca o pai, liberta todos os irmãos que guerreiam com os Titãs e tomam o Olimpo, dando início à segunda geração de deuses, os Deuses do Olimpo.

Zeus também recupera a pedra que Réia entregou à Cronos e ela ( pedra) pode ser encontrada, ainda hoje, no Templo de Delfos.

A primeira raça de homens, segundo Hesíodo, foi descrita como a Era de Ouro: homens festejavam com os deuses; todos eram bons e justos; tudo era abundante… Mas desaparecem sem deixar vestígios, ou explicações.

Segunda era: Era de Prata. Zeus forja homens de prata, que viviam durante um longo tempo como bebes, tinham uma curta maturidade, e uma velhice horrível. Eram arrogantes e não tinham muita consideração pelos deuses; desaparecem debaixo da terra.

Terceira era: Era de Bronze. Os homens viviam guerreando e se exterminaram através de suas próprias guerras.

A quarta era: Era de Ferro, é a que somos até hoje… É necessário lembrar que a mulher não existia em nenhuma dessas versões. Ela foi enviada como uma punição – “Kalon Kikon” – que significa Um Belo Mal.

Sinto carregamos em nós todos esses homens, todas essas eras – acho que vou musicar este post com: “Como nossos pais”.

Deuses e Titãs eram e são tão próximos do que somos em suas paixões, amores, violência, guerras… Isso me faz lembrar os filhos de Afrodite (Vênus) e Ares (Marte), deusa do amor e deus das guerras:

Anteros era filho de Afrodite com Ares e irmão de Eros. É o deus da Separação, cujo poder seria o de separar qualquer casal com uma flechada, quando necessário. É descrito como o oposto de Eros. Ao nascer ele e Eros atingiram a idade de 17 anos imediatamente. É descrito com os cabelos lisos e negros. Os olhos da mesma cor a pele bronzeada. As asas seriam também negras, sendo ele tão belo quanto Eros. Já que este tinha cabelos encaracolados e dourados. Olhos de um profundo azul e a pele clara com asas brancas. Anteros é o símbolo do amor desgraçado, da resistência ao amor, a vingança ao amor não correspondido, ao desamor.

Deimos, também filho de Afrodite e Ares é a personificação do terror, e, acompanhava seus pais em inúmeras batalhas juntamente com o seu irmão gêmeo Phobos (Fobos).

Fobos (fobia) simbolizava o temor e acompanhava Ares nos campos de batalha, injetando nos corações dos inimigos a covardia e o medo que os fazia fugir.

Harmonia (Concórdia), como filha de Afrodite, presidia sobre a harmonia conjugal, suavizando o conflito e a discórdia. Como filha de Ares, representava a ação harmoniosa na guerra.

Recentemente postei em “6° da série Relacionamentos- Medo-Amor-Prazer”
PRAZER (Característica)- Felicidade, alegria, alívio, contentamento, deleite, diversão, orgulho, prazer sensual, emoção, arrebatamento, gratificação, satisfação e bom humor, disposição e entusiasmo, euforia, êxtase e, no extremo, mania.

REAÇÃO – Maior atividade no centro cerebral que inibe sentimentos negativos e favorece o aumento de energia existente e silencia os que geram pensamentos de preocupação; a tranqüilidade permite o corpo refazer-se de emoções perturbadoras, repouso geral.

MEDO (Característica)- Ansiedade, apreensão, nervosismo, preocupação, consternação, cautela, escrúpulo, inquietação, pavor, susto, terror e, psicopatológico: fobia e pânico.

REAÇÃO – O sangue vai para os músculos do esqueleto, como o das pernas, tornando mais fácil fugir, o corpo imobiliza-se para fugir ou lutar.

AMOR (Característica)- Aceitação, amizade, confiança, afinidade, dedicação, adoração, paixão.

REAÇÃO – O sangue vai para os músculos do esqueleto, como o das pernas, tornando mais fácil fugir, o corpo imobiliza-se para fugir ou lutar.

Com Dionísio, deus do Prazer, Afrodite teve um filho, Príapo, deus da Fertilidade.

Amor e Medo, ambos provocam as mesmas reações físicas e talvez por isso seja tão difícil fluir no amor; imagino que PRAZER seja o equilíbrio do AMOR. Não apenas o prazer sexual, que para mim é indispensável, mas o prazer de estar na companhia do outro. O prazer de compartilhar, de ter interesses comuns, de criar uma vida e de amar bonito. Poderíamos ter a ajuda de Príapo para fertilizar o prazer de amar.

Também postei em “Amor e Ódio. Promiscuidade Cerebral?

Amor e ódio compartilham mais do que rimas poéticas e finais desastrosos. Ambos ativam áreas do putâmen e ínsula (Semir Zeki and John Romaya of the Wellcome Laboratory of Neurobiology at the University College of London); o agravante – para mim – é o fato de que o amor romântico desativa uma grande área do córtex cerebral diminuindo sensivelmente a capacidade de julgamento.

Divagações, associações livres, penso que Jung poderia divertir-se ao ler este post… Conclusão? Nenhuma; só estou brincando de pensar “ que ainda somos os mesmos e vivemos como os nossos pais”, ou como os Antigos Deuses da Grécia.

Abraços de brisas perfumadas.

A-hammm…

Joyce Damy Mobley

CRT 42510

Joyce Damy Mobley- MITO, ALGO FALSO

01/10/2010

Mito significa “algo falso”, mas para os gregos antigos era uma questão de fé: explicava o como e porquês do mundo girar, acontecer, funcionar de determinada forma. Buscavam um sentido, e fé, em um mundo que se transformava a todo instante.

Deuses Gregos já existiam há 70.000 anos AC; foram adornados, e modificados, nas muitas interferências de outras civilizações – que acrescentaram – outras divindades às originais.

Amálgama de outras civilizações, as histórias eram passadas segundo a tradição oral até que Homero (há discussões) as organizasse – 750 anos AC- assim cristalizando a Mitologia Grega e seus Deuses.

Há que se considerar a existência outros de deuses – para além – do que Homero deu a conhecer. Cada rio, riacho, nascente, cada montanha, cada acontecimento da natureza tinha um deus correspondente, e assim, de uma vila para outra vila, diferentes deuses eram reverenciados, também desconhecidos, fora de seu próprio domínio.

Os gregos tinham tantos deuses – e tamanho receio de ofendê-los – que criaram um Templo para o Deus Desconhecido: garantia de não deixar esquecido qualquer possível deus.

Afrodite e Artemis são duas faces de uma mesma deusa – por vezes, as associo à Iemanjá (mar), e Oxum (águas doces), quando rios se encontram com o mar; muito embora, Oxum seja comparada à Vênus romana, que corresponde à Afrodite grega.

Iemanjá e Oxum – Afrodite e Artemis? Talvez se encontrem nos limites em que cada uma banha a terra com suas águas…

Afrodite deusa do amor, da beleza, e da procriação. Artemis protetora da natureza e dos jovens, tida como uma deusa virgem (por selecionar aqueles que poderiam desejá-la; olhá-la de frente) – faz a passagem da puberdade para a vida adulta – e, em sua forma adulta é conhecida como Afrodite.

Ares, filho de Zeus e Hera, é o deus da guerra selvagem (pessoalmente considero todas as guerras como selvagens), sede de sangue, matança desenfreada.

Retomando: Ares e Afrodite vivem uma linda e triste história de amor proibido visto quê Afrodite era casada com Hefesto. Para manter a paz no Olimpo, Zeus separa os amantes.

Inconformada, Afrodite veste uma túnica branca, o cinto de ouro – que tinha poderes mágicos – e parte para terra (Chipre). Nas águas doces de um lago (Oxum), chora e lamenta o amor perdido…

De sua essência (lágrimas) nascem lindas flores vermelhas, amarelas, brancas, rosas e mirtos; também nasce um cisne – ave de pescoço longo que, muitas vezes, ao se encontrar com outro cisne compõem o desenho de um coração.

Conta a lenda que Ares – ouvindo os lamentos de Afrodite – desobedece à Zeus – desce à Terra para se encontrar com Afrodite… Como castigo, pela desobediência dos amantes, Zeus sentencia: “deste instante e para sempre vocês estarão separados, ficarão no firmamento a olhar um para o outro, brilhando para os mortais”.

Desde então Afrodite (Vênus) é a primeira estrela a aparecer no céu, e depois dela surge o vermelho Ares (Marte): os dois olham-se de longe sem jamais tocar um ao outro…

Como poderiam coexistir amor (Afrodite) e sede de sangue (Ares)? Coexistem, por vezes, e talvez pudessem coexistir se transmutassem até atingir a consciência e qualidades de seus filhos…

Abraços de brisas perfumadas.
A-hammm…
Joyce Damy Mobley
CRT 42510

FORASTEIRO…

23/09/2010

Forasteiro…
Ouço tua voz
Dentro, no centro de mim
Brisa de vida insistente
Forasteiro…
Sinto tua presença…
Dentro, no centro de mim
Brisa de vida insistente
Forasteiro…
Choro tua ausência
Dentro, no centro de mim
Brisa de vida insistente
Forasteiro…
Quase sinto tua respiração no ar que me respira, Forasteiro.

DRA. KIÉ KIFOI NUNTÔ NUNTÁ E DRIEL GREENWOODS

– Você não veio à sessão passada…
– Mas avisei.
– Não me avisaram…
– Maria Help não atendeu ao telefone.
Deixei recado na secretária.
– Kifoi?
– Kifoi o quê, Kié?
– Aiiii Driel, como você é chata!
Fala logo.
– Fala logo…
Boa noite Dra. Kié Kifoi Nuntô Nuntá, tá mal humorada?
– Nuntô, mas vou ficar Driel Greenwoods!
– Ahh tááá, então eu falo.
Estava lá eu como uma ilha cercada de pontes por todos os lados.
– Destino?
– É, eu já disse que destino é uma ponte que se constrói para o amor.
– Então você estava cercada de amor por todos os lados; como você é teimosa!
– Se você me interromper mais uma vez, eu vou faltar à sessão em que agora estamos!
– Shush..
– I hate when you shush me!
Shush you, eu já disse que eu quero falar.
Estava cercada das pontes que construí e me dei conta que não havia nada além de pontes nas pontes.
A ilha… entendeu Kié?
– Entendi Driel, e…
– Entalei.
– Quer que chame Maria Help?
Ela fez um curso de primeiros socorros.
Você sabe que aqui dentro é tuuuudo, tudiiiiinho de primeira, né?
– Affffffff, Kié, se estivesse entalada, até você acabar de oferecer Help eu já teria morrido!
Foi então que reapareceu O Forasteiro.
– Maria Heeeeeeeeeeeellllllllppp, eu já disse – quarenta e dez vezes – que não se deve deixar que estranhos entrem no meio de uma sessão!
– #@&¨¬ Kié, você é pior que eu!
O Forasteiro não apareceu aqui na sessão!
– Ahhhhhhhh táááá, que susto!
– Você também se assustou?
– Não, Driel, você me assustou!
Onde está o forasteiro?
– Dentro.
– Heeeeeellllllllllpppppppp, tem um forasteiro aqui dentro!
Eu já não disse kié pra trancar a porta?
– Dentro de mim, sua doida!
– Ahhh táááá, mas se é dentro não é de fora e se não é de fora não pode ser forasteiro.
– É esse o problema…
– Ahhhhhhhh tááááá, não entendi nada Driel.
– Nem eu…
Nuntô, você nuntá bem hoje…
– Tá, então não precisa pagar essa sessão.

Abraços de brisas perfumadas.
A-hammm…
Joyce Damy Mobley

PREENCHENDO LACUNAS

21/09/2010

SOBRE O COMENTÁRIO EM DISSONANTE MUDEZ.

Pergunto-me que armadilhas encobrem
os luares perdidos -nas lacunas sem respostas
transparentes- em noites de insensatez…
São os sonhos -dos sonhos teus- a percorrem
os meus: sombras desatentas às lacunas impostas.
https://joycemobley.wordpress.com/2010/09/16/dissonante-mudez/

GUIDA:

“Boa Noite amiga Querida!
Lacunas sem respostas me lembram daquelas atividades que são feitas quando estamos a aprender a ler e escrever.
Essas lacunas, colocando elas na nossa vida, não seria uma forma de aprendizado de alguma coisa que ainda não sabemos? Respostas nós mesmos que temos que buscar para completá-las?

Beijos e semana que vem te levo um acarajé”

JOYCE:

Se eu me recordasse de quando fui alfabetizada… Gargalhadas!
O que me recordo da época da alfabetização é que aconteceu em dois idiomas ao mesmo tempo e nada fazia sentido: resultado é que escrevo errado nas duas línguas, mas leio certo.

Deixando a brincadeira de lado: sempre espero e desejo e anseio (até ansiedade) que as lacunas possam ser preenchidas de novos ensinamentos quê nos oferecem novos aprendizados. Contudo, no que concerne às lacunas – do “não dito”- nem sempre serão preenchidas de aromas desconhecidos.

Enquanto escrevo penso em crianças e em quantas vezes elas se divertem em fazer as mesmas coisas, e nos cabe -como adultos- oferecer-lhes a aparente surpresa que faz com quê se encantem, com que se sintam especiais.

As respostas que nós mesmos temos que buscar, e completar?
Isso é tão complexo quando se trata do outro, por que podemos completar com aquilo que desejamos, e aquilo que desejamos pode estar muito distante da realidade. Estas suas perguntas, e este seu comentário merece um post!

Uuueba! Acarajé? Amo acarajé! Traz mais de um, please.
Beijosssss-Joyce

PREENCHENDO LACUNAS:

Nem sempre as lacunas que preenchemos se referem ao silêncio de outra pessoa. A tendência do ser humano é a de tentar fechar gestalts; em linguagem mais simples: tentamos dar um sentido, compreender o que nos parece incompleto.

*Há pessoas que são mestres em deixar lacunas por estarem mergulhadas em suas próprias lacunas.

*Há pessoas que se utilizam de silêncios como respostas, pois silêncios podem ser preenchidos com quaisquer palavras, para além de criarem expectativas e manterem os outros (por certo tempo) à espera de algo que nunca vem.

*Há pessoas que deixam lacunas para que possam parecer mais inteligentes, espertas, informadas, do que realmente são; um expectador mais preparado e atento poderá perceber quê quando questionados, geralmente voltam-se agressivamente como se o fato de haverem sido questionados refletisse a ignorância daqueles que questionam: este exemplo é constantemente observável em relações de poder: um professor que olha com expressão facial de desdem para o aluno que faz uma pergunta para a qual o “suposto mestre” não tem uma resposta. Infelizmente, não raramente, o aluno preenche a lacuna com autocrítica, e terá (se conseguir) mais dificuldade de vencer a inibição e insistir na obtenção da resposta, ou calar quaisquer futuras perguntas.

Diz-se, em gíria, “me deixou no vácuo”, ou ainda: “maior vácuo”, quando uma pessoa provoca a sensação de desconforto, de inadequação, de insuficiência, quando deixa alguém a falar sozinha – adolescentes são mestres em fazer isso, mas há muito adulto que ainda se encontra na pré adolescência. Vácuo é sinônimo de lacuna; é impossível desenvolver uma relação saudável repleta de vácuos, repleta de lacunas…

*Há pessoas que usam lacunas para acrescentarem um charme, e há quem ache isso charmoso…

*Há pessoas que usam lacunas por absoluta falta de educação.

*Há pessoas que brincam de deixarem pistas através de lacunas – geralmente são carentes e necessitam da atenção extra.

*Há pessoas que são lacunas.

*É quase inacreditável, mas há lacunas que contêm fragmentos do que poderia ser uma pessoa.

Preenchendo lacunas? Talvez cada um de nós tenha que preencher as próprias lacunas, ou permitir que sejam preenchidas; todos nós temos lacunas, vácuos, vazios, e são exatamente esses vazios que nos oferecem as oportunidades de crescimento. Preenchemos lacunas com conhecimento, amor, amizade, respeito, e tantas coisas que podem ser boas.

Como é bom poder dizer: eu não sei, mas podemos aprender a preencher essa lacuna juntos!

Abraços de brisas perfumadas.
A-hammm…
Joyce Damy Mobley

STRANGERS IN PARADISE ME PARECE PERFEITA PARA PREENCHER LACUNAS.

DISSONANTE MUDEZ

16/09/2010

Desnudando tua aparente timidez:
Pergunto-me que armadilhas encobrem
os luares perdidos -nas lacunas sem respostas
transparentes- em noites de insensatez…
São os sonhos -dos sonhos teus- a percorrem
os meus: sombras desatentas às lacunas impostas.
Improvisos de arranjos interrompidos na rigidez
das tristes notas -de aromas perdidos- que inda doem.
Árvores solitárias, ausências de flores expostas,
pássaros gorjeiam fragrâncias… Dissonante mudez!
Procuro meus véus… E, se aqui me descobrem
assim vestida de lacunas -e luares perdidos- sem respostas?
Visível à transparência da noite… Insensatez!
Sobras de sombras -dos sonhos teus- meu corpo percorrem,
improvisando o interrompido manto -tecido na rigidez-
de teus tristes acordes despidos de aromas; como doem!
Árvores solitárias. Flores decompostas em ausências expostas.
Despindo minha aparente timidez:
Causam-me espécie as espécies de tua espécie…
Pássaros que não gorjeiam, morrem e não piam, mas chiam!
Shush…
Piu!
(15/ SET/ 2010)

Abraços de brisas perfumadas.
A-hammm…
Joyce Damy Mobley

DIAS DE OUTROS DIAS

15/09/2010

Tenho dias de te falar
Outros de bestar
Tenho dias de transmutar
Outros de te perpetuar
Tenho dias de esbravejar
Outros de silenciar
Tenho dias de te acreditar
Outros de duvidar
Tenho dias de aquietar
Outros de te dançar
Tenho dias de apreciar
Outros de aprofundar
Tenho dias de te evitar
Outros de impacientar
Tenho dias de acordar
Outros de te adorar
Tenho dias de serenar
Outros de ignorar
Tenho dias te sonhar
Outros de desejar
Tenho dias de cavalgar
Outros de querer te esganar!
Tenho dias de todos os dias em um só dia…

Abraços de brisas perfumadas.
A-hammm…
Joyce Damy Mobley
(janeiro 2010)

A ALMA E O SI-MESMO

08/09/2010

Fazia parte de mim ter você escondido no meu coração, na minha memória… Escondido do mundo, escondido dos outros. Sua existência em mim era o segredo que ninguém nunca soube.
Para você eu contei os meus sucessos, fracassos, minhas alegrias, e com você conversei, cada vez que decidi ter um filho, casar, descasar, casar de novo, descasar de novo… Reencontrar você foi tudo o que lhe disse; foi o que já escrevi, mas neste momento é como ter perdido o refúgio que só eu conhecia dentro de mim: como se tirassem uma parte minha, tão minha, e onde eu sempre encontrava o que eu precisava para rir sozinha.
Acho que aprendi a rir das durezas da vida, a rir de mim mesma, enquanto lhe contava sobre a vida que acontecia depois, e antes de você. E, agora?

DRA. KIÉ KIFOI NUNTÔ NUNTÁ E DRIEL GREENWOODS.

– Eu já disse na sessão passada: o que se fala não se diz.
– Mas, se escreve.
– Também se deleta, rasga-se quando impresso, ou simplesmente guarda-se nas nuvens.
– Driel…
– Kié?
– Boa tarde.
– Detesto boa tarde! Só digo bom dia, e boa noite. É incoerente a existência de um “boa tarde”, visto não haver correspondente para um “boa madrugada”. Boa tarde… Coisa mais horrorosa; espremida entre dois tempos.
– Como você?
– E eu pareço espremida entre tempos?
– Parece.
– Só parece!
– Freddy Krueger?
– Não, Elizabeth Kubler mesmo.
– Greennwoods…
– Que saco! Vamos recomeçar? Nuntô Nuntá…
– Sou eu.
– Não, desta vez refería-me e mim mesma, mas não resisti em brincar com seu nome.
Não estou espremida entre tempos: estou entretempos, contratempos, imponderável do tempo, escorregando no tempo.
– Está sofá vermelho raiva, ou bege ácaro?
– Nem um, nem outro. Estou sentada na calçada de canudo e canequinho fazendo uma bolinha de sabão.
– Bolinha de sabão?
– É. Nunca reparou que a vida se parece com as bolinhas de sabão?
– Não, Driel.
– Presta atenção, Dra. Kié Kifoi, porque se você tivesse prestado um mínimo de atenção já teria reparado: um circulo é um útero; sabão líquido e uma criança que sopra e cria uma vida mágica, uma bolinha de sabão multicolorida, e… Pufffff!
– Pufff?
– Ééééé, puffff… Já era, acabou a bolinha, a bolinha morreu!
– São muitas bolinhas de sabão…
– Já sei, já sabia, estou sabendo, vou continuar sabendo, mas não modifica a existência da uma única e especial bolinha de sabão! Sempre preferi fazer uma bolinha de cada vez e correr atrás dela. Soprava, abanava, tentava de todas as formas que ela não caísse e morresse espetada nas plantas, que continuasse linda e colorida e feliz na sua efêmera existência. A existência é efêmera.
– Sei… Poderia ser menos genérica?
– Parece farmácia… Vai um genérico aí? Respondendo a sua pergunta: poderia se quisesse, mas não quero.
– Por que você vem aqui?
– Para conjugar o verbo BESTAR, e para dizer que eu sempre preferi ter uma relação com as minhas bolinhas de sabão. É que os círculos simbolizam a perfeição, completude, imortalidade.
– Quer falar sobre a imortalidade?
– Puffff!
– Driel?
– Kifoi?
– Vai ver se eu estou lá na esquina…
– Já fui, mas não havia esquina alguma… Acho que ela também fez pufff!
– Como as suas bolinhas de sabão.
– #@#&*%, pufff como a vida! Como estar vivo e não estar mais. Ou como viver como se se estivesse morto e morrer como se se estivesse vivo!
– Você vai chorar?
– Não! Eu vou soprar purpurina, e, se entrar nos seus olhos vai doer mais do que a vida!

Abraços de brisas perfumadas.
A-hammm
Joyce Damy Mobley

PS: Significados de círculo: “Simboliza a alma e o Si-Mesmo, encontrando-se vinculado ao simbolismo da mandala e da eternidade posto que seja o Alfa e o Ômega, o início e o fim da vida humana, é a uroboros e o símbolo da meta a ser alcançada, a conjunctio, a união dos opostos na psique. Os círculos mágicos costumam funcionar como um temenos, um território pertencente a Deus, um espaço delimitado, um lugar redondo, reservado para um propósito arquetípico e numinoso que é utilizado para concentrar o que está dentro e excluir o que está fora. É a imagem símbolo de uma realidade psíquica interior do homem”

METAFÍSICA DAS SUBJETIVIDADES SUBJETIVAS

06/09/2010

Finito é o eterno vivido como um instante nênio– Joyce Damy Mobley

DRIEL GREENWOODS:

Quando eu souber para onde estou indo
Vou sentir que cheguei.
Por um instante penso se estou indo…
Não sei!
Talvez esteja com-partindo
De onde sonhei…
Fim Do

MENTIROSO!

Você
Disse
Que
Ia
Morrer
De
Saúde!

Em teus braços me aconcheguei.
Éramos eternos de certezas florindo.
Espera-me; esperei.
Sonhei-nos fluindo, tão lindo…
Vontade de gritaaaaAAARRR; pronto, gritei!

DRA. KIÉ KIFOI NUNTÔ NUNTÁ E DRIEL GREENWOODS:

– Pode gritar
– Eu sei, e já gritei. Quer que grite de novo?
– Morreu de quê?
– De desastre de sofá vermelho raiva igual a que sinto agora!
Vermelho raiva, a cor do sofá.
– Ahhhhhh, tá…
Mas, de sofá?
– Éééééé, de sofá vermelho raiva.
– E, isso mata?
– Mata, você não vê que estou morrendo agora aqui neste sofá?
– O sofá é bege…
– Verrrrddddaaaade, ele é bege e eu também!
– Você tá com raiva?
– Quem, euuuu?
Claro que não… É que o meu vestido vermelho raiva se reflete na minha cútis bege ácaro…
– Você está sendo sarcástica, e está vermelha raiva…
– Culpa de Einstein.
– O que Einstein a ver tem com isso?
– É que depois de muito pensar ele disse que Deus não joga dados, mas descobri que ele joga xadrez.
Sou péssima em xadrez, e detesto xadres!
– O jogo?
– Não, a estampa! Prefiro tecidos lisos como as estradas vazias no meio da madrugada.
Estradas são partidas e é por isso que não sei se estou indo, ou vindo…
– É o destino…
– Destino? Destino é uma ponte que construímos para o amor!
– Resolveu falar sério?
– Eu sempre falo sério; até quando eu troco de ideia e quando se me troco pela ideia de outra ideia qualquer. Objetivando – se objetivar for possível e pertinente, of course: Troco de idéias, e ponto e basta!
– Negação, Elizabeth Kubler.
– Ira, Freddy Krueger
– Está no caminho…
– Neste momento detesto a ausência e excesso de caminhos!
– E o que você vai fazer?
– E por que eu tenho que fazer alguma coisa?
– Porque você sempre faz…
– Tá, então eu vou de sofá bege sentada no meio do caminho da ponte que nem partiu, e brincar de ilha e cercada de destinos por todos os lados!
– Cercada de amor? Você disse que destino é uma ponte que se cria para o amor…
– É, eu disse, mas eu falo demais. Quer saber? O quê se fala não se diz. Tem prazo de validade e expira.
– Espirra?
– Saúde!
– Eu não espirrei…
– Eu sei! Quando eu sinto medo…
– Você pula para raiva, ou brinca. É o que você faz quando está com medo.
– Ele disse que ia morrer de saúde…
– Retomamos o início da sessão… Morreu de quê?
– #¬%&@ “!! Eu já disse!
Morreu de desastre de sofá no meio da ponte do destino, sem destino, na ilha cercada de amor por todos os lados!
– É uma boa morte…
– E, morte é boa?
– Segundo a tradição…
– Dra. Kié Kifoi Nuntô Nuntá?
– Sim?
– Vai ver se eu estou lá na esquina!
– Nuntá.
– Nuntô… Nuntô é você!
– Greenwoods…
– Kié?
– Driel
– Kifoi?
– Driel Greenwoods
– Sou eu
– Eu sei…
– Aiiiiiiiiiiiiiiii meus sais! Chama uma ambulância pra eu poder desmaiar em paz!

Abraços de brisas eternas e perfumadas.

Eterno é um instante vivido que insiste em ter vontade própria-Joyce Damy Mobley

A-hammm… Joyce Damy Mobley- LANÇAMENTO DO LIVRO

11/08/2010

FRAGMENTOS DO CAPÍTULO – TUDO EU, TUDO EU! EU NÃO FIZ NADA…

LIVRO A-hammm… Autora Joyce Damy Mobley –
LANÇAMENTO LivroPronto EDITORA -XXI BIENAL INTERNACIONAL DO LIVRO DE SÃO PAULO

Já estava acostumada com a minha família da maneira como ela era e isso não precisava de maiores explicações… Até o dia uma amiga nossa, Lhulhú, resolveu fazer “a pergunta”:

– Se o Gab é irmão da Teca, que é irmã do Rafa; e, se o Rafa é irmão da Doró que – por sua vez – não é irmã da Teca e nem do Gab; o que vocês todos são um do outro?

Ficamos olhando um para a cara do outro. Pensamos… Pensamos… E, pensamos mais um pouquinho… Cada um de nós foi levantando os ombros, abrindo a boca, coçando a cabeça, do jeitinho que a gente faz quando não sabe como explicar? E, como ninguém parecia ter uma resposta, fizemos um gesto de “sei lá” e continuamos a brincar.

Pedrinho, que também é um dos nossos amigos, ficou intrigado com a pergunta da Lhulhú e continuou a questionar:

– Afinal, o que vocês são um do outro?

– O que eu sei…

MAIS FRAGMENTOS DO CAPÍTULO: TUDO EU, TUDO EU! EU NÃO FIZ NADA…

– Vamos organizar esta conversa! – disse o Rafa, que está sempre tentando organizar as conversas – Se a Teca e o Gab são meus irmãos, e eu sou irmão da Doró então a Doró deve ser irmã gêmea da Teca, e EU sou o elo!

– Doró, você é a minha irmã “gêmina”! (essa sou eu, é claro…)

– Doró é minha prima, então sou prima de vocês! – gritou a Lhulhú, ela seeemmpre fala gritando…

– Oba! Eu sou irmã gêmea da Teca, e a Teca é prima da Lhulhú!

Ficamos um tempão naquela conversa de tentarmos organizar uma nova constelação familiar. Chegamos às seguintes conclusões:

ESTAREI PRESENTE NA XXI BIENAL DE SÃO PAULO – LivroPronto EDITORA, STAND L47, NO DIA 19 DE AGOSTO DAS 16HS AS 19HS. Aguardo você para um abraço de brisas perfumadas.
A-hammm… Joyce Damy Mobley

Lançamento XXI Bienal Internacional do Livro de São Paulo - De 12 a 22 de agosto.


LANÇAMENTO DO LIVRO A-hammm… Autora Joyce Damy Mobley.

LIVROPRONTO EDITORA estará localizada no Stand L 47

XXI BIENAL DO LIVRO – 12 A 22 DE AGOSTO

A-hammm… Mostra através da Literatura – dinâmica e interativa – as várias e muitas possibilidades de viver o saudável nas relações interfamiliares. Oferece aos pais, crianças, e educadores, conteúdos que podem e devem fazer parte da formação das crianças num mundo globalizado, na certeza de que vivemos um momento de grandes mudanças necessárias para atingirmos o patamar de “Mundo Universalizado”.

A ideia de A-hammm surgiu quando estava a escrever uma dissertação sobre as novas constelações familiares: Monoparental, Pluriparental, Tradicional, e outras “novas-antigas” formações familiares. A partir da dissertação, e por ter três filhos de casamentos diferentes, cresceu o desejo de escrever um livro -que fosse acessível a todas as idades- e mostrasse que famílias são mais do que as teorias que se possam tecer sobre as mesmas. Sendo assim “A-hammm…” fala sobre valores como: amizade; respeito; liberdade; diferença; fantasia; solidariedade; passando também por tabus como a morte sobre o ponto de vista da criança; para além de valores como SER e TER.

Você também poderá adquirir o livro pela internet: http://www.livropronto.com.br/
e nas melhores livrarias (não estaremos nas piores, é claro)
Abraços de brisas perfumadas.
A-hammm…
Joyce Damy Mobley

Lançamento do Livro A-hammm… Joyce Damy Mobley

09/08/2010

XXI BIENAL INTERNACIONAL DO LIVRO DE SÃO PAULO – Autografando no Dia 19 de agosto de 2010 das 16hs as 19 hs. Stand L47 LivroPronto Editora.
Aguardo você para Um Abraço De Brisas Perfumadas.

Lançamento XXI Bienal Internacional do Livro de São Paulo - De 12 a 22 de agosto.

LANÇAMENTO DO LIVRO A-hammm… Autora Joyce Damy Mobley.

LIVROPRONTO EDITORA estará localizada no Stand L 47

XXI BIENAL DO LIVRO – AUTOGRAFANDO NO DIA 19 DE AGOSTO DAS 16 HS AS 19 HS

A-hammm… Mostra através da Literatura – dinâmica e interativa – as várias e muitas possibilidades de viver o saudável nas relações interfamiliares. Oferece aos pais, crianças, e educadores, conteúdos que podem e devem fazer parte da formação das crianças num mundo globalizado, na certeza de que vivemos um momento de grandes mudanças necessárias para atingirmos o patamar de “Mundo Universalizado”.

A ideia de A-hammm surgiu quando estava a escrever uma dissertação sobre as novas constelações familiares: Monoparental, Pluriparental, Tradicional, e outras “novas-antigas” formações familiares. A partir da dissertação, e por ter três filhos de casamentos diferentes, cresceu o desejo de escrever um livro -que fosse acessível a todas as idades- e mostrasse que famílias são mais do que as teorias que se possam tecer sobre as mesmas. Sendo assim “A-hammm…” fala sobre valores como: amizade; respeito; liberdade; diferença; fantasia; solidariedade; passando também por tabus como a morte sobre o ponto de vista da criança; para além de valores como SER e TER.

FRAGMENTOS DO CAPÍTULO “ A FAZENDA MAL ASSOMBRADA”

– O outro problema – continuou o Gab, parecendo adivinhar o que eu ia falar – É que nós não vamos mais poder brincar na fazenda…
– Ih, pior que é… – a Lhulhú acrescentou, e todos nós concordamos…
Só nos restava voltar para as nossas casas…
– Vamos embora antes que alguém nos descubra por aqui. – disse o Rafa.
– É, tá certo…
– Fica combinado que não vamos contar nada do que vimos. – disse o Gab.
Fomos embora em silêncio, porque estávamos tristes, tristíssimos, tritésimos… No caminho pra casa eu fui me lembrando das nossas aventuras, e das brincadeiras de guerra que fazíamos na nossa fazenda…
Nossas guerras eram feitas de frutas… Meninos numa árvore, meninas na outra, e jabuticabas voando para todos os lados… Depois das nossas batalhas catávamos as frutas que se espalhavam pelo chão e as levávamos para casa pra fazer suco.
Não seria ótimo se essas fossem as únicas guerras a existirem no mundo?

AINDA DO CAPÍTULO – A FAZENDA MAL ASSOMBRADA

– O que é MUPADI? – perguntou Aninha.
– É o Movimento Universal Pela Aceitação das Diferenças, sua desinformada! Você não lê jornal?
– Pára Teca! Eu leio sim, sua metida! Mas é que eu tinha me esquecido…
Se nós não estivéssemos naquela situação perigostáltica, tenho certeza, começaríamos a rir da maneira engraçada que a Aninha falou. Na verdade eu comecei a rir, mas consegui me controlar a tempo de não contagiar o restante do grupo!

Amanhã postarei Fragmentos de Mais Um Capítulo do Livro A-hammm… Joyce Damy Mobley.
Você também poderá adquirir o livro pela internet: http://www.livropronto.com.br/ ,
e nas melhores livrarias (não estaremos nas piores, é claro)
Abraços de brisas perfumadas.
A-hammm…
Joyce Damy Mobley

UM QUASE NADA – Joyce Damy Mobley

29/07/2010

Cães covardes e medrosos são inconfiáveis. Em verdade são mais temíveis do que os cães agressivos -que são mais óbvios e atacam de frente- e contra os quais podemos nos defender ou nos arriscar menos. Quando escolho um cão passo algum tempo a observar como ele se relaciona com os outros cães; como reage a movimentos bruscos; como esse cão “fala”: Ele é direto? Ele faz rodeios? Ele foge ao contato, e quando percebe que outro cão foi à frente sem se machucar, então se exibe e tenta chamar atenção?

Hoje estava a pensar sobre pessoas covardes e as mais variadas formas de covardia… Descobri que temo as pessoas covardes em suas vidas, assim como temo um cão covarde e medroso. Então me lembrei da frase: “Não vos mata mais as espadas ou os anos do que as portas que atravessais de um cômodo para o outro”.

Na convivência o que se pode esperar de uma pessoa que é covarde diante da própria vida? Alguém que escolhe as travessias de um cômodo para o outro, e em cada cômodo uma lamúria já conhecida? Alguém que espera tanto e por tantas garantias que nem chega a viver? Sim, pois viver a olhar o que poderia ter sido -e não foi- é como viver o NADA; viver o QUASE.

Há anos havia um texto -que me chegou por email- e falava sobre o QUASE, esse assustador QUASE vivi; QUASE amei; QUASE me arrisquei; QUASE acertei; QUASE tomei uma decisão… Quase é tão assustador quanto um cão covarde e medroso, quanto alguém que teme a própria companhia… Uma vez conversei com um senhor de idade que jamais ficou um só dia sozinho. Na verdade, ao que me consta, pois não sei se foi exagero dele: Se todos saíssem, ele também saía…

Recordo-me de haver pensado no quanto as escolhas que ele fez na vida foram “não escolhas”… Para mim é mais assustador não escolher do que fazer uma escolha assustadora. Não escolher é como deixar que qualquer pessoa, qualquer fato da vida escolha os caminhos que trilharemos… É o QUASE escolhi, mas não escolhi e virei um NADA: uma eterna criança sem opções por haver optado pela covardia e pelo medo.

Certa feita escrevi que se eu soubesse – tudo que hoje sei – tudo o que viveria, e, se pudesse escolher, eu não viveria… Recordo-me de uma amiga me haver dito: E os seus filhos? Respondi que estaria vivendo e brincando com eles em outra dimensão.

Fato é que vivi e me transformei na pessoa que hoje sou. Gosto muito de quem, e como sou; isso também é fato. Valeu à pena? Valeu, mas penso que poderia ter doído menos se eu acreditasse nas pessoas por menos tempo… Eu não gostaria de desacreditar das pessoas em quê acreditei, mas gostaria de ter lido os sinais e acreditado por menos tempo.

Se eu hoje pudesse conversar comigo mesma num tempo futuro? Se eu pudesse me encontrar com quem serei em 20 anos, o que será que eu me diria? Sei o que eu perguntaria: Em que ponto ter paciência -com o que me parece covardia para viver- e acreditar excessivamente nas pessoas- se entrelaçam?

Fecho os olhos e imagino a resposta:

– Vá em frente e no seu tempo; pode parecer muito rápido para a maior parte das pessoas, mas é o seu tempo. Não segure o passo como fez tantas vezes, pois de nada adianta: Quem quiser acompanhá-la que apresse o passo, ou que a encontre mais adiante.

Acho que essa seria a resposta, e me assusta, mas me assusta menos do que perder tanto tempo, como tantas vezes fiz, querendo acreditar em pessoas que não acreditam em si mesmas: Elas mordem como os cães covardes, porque estão assustadas, e temem mais as conseqüências de suas escolhas, do que a realidade de se arrastarem sucessivamente através dos mesmos cômodos e ouvirem as próprias lamúrias – que geralmente murmuram – o quanto elas QUASE foram mais do que um lamento covarde.

Abraços de brisas perfumadas.

A-hammm…

Joyce Damy Mobley

PELES SUSSURRANTES – JOYCE DAMY MOBLEY

27/07/2010

Se me quiser encontrar,
procurar no vento
forte
ou na brisa,
mas sempre cantantes

Para me tocar,
buscar no tempo,
o corte,
fração precisa
dos contratempos dançantes

Se me quiser saber,
indagar ao vento,
e sem medo
desvendar segredos
de instantes murmurantes

Para me ter… Sonhar.
Me querer… Desejar.
Conquanto, para me manter…

Preciso é:
Plantar encontros esculpidos em peles sussurrantes…

A-hammm…
Joyce Damy Mobley

ETERNIDADE ME ASSUSTA(VA), MAS… EDSST – JOYCE DAMY MOBLEY

21/07/2010

Eu já lhe disse que eternidade me assusta, entretanto, EDSST parece adequado quando penso em nós. Durante anos eu o procurei, você me procurou, penso sobre o quê, ou que parte de nós estávamos realmente procurando, se estávamos e estamos ainda procurando um ao outro enquanto vivíamos e vivemos as nossas histórias…
Em que momento de nossas vidas nos reencontramos? Sinto que em um momento em que ambos estamos a nos reconstruir…
Você retorna para minha vida em um momento único, que costumo chamar: turning point, já disse que algumas vezes as palavras só fazem sentido quando ditas na língua em que criaram vida dentro de mim…
Em tão pouco tempo da sua presença, ou da sua volta, à minha vida, você me trouxe de volta pra mim… Você me reconta histórias, e tomo decisões, sob este seu olhar que me vê para além do que eu me lembrava de mim. Isso é tão bom… É tão bom me reencontrar através de você… É tão bom sentir o homem forte, claro, determinado, objetivo, romântico, doce, menino, gaiato que só!
Você não imagina o quanto me faz bem!
Recordo-me, neste momento, de uma experiência que tive há anos: Costumava saltar, talvez uns dois metros de distância, para não ter que descer e atravessar um córrego, lá onde eu morava, no mato, na fazenda!
Um dia, não sei por que, ao repetir esse mesmo salto, senti medo e me agarrei a um galho de árvore… É evidente que levei um tombo de quase três metros de altura, e por sorte era um córrego! Fiquei de ensopada naquele inverno do Sul (e fui o alvo preferido das notícias cômicas da semana), mas nada de mais sério aconteceu.
Isso sempre ficou na minha memória… Por que senti aquele medo? Sentir o medo pode ter, e teve a pior das consequências; é como agarrar-se a alguma coisa para evitar o fluxo natural da vida, das coisas, da natureza, e isso quase sempre nos leva à consequências desastrosas.
Outro dia senti medo deste nosso reencontro, e tentei me agarrar, você nem mesmo soube disso, mas ao tentar me agarrar descobri que gostaria de me soltar soltei e cheguei ainda mais perto de você.
Não, amore miiiio, dilííícia de mai laifi, SE TIVESSE QUE ESCOLHER, não Foi escrito pra você, embora a amizade descrita seja esta, a nossa, criada em tantos anos, tantas lembranças, tantos momentos compartilhados… Você agora me conta histórias de mim, me relembra quem sou quando canta o meu nome secreto…
Continue sempre me chamando pelo meu nome secreto, porque ele soa como carinho, aconchego, confiança, como verdade… Amo as verdades, mesmo as mais desagradáveis.
A amizade, e amor, que compartilho com poucas pessoas, foram tecidos de realidades deliciosamente reais! Como já lhe disse: caminho sobre os meus sonhos por que este mundo é árido demais!
Mas, quando falo com você, quando penso em você: caminho sobre realidades mais suaves que meus sonhos, e você LINDO MEU está aqui e é real.
Lindo meu foi acrescentado agora, e também: Cada dia que passa eu te adoro mais um pouquinho; é que valeu viver, amar, procurar, esperar cada dia desses quarenta anos só para te reencontrar.
Abraços de brisas perfumadas.
A-hammm
Joyce Damy Mobley

Sobre o Vídeo… Nós dois ouvimos esta música todos os dias, mesmo antes de nos reencontrarmos. Não existem coincidências, mas sincronias.

SE EU TIVESSE QUE ESCOLHER-JOYCE DAMY MOBLEY

20/07/2010

Estive, e continuo pensando, sentindo, questionando: se eu tivesse que escolher entre ser sua amiga, mas amiga de verdade, ou sua amante, o que eu faria? Se não pudesse ser as duas coisas, se você me oferecesse apenas uma dessas possibilidades… O que eu faria? Quem eu escolheria? O amigo? O amante?
Se eu tivesse que escolher, eu escolheria SER sua amiga. Ao escrever isso sinto uma pontada tão grande no meu coração que parece parar de bater enquanto todo meu corpo fica gelado. Estar ao seu lado e não poder tocá-lo parece ser um inferno de dor… Pensar em não poder buscar os seus lábios, não sentir o calor do seu corpo, não me perder no cheiro de mato que exala de você… Pensar em não deitar a cabeça no seu peito, não me sentir completamente entregue, exausta, plena, fêmea, mulher nos seus braços, é como me perder de mim mesma…
Pensar em sentir tudo isso ao seu lado, e não poder SER sua amiga, não ter seu coração, sua confiança, suas confidências, sua alma,… Não ouvir histórias de você, não contar histórias de mim, não criar histórias de nós, é ainda pior do que perder os prazeres que sinto com você, que sinto em você… Parece que tudo se dilui e se transforma em pequenos nadas.
Posso pensar, não sem medo, não sem dor, não sem pesar, em deixar todos esses prazeres de lado. Pergunto-me se – em dias de porvir – eu poderia como sua amiga, ouvir histórias de amores seus, sem morrer um pouquinho… Neste momento me parece impossível, mas tantas coisas que me pareceram impossíveis se fizeram reais, cruéis, mas reais, e acabei por crescer com elas…
Amigos se amam por inteiro, sem máscaras, sem mentiras, com liberdade, com confiança, entrega. Amigos compartilham momentos, compartilham sonhos, realidades, crescem e escrevem histórias que parecem jamais existiriam sem a presença e o amor que compartilham… Amigos têm lembranças dos momentos mais alegres, e dos mais tristes, amigos caminham conosco as trilhas que não seríamos capazes de percorrer sozinhos… Amigos nos lembram de quem somos quando nos esquecemos de nós, amorosamente nos contam e recontam as nossas histórias até nos reencontrarmos, com nós mesmos, através de tantos momentos compartilhados.
Com os amigos somos livres para contar os nossos sonhos, os nossos podres, os nossos medos, os nossos lados mais lindos, os nossos lados mais feios, e eles ali estão para nos dizer que somos mais do que esses pequenos detalhes desconectados do nosso todo… Amigos nos lembram que somos mais do que os nossos erros, e menos do que os nossos acertos, amigos são a nossa memória.
Se eu tivesse que escolher, escolheria você… Escolheria ser a sua melhor amiga, e ter você como meu melhor amigo. Escolheria uma vida de recordações vívidas e vividas ao seu lado. Escolheria ser seu porto seguro, o abraço que o acolhe, o amor que o reconforta. Escolheria você como meu porto seguro, como o único abraço que procuro e que me acolhe fazendo com que me sinta chegando em casa depois de anos. Escolheria o seu ombro amigo, forte, seguro, sólido, como sei que você é. Se tivesse que escolher…
Seu corpo desperta o meu, me traz prazeres que não imaginava poder sentir. Faz-me sentir vontade de viver, de rir de tudo, de nada, por tudo, por nada, me faz feliz, mas não me faria inteira se não se você… Seu corpo só faz sentido, só existe para mim, porque é você, porque é seu. Se seus sentimentos fossem separados do seu corpo não existiria você, existiria apenas uma ínfima parte desse homem que eu escolho para ser o meu amor.
Ser sua só acontece porque você é você… Não poderia ser do seu corpo sem reduzi-lo a um cheiro, um calor, beijos, encontros repletos de mim que não se completariam na ausência de você por inteiro. Isso seria tão sozinho, tão pouco perto do homem que você é… Nosso corpo é invólucro da nossa alma, das nossas emoções, e sensações, é a nossa forma de nos expressarmos por inteiros e estarmos nesta vida, neste mundo. Entretanto, podemos criar cisões até nos tornarmos algo gostoso, mas sem alma, sem expressão, sem o jorro de encontros de almas; então, não seria mais você…
Amo cada pequeno brilho de felicidade e esperança fugaz que vejo brilhar nos seus olhos… Nesses momentos tão especiais o meu coração se completa e minha alma parece se expandir e espalhar amor para humanidade. Sinto-me infinita quando os seus olhos brilham nos meus.
É tão difícil pensar em tantos casais que não conseguem completar-se, pelo simples fato de se amarem… Não conseguem amar o homem, a mulher, e ainda assim amarem o amigo e amiga que são, foram, ou poderiam ser… Porque será que casais tão raramente são best friends?
Quero ser sua melhor amiga, sua amante, seu amor, mas se eu tivesse que escolher… Escolheria ter o amor do amigo, porque jamais conseguiria viver sem o amigo que você é. Ainda bem que eu não tenho que escolher, porque amo cada pedacinho que faz de você: o homem que eu amo!
O amor é um templo que construímos pedra por pedra, até que um dia, nos damos conta de que o templo está completo, sólido, generoso, e acolhe àqueles que o construíram, como também àqueles que fazem parte da vida de seus construtores.
Se eu tivesse que escolher MESMO?
Escolheria a mim mesma e o meu olhar que confere encantos aos encantos pelos quais me encanto… Adoro essas minhas frases malucas!
E mais do que tudo adoro ser a minha melhor amiga, guardar minhas memórias, e cantar meu nome secreto quando quase me esqueço de quem realmente sou: Eu Sou.
Abraços de brisas perfumadas.
A-hammm,
Joyce Damy Mobley

Ps: Essa música sempre me deixa com vontade de dançar, mas o que eu mais gosto é do olhar desse homem que conhece e sabe amar cada detalhe da mulher que escolheu…

NUA LUA e TUA-Joyce Damy Mobley

17/07/2010

Amanhã vou patinar
Explodir em luzes ao te encontrar
Onde tu és meu e eu só tua…
Amanhã…
Deslizar na Lua
Às três da manhã
Vou miar
Nua
Tua
Vestida de Lua
Vou patinar…
O corpo meu
Explosão do teu
Só meu…
Vou te amar
Vou luzes dançando
Corpos se encontrando
Gemidos se abraçando
A Lua patinando
Amanhã…
Lá no meu lugar
Amando
No corpo do meu moço
No abraço do meu moço
Patino dançando
Vou de Lua Nua pelo ar
Sabores doces teus
Flores de perfumes meus
Cantando
Vestida de Nua Lua e Tua
Amanhã vou patinar…

EDSST
Joyce Damy Mobley

(17/07/2010)

Eu digo a-hammmm e você diz hummmmm…

SIMPLES e COMPLEXO- Joyce Damy Mobley

14/07/2010

As pessoas são sistemas orgânicos complexos, e nem todas cresce num mesmo ritmo. Todas têm o potencial de crescer física, emocional, mental, e espiritualmente… (Shirley Burton, no Addiction and Consciousness Journal – set 1988)

Cometer os mesmos erros conscientemente, ou inconscientemente é sempre desagradável… Ooops, errei: Conscientemente é agressivo e pouco inteligente. Mesmo quando não se percebe a repetição -dos mesmos erros- é quase impossível evitar a sensação de que já se esteve nesse mesmo lugar; é como um filme reprisado.

Errar pode ser um vício. Evidente que não estou a falar sobre os erros que acontecem diante de novas situações, ou realidades, pois há um tempo de maturação e assimilação dos novos modelos de comportamento.

Refiro-me às frases: desta vez eu aprendi, desta vez eu entendi; desta vez vai ser diferente. Por trás dessas desculpas, muitas vezes, existe a determinação de fazer a mesma coisa; como numa queda de braços imatura, competitiva, e teimosa. O mais sério é que aquele que se desculpa sabe perfeitamente que não tem a menor intenção de mudar, pois nutre a expectativa de que com o tempo o outro aceite, ou desista de reclamar. O que não se percebe é quê o cessar das reclamações pode ser sinal de desistência, e início de afastamento dentro de uma relação.

Não será a primeira vez que afirmo que é preciso aprender com os erros… Também não é a primeira vez que escrevo que: ao menos por respeito à criatividade deve-se aprender com os erros, e então cometer outros erros, é claro… Erra-se e acerta-se na vida, nas relações, no trabalho; é inevitável errar, e quando nos propomos a aprender com os erros eles apenas nos indicam que estamos mais próximos de acertar!

Em contrapartida – quase impossível não haver contrapartidas – é possível que você realmente não queira modificar alguma coisa em você… Talvez se sinta forçada, ou forçado, a dar respostas de: confia em mim que eu vou conseguir mudar…

Eu lhe pergunto: Você quer mudar? Considera que as atitudes questionadas são erradas? Você promete que vai mudar para manter uma relação? Sente-se acuado, ou acuada, a responder que concorda com o outro?

Se for isso o quê ocorre, para o seu próprio equilíbrio físico-emocional-mental, você deve conversar e colocar claramente a sua posição diante das diferentes questões. As relações devem ser equilibradas, as pessoas envolvidas nas relações devem e precisam sentir-se bem, e honestas, consigo mesmas.

Há diferentes motivos para não colocar-se claramente diante dos impasses nas relações interpessoais, mas vou me limitar a duas:

Sedução; acontece quando você faz promessas para manter o outro ao seu lado.
Coerção; quando você não tem coragem de manter um diálogo aberto por temer ser agredido fisicamente, ou emocionalmente, ou ainda, física e emocionalmente.

No caso da sedução… Isso é desonesto; é duplamente desonesto, pois implica em você mentir deliberadamente e por um motivo pouco sério; implica também em você não ter o menor respeito e amor próprio.

No segundo caso – coerção – busque por ajuda profissional. É possível que você esteja repetindo padrões da sua infância – cumprindo profecias – e que perceba qualquer crítica, qualquer pedido de mudança, como uma rejeição contra a qual você não tem armas para lutar. Entretanto, tenho que lembrar que existe a possibilidade de você estar convivendo com alguém com traços de agressividade excessivamente fortes. Nos dois casos sugiro que você procure por ajuda.

Respeitar-se, assim como respeitar o outro é fundamental para uma relação saudável.

Abraços de brisas perfumadas.
A-hammm…
Joyce Damy Mobley
CRT 42510


AMOR e ÓDIO – PROMISCUIDADE CEREBRAL? Joyce Damy Mobley

09/07/2010

“When we look at an enemy, hate takes a similar path in our minds to the path taken by love, at least according to a small study published today in the Public Library of Science.
Researchers in Britain used brain imaging to map what happens when people look at photos of individuals they hate, or individuals they neither cared for or hated.
Seventeen people in the study brought in photos of their ex-girlfriends, co-workers, acquaintances and despised public figures. When a photo of their enemy appeared, researchers using functional MRI found a distinctive pattern in the brain.
The researchers, professors Semir Zeki and John Romaya of the Wellcome Laboratory of Neurobiology at the University College of London, called the pattern a “hate circuit.”
Researchers also found that some activation of the “hate circuit” in the insular part of the brain was remarkably similar to a previous “love circuit” they found.”

Fonte: http://abcnews.go.com/Health/MindMoodNews/story?id=6131836&page=1

Amor e Ódio – Promiscuidade Cerebral.

Amor e ódio compartilham mais do que rimas poéticas e finais desastrosos. Ambos ativam áreas do putâmen e ínsula (Semir Zeki and John Romaya of the Wellcome Laboratory of Neurobiology at the University College of London); o agravante – para mim – é o fato de que o amor romântico desativa uma grande área do córtex cerebral diminuindo sensivelmente a capacidade de julgamento.

É-me impossível ignorar as últimas notícias (horrendas) que envolvem um conhecido jogador de futebol, sua amante, esposa, empregados, e uma criança de quatro meses.
Por mais que eu pense não consigo compreender o que leva o amor romântico a sobrepor o amor maternal, paternal, o amor em sua mais nobre expressão… Óbvio que seria mais fácil partir para uma análise de patologias, mas não é este o ponto que me intriga.

Amor, amor, amor, ai que cansaço me causa as mais variadas interpretações, até mesmo as minhas, sobre AMOR… Já havia lido, já conhecia a teoria da proximidade fisiológica de amor e ódio…

Tento escrever e ouço o Jornal: Vai ser considerado crime falar mal do ex, ou da ex, para os filhos: Síndrome da Alienação Parental… Está certo, sempre esteve certo, ou errado. Não se pode enlouquecer uma criança por não ser mais o objeto de amor de um, ou uma, ex. Precisamos de Leis para organizar as nossas emoções mais nobres? Sim, parece que precisamos… Como crianças que ficam de castigo por comportamentos inadequados, adultos supostamente pagam penas nas prisões por comportamentos inadequados… A expressão “comportamento inadequado” não é a mais adequada para adultos. Adultos cometem crimes, é isso. Crimes hediondos, crimes banais, crimes são crimes e devem ser punidos. Parece tão simples quanto colocar uma criança de castigo.

Há algum projeto de lei que obrigue as pessoas a se amarem? Que obrigue as pessoas a se respeitarem? Sim, porque há várias leis que obrigam – o que não equivale ao sucesso – a respeitar o próximo.

O que leva uma pessoa a se desrespeitar ao ponto de colocar a vida em risco? Que leva uma mulher a amar mais um homem, do que amar-se, amar a vida, amar o próprio filho? É dinheiro? Poder? Ódio e amor compartilhando promiscuamente de n osso cérebro? Acho que eu quero uma lei que obrigue à divisão cerebral; uma lei que proíba nosso sofisticado cérebro de compartilhar circuitos confusos! Talvez fôssemos mais sofisticados com um cérebro de primata!

Dinheiro, amor, poder, ódio, todos capazes de despertar os mais vis comportamentos. Sim, porque muitos amam o dinheiro e o poder… Dinheiro confere poder de vida, de morte, de qualidade de vida, e até da qualidade da morte. É dinheiro, fama, poder? O quê confere a um parvo o direito – diante de tal barbárie – de se preocupar com a copa de 2014?

O que levou essa menina, moça, mulher, mãe, ir ao encontro de um crápula que já havia atentado contra a vida do filho que ela carregava no ventre? Amor? Ódio? Dinheiro? Como, pra quê, por que, alguém vai ao encontro da própria morte, e de tão certa disso ainda avisa que se não voltar é porque foi morta?

E essa criança? Não houve amor que a protegesse… A promiscuidade cerebral desenhou o futuro de uma criança inocente, e estou absolutamente certa disto: Uma criança, que como todas, só precisava ser amada, e protegida.

A-hammm
Joyce Damy Mobley
CRT 42510

AMOR E CONQUISTA-7° SÉRIE RELACIONAMENTOS-JOYCE DAMY MOBLEY

04/07/2010

Até que ponto uma mentira se sustenta?
Trabalhando casais -em consultório- não é incomum ouvir queixas do tipo: Antes ele, ou ela, não era assim… Há muitos e tantos motivos para se dizer, ou ouvir, um comentário desse tipo.
Algumas vezes, tais queixas acontecem pelo simples fato de quê as mudanças realmente acontecem: as pessoas crescem, escolhem novos caminhos, vivem experiências que causam mudanças internas que se refletem no mundo externo e, consequentemente, na vida do casal.
As pessoas se conhecem em determinados momentos de suas vidas, e, esquecem-se das atualizações do processo de conhecimento; se estivermos atentos podemos constatar por quantas mudanças nós mesmos já passamos…
Mas não é disso que este post vai tratar, não hoje. Vamos falar um pouco sobre as mentiras intencionais nos processos de conquista. Vamos falar sobre: Amar Bonito.
Afinal, o que é amar bonito? Às vezes, poucas, eu mesma me pergunto o que é amar bonito.
Há muitos anos, eu tinha treze anos, enquanto observava uma amiga empenhada em seduzir um determinado garoto, perguntei a ela se não lhe causava insegurança o fato de saber que estava fingindo ser alguém que não era… Mas, para ela, não fazia a menor diferença desde que conseguisse o seu objetivo.
Durante dias pensei sobre a resposta que ela me dera, porque tenho desde o desde sempre essa mania de pensar muito sobre o que me dizem, principalmente, quando parece não fazer sentido. Então, perguntei se quando ela o houvesse conquistado, e tendo a total consciência de que havia criado um personagem, se ela conseguiria sentir-se realmente amada, ou se o personagem que ela criara não estaria recebendo um amor que não lhe cabia. Ela me olhou como se eu fosse maluca; talvez o fosse, talvez o seja.
Ainda hoje vejo homens e mulheres que fazem isso constantemente, quase como se fosse uma regra básica dos processos de sedução e conquista. Conheço mulheres que decoram os nomes de jogadores de futebol, nomes de carro, tudo o que possa interessar à “bola da vez”. Também conheço homens que, essencialmente, fazem o mesmo jogo.
Já caí nesse jogo várias vezes, é claro, mas houve um (há seis anos) que chegou ao requinte de ler tudo o que eu escrevia, até os meus poemas, e, por um tempo, conseguiu me envolver. Como nos jogos de sedução, e também na vida, mentiras, tapeações, não se sustentam por muito tempo, acabei por perceber que aquilo não era um “encontro de almas”… Yep, sou uma romântica que faz o maior esforço para manter meu intelecto em alerta; também já escrevi neste blog que o meu amor é lindo mas carece de um cestante. Enfim, percebi que ele tinha informações que nem mesmo uma alma gêmea (se existisse) poderia ter, e, do encantamento, restou apenas a minha mais profunda perplexidade.
Acredito que há pessoas que sejam honestas nos seus processos de sedução-conquista, porque felizmente nem todas conseguem se vender de forma tão barata! Amar bonito é seduzir todos os dias, é manter o melhor de si mesmo no cotidiano, é ser a mesma pessoa, excetuando aberrações, que você era quando escolheu alguém para amar.
As pessoas têm medo de ser feliz. Temem a entrega porque temem a perda, escondem o melhor de si para poderem ter uma desculpa (também se culparem) quando o amor não dá certo. Escolhem regar o amor à conta gotas, porque essa é a garantia de não florescerem enquanto aprendem a amar desde o que há de mais bonito, mais honesto, mais carinhoso, mais sedutor, de si mesmos.
Na década de 70 criou-se o clichê: Você não sabe se amar e por isso não ama ninguém. Assim como o inconsciente, de Freud, transformou-se popularmente em uma das maiores desculpas: Fiz inconscientemente, e blá blá blá! Retomando, assim como o inconsciente de Freud foi corrompido, também o “preciso aprender a me amar” para poder amar alguém, o foi. “Porque não me amo, não amo ninguém” é mais uma distorção, igualmente uma desculpa, para aqueles que temem o crescimento e aperfeiçoamento humano.
Aprendemos a amar bonito, enquanto amamos, ou meramente deixando de fugir quando nos damos conta de que estamos amando. O amor flui com naturalidade, mas, por medo, as pessoas interrompem-lhe a fluidez e amam aos soluços (espasmo repentino e involuntário do diafragma), invariavelmente acabam por sobrecarregar a vida, o corpo, e a alma, de soluços.
É tão mais natural fluir!
Abraços de brisas perfumadas.
A-hammm
Joyce Mobley
CRT 42510

SOPRANDO O TEMPO – JOYCE DAMY MOBLEY

30/06/2010

Sopro o tempo e vejo…
Que no pouco tempo, que muito me parece,
Meia vida, desta que agora vivo, se passou.
Meio sopro de vida no tempo,
E busquei por caminhos que ainda não sei.
Encontrei nessas viagens de braços com o vento:
O tempo, no centro de mim.
Descobri no passado,
Mais que o passado pelo qual já passei…
Meu ser inteiro e lembranças que ouso não reconhecer.
Procurei em tantos rostos,
Livros escritos, pedras vivas e estrelas mortas.
Descobri pedaços de mim,
Pedaços de todos nós,
Me descubro ansiedade, e me descubro flor.
Hoje, o ar respira o meu pulmão.
Meus braços de nuvens me abraçam
E me lembro que tudo é Tao nada…

(1985-Joyce Mobley)

Abraços de brisas perfumadas.
A-hammm
Joyce Damy Mobley

Nas profundezas do Insondável jaz o Ser. Antes que o céu e a terra existissem, Já era o Ser. Imóvel, sem forma. O Vácuo, o Nada, berço de todos os Possíveis. Para além de palavra e pensamento está o Tao, origem sem nome nem forma, a Grandeza, a Fonte eternamente borbulhante. O ciclo do Ser e do Existir. (Lao-Tse)

Na busca do conhecimento, todos os dias algo é adquirido,
Na busca do Tao, todos os dias algo é deixado para trás.

E cada vez menos é feito
até se atingir a perfeita não-ação.
Quando nada é feito, nada fica por fazer.

Domina-se o mundo deixando as coisas seguirem o seu curso.
E não interferindo.

Tao Te Ching 道德經 (Cap.48) – O Livro do Caminho e da sua Virtude

“I am the Dawn; I’m the new day begun;
I bring you the morning; I bring you the sun;
I hold back the night and I open the skies;
I give light to the world; I give sight to your eyes;
From the first of all time, until Time is undone,
Forever and ever and ever and ever,
And I am the Dawn and the Sky and the Sun –
I am one with the One… and I am –
The Dawn

I am the Sky and the Dawn and the Sun,
I am the Sky and the New Day begun,
I am the Sky and the Dawn and the Sun…”

FRAGMENTOS DE UM DIA-Joyce Damy Mobley

29/06/2010

Revendo hoje, ontem, quiçá amanhã também pode ser revisto:
Três emails diferentes e fragmentos de conversas que abraçam a minha incapacidade de deixar tudo no superficial… Às vezes me parece que as pessoas só querem saber se você ainda está ali para elas; talvez esse seja um dos sentimentos mais profundos e assombrosos presentes em tantas vidas.
A pergunta que me fica não é: E você esta aí para mim?
A pergunta que martela insistentemente é: E você está aí para você mesmo? Que garantia há de que eu esteja aqui para você, se você não está aí para você mesmo?
Como um gato que brinca com sua caça e de tempos em tempos vai até a mesma e dá um tapinha, só para ver se ainda se mexe… Quando deixa de se mexer – em se tratando de gatos – deixam o brinquedinho de lado, pois esta é a sua natureza, e saem em busca de qualquer outra coisa que corresponda à vontade de brincar… Não acredito que o camundongo, ou o passarinho sinta a mesma graça e, certamente, vai deixar de se mover por estar machucado demais, ou por ter cumprido o seu papel na vida (podemos nos espelhar facilmente no exemplo). Nascer, viver, criar muitas coisas enquanto vivos estamos, e então morrer.
Neste momento me relembro de uma conversa que tive há anos com um amigo. Ele atacava, por ser ateu, eu sou agnóstica, a teoria Reencarnacionista, e falava sobre como o ser humano necessita de uma esperança, mesmo que falsa, para encontrar um sentindo para o que parece ser a vida: Nascer, Viver, Morrer.
Lembro-me de haver rebatido que nenhumas dessas teorias me serviam como lenitivo para realidade, e que para dizer a verdade teria tanto medo de ser eterna quanto de não ser eterna… De uma coisa eu estava e ainda estou certa:
Que diferença me faria voltar mais outra vida e não reconhecer-me em mim mesma? Eu não seria mais Joyce… Não reconheceria as pessoas que amo… Teria que passar por muitas e tantas coisas até reencontrá-las… Se as reencontrasse teria que recomeçar tudo outra vez! Isto mais se pareceria com um castigo do que como um lenitivo, ao menos para mim.
Acho que destruí o argumento de meu amigo, pois ele tende a pensar com objetividade e sem romantismos que transcendem séculos, milênios, para possíveis encontros ou reencontros.
Nascer, Viver, Morrer é algo que fazemos várias vezes durante a vida, se o faremos, ou não, vida após vida, não cabe a mim decidir, acreditar, ou desacreditar, mas não me serve de alento; antes, é fonte de angústia ainda maior do que a possibilidade de morrer e findar.
Acredito, e já disse isso de outras vezes, que permanecemos vivos naquilo que plantamos… Não importa que os outros nos conheçam, ou que crianças tenham que decorar nossos nomes durante as aulas… Tadinhas das crianças… Tantas datas e nomes a serem decorados; coisa mais chata! Prefiro, e sempre preferi aprender o que me faz pensar.
Seria lindo que viver nos deixasse a possibilidade de sermos ilustres desconhecidos, que deixam presentes gostosos para humanidade… Ser apenas uma árvore sob a qual as pessoas sentam, ou se deitam para namorar, ou comer um lanche enquanto sopramos através das folhas algumas histórias que sempre valem à pena recontar…
Você está vivo hoje? Está certo de que isso depende do seu sistema de crenças? Você é melhor do que os outros. Sua religião, suas crenças lhe garantem que você, e todos que compartilham das mesmas crenças permanecerão vivos depois do grande julgamento? Parabéns para todos vocês! Deve ser maravilhoso viver sob a égide de tais crenças!
Poderia fazer um favorzinho, que estou certa deve acrescentar uns pontinhos entre os céus (porque há vários) e a Terra? Seja o melhor de você mesmo HOJE; olhe para o outro com o melhor que há em você HOJE; acrescente positivamente para as pessoas, mesmo as pobres coitadas ignorantes que não viverão para ver o GRANE DIA de serem salvos, porque elas merecem, e mais do que isso: Você também merece ser um pouquinho melhor e mais digno do que já está certo de ser.
Esta manhã enquanto caminhava vi uma criança -de aproximadamente quatro anos- descendo uma escada, escada de uma passarela… Seu avô perdeu a paciência de desceu à frente. Eu olhava estupefata aquela cena, e enquanto isso o avô olhava para mim como quem busca aprovação… Aprovação de quê? De fazer com que a criança esticasse o braço para alcançar o corrimão? Que entre o corrimão e três metros até o chão houvesse um espaço que era maior do que a criança? Subi rapidamente a escadaria e o segurei o pela mão enquanto lhe passava um pouquinho de segurança…
Realidade, ou maldade a minha? Entreguei o garoto nas mãos do avô exibido, e disse:
Você não está muito longe de caminhar com mesma insegurança que esta criança… Quem sabe o seu neto vai ser mais carinhoso, menos prepotente, mais cuidadoso, e amoroso do que você hoje é.
Abraços de brisas perfumadas de desejos de mais amor e menos prepotência, minha e sua também!
A-hammm
Joyce Mobley

E O REALEJO DIZ QUE EU SEREI FELIZ – Joyce Damy Mobley

25/06/2010

“Seja qual for o caminho que eu escolher um poeta já passou por ele antes de mim”
S. Freud

Realejo deve ser algo de inimaginável para os jovens – não sei se apenas os jovens das cidades grandes… Será que ainda existem Realejos?
Quando eu era criança ouvia ao longe o som do Realejo: O homem do realejo vem chegando!
Esse era o meu grito, muito embora o grande reboliço acontecesse em torno de um pobre periquito que apanhava aleatoriamente pequenas fichas nas quais haviam “sortes” escritas… Lembram as “sortes” que nos chegam hoje em biscoitos quando solicitamos comida chinesa. Para minha decepção a última vez que pedi comida chinesa os biscoitos tinham propagandas escritas… Exagerada que eu sou! Não fiquei tão decepcionada quanto a minha filha, mas tomei emprestada parte do sentimento dela.
Os realejos chegavam com sua inconfundível música que parecia sair de uma enorme caixinha de música; devo confessar que as caixinhas de músicas me encantam até hoje… Algo entre a suavidade da música e a solidão da bailarina que dança para o seu próprio reflexo cercado de espelhos, que, -quando criança – pareciam ser espelhos encantados. Ao fechar as caixinhas pensava sobre o quê a bailarina pensava, ou sentia ali guardada. Não raro colocava uma coberta – qualquer paninho bonitinho- para que ela não ficasse com frio. Também colocava meu soldadinho de chumbo (lembra do conto?). Quem sabe eles se apaixonassem… Também poderiam ficar amigos e contar um para o outro seus segredos enquanto eu dormia.
Tudo era tão vivo… Tudo era envolto em histórias misteriosas, e encantadas, quando eu era criança… Acho que eu encontrava uma saída mágica, que não repartia com ninguém, pois me era claro que seria considerada ainda mais estranha Por mais supostamente adulta que eu seja, pois afinal meus filhos o são, penso que o mundo adulto era e É estranhésimo!
Recordo-me de meus pais perguntando se eu não seria diabética – adorava, e adoro beber água! Eu não sabia o que era diabética e então respondia com toda certeza: Claro que não! Diabete, certamente, era algo contra beber água na quantidade em que eu bebia, e eu jamais seria alguma coisa que fosse contra água!
O Realejo… Sim, o Realejo… Eu era a primeira a gritar: Lá vem o Homem do Realejo! Crianças e adultos (mulheres) cercavam o periquito à espera de uma sorte que fosse a desejada – imagino – mas não estou certa disso.
O periquito preso a escolher as sortes sempre me incomodava, e eu não queria saber a minha sorte; o que eu queria era compreender aquela caixa de onde vinha o som que tanto me encantava. Também imaginava o porquê não havia uma moça do realejo… Uma moça que se vestisse como fada e tocasse a linda música… Imaginava também que cada pessoa pudesse colocar as mãos nas fichas e senti-las, sentir qual a sorte que elas mesmas escolheriam.
Poder escolher foi, e, é forte em mim. Escolher e escrever os meus próprios caminhos, não poder responsabilizar, ou me ressentir, de que alguém, que não eu, determinasse o que eu viveria. Levei anos para aprender que nossas escolhas não são tão livres quanto eu sonhava quê seriam no dia em que eu me tornasse adulta.
Há um periquito preso nas pessoas e esbarramos frequentemente com o mesmo… São eles, os periquitos presos, que barram, impedem, limitam a liberdade de nossas escolhas. Impossível escolher livremente quando se vive em sociedade, quando vivemos relações em que os outros também fazem as suas escolhas, que acabam desenhando as nossas, ou o que nos resta escolher diante do emaranhado de vidas e escolhas.
Hoje acordei com uma música na cabeça:
“O que será o amanhã?
Pergunte a quem souber…
O que irá me acontecer?
O meu destino será o que Deus quiser…
E o Realejo diz
Que eu serei feliz!”
Eu adoraria ter um Realejo que pudesse tocar cada vez que a vida parece tão dura, tão cheia de desencantos… Não teria o periquito e tampouco as fichas com sortes escritas em papéis amassados… As fichas eram feias: Brancas, Rosas, e Azuis… Acho que as pessoas as amassavam dentro de seus contentamentos, ou descontentamentos, diante da falta de escolha de periquitos tristes… Talvez seja a tristeza, e não os periquitos, que teima em desenhar destinos de pessoas crédulas que se encantam com o som dos Realejos.
Ao longo dos anos percebo o quanto pessoas atravessam as vidas de outras pessoas e desenham destinos eternos, que desfacelam diante da primeira frase, gesto, riso, palavra que não esteja dentro dos padrões esperados. Ao longo dos anos observo pessoas que tentam bravamente encaixar-se nos padrões de outras pessoas para serem merecedoras da própria sorte, ou azar, ou capacidade de ler a sorte daqueles que lêem a sorte e determinam realidades…
Crianças nascem de momentos de amor, momentos de sonhos… Crianças são acarinhadas, ou desprezadas segundo a “sorte” daquilo quê um dia foi confundido com amor… Talvez os periquitos presos fossem mais generosos, ao menos eram animais.
Se o meu destino será o que Deus quiser, por que um realejo diz que eu serei feliz?
Não estou certa da existência de um Deus nos moldes apregoados por nenhuma das religiões… Talvez um Deus que seja energia, que seja o somatório do inconsciente coletivo, de tudo que já foi vivido, e talvez do que venha a ser vivido.
Abraços de brisas perfumadas.
A-hammm
Joyce Mobley

BAGAGEM DE OUTRAS VIDAS? Joyce Damy Mobley

20/06/2010

INICIALMENTE ESTE POST SERIA UMA RESPOSTA AO COMENTÁRIO DE LÊ, EM:
https://joycemobley.wordpress.com/2010/06/18/carencia-se-da-por-falta-e-tambem-por-excesso-joyce-mobley/

PRESENTE - PASSADO - FUTURO

IMAGEM DE:http://oglobo.globo.com/diariosp/sextosentido/posts/2009/12/03/vidas-passadas-projecao-246696.asp

Tô encucada com uma coisa:
E aquelas pessoas que já nascem com uma predisposição de ser carente ou medrosa?
Não será uma bagagem de outras vidas? E se for, tem como reverter isso?
Bjinhos Lê

Oi Lê querida!
Você está encucada com UMA coisa?
Nopes, você está encucada com algumas coisas; então, vamos por partes.
Uma pessoa pode nascer com predisposição genética para ser “medrosa”, não seria medrosa, mas algumas características que convergem para o medo, carência, e outros sintomas; neste momento vou interpretar o medo e a carência como sintomas.
Vamos tomar como exemplo a bipolaridade que é genética:

*Genética é a maior causa do Transtorno Bipolar do Humor

– Dayanne Gomes de Santana –
O Transtorno Bipolar do Humor (TBH) é uma doença psiquiátrica que aponta 90% dos casos como genéticos, e apenas 10% causados por fatores ambientais. A base casual para o transtorno do humor é desconhecida.

Quando a causa é genética, o portador na maioria dos casos possui uma pré-disposição a ter essa doença, que pode ser diagnosticada desde a infância. “Nessa fase, os genes já estão atuando e caracterizando a doença”, afirma o geneticista da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRP), C. A. F. de Melo, que sofre com a doença e pede para seu nome não ser divulgado.
(ARTIGO PODE SER LIDO NA SUA ÍNTEGRA NO LINK ABAIXO)
http://www.online.unisanta.br/2007/08-18/saude-2.htm


AGORA EU:
Transtornos de Ansiedade também podem causar esses sintomas em uma criança, e aqui é quase matemática: Filhos de pais com transtornos de ansiedade desenvolvem transtornos de ansiedade, até mesmo porque para uma criança os pais são modelos de como enfrentar a vida; algo em que elas se espelham para crescer. Durante a primeira infância os pais são os “heróis”, e se como herói a criança tem pais adoecidos…

Não posso deixar de lembrar que o feto vive as mesmas experiências que sua mãe durante o período de gestação. Se durante a gravidez a mãe experimenta fortes emoções de ansiedade, de carência, de solidão, de instabilidade (além da instabilidade natural ocasionada pelas mudanças hormonais), a crianças sentirá tudo o que a mãe sente.

Uma criança não passa a ser uma realidade viva após o nascimento; ela já era real, já sentia, já desenvolvia a pessoa, ou o neném que ele é no primeiro segundo após seu nascimento… Traz consigo as experiências vividas na vida intra-uterina. É lógico que existe toda uma vida adiante para modificar as experiências, ou mesmo para torná-las ainda mais fortes; entretanto a experiência estará presente. Perceba que uma pergunta freqüente nos consultórios de pediatria é: Como foi a gravidez?

Escolhi dois exemplos para ilustrar a resposta, ou a primeira parte da resposta. Poderia ter escolhido muitos outros, contudo, optei por um exemplo da pré- disposição genética (90%) do Transtorno Bipolar, e um exemplo oposto que é o das experiências compartilhadas entre mãe e filho durante o período de gestação.

É difícil falar sobre tema tão vasto em um post, mas é necessário acrescentar que algumas patologias como Anemia ( e outras tantas) podem apresentar sintomas na área emocional, dentre os quais, Lê, os sintomas sobre os quais você perguntou.

Bagagem de Outras Vidas:

Agora sim… Aqui você nos leva à outra ceara, e, quê de alguma forma é a mesma ceara das vivências, ou patologias, segundo estudos na Área da Parapsicologia, TVP (Terapias de Vidas Passadas: escrevi no plural, pois há mais de uma linha), Psicoterapia Reencarnacionista, ou ainda podemos entrar na área da Filosofia Essencialista (superficialmente: você pode trazer uma bagagem ao nascer), Existencialista (superficialmente: a sua existência constrói quem você é). Várias correntes Espiritualistas explicariam isso.

Qualquer caminho que se escolha para explicar a Carência, e o Medo, como possibilidade genética, ou possibilidade de Experiências de Vidas Passadas convergem para uma saída comum: Há como resolver tais problemas.

Não estou aqui para sugerir, tampouco para criticar quaisquer caminhos; devo, entretanto, sugerir que se pesquise com seriedade. Em tantos anos de clínica não foram poucas as vezes em que atendi casos sérios, que vinham sendo tratados como sintomas emocionais e cujas raízes se encontravam em Patologias, tais como: Hipertireoidismo, Miastenia Gravis, Vírus Epstein Barr; estes são alguns dos muitos casos que atendi, e encaminhei para diagnóstico médico, uma vez que suspeitei das reais causas dos sintomas apresentados. Somos um sistema integrado, somos seres psicossomáticos, “Psicossomos”.

Descartadas as possibilidades de Patologias: Carência, e Medo, podem ser trabalhados na vida, e nas mais diversas correntes de Psicoterapias. O mais importante é decidir pelo saudável; saber que um Ser Saudável é desenvolvido durante a vida, é uma escolha, e há muitos e tantos caminhos para alcançar isso.

Segundo a Organização Mundial de Saúde: Saúde é o Bem Estar Físico, Emocional, e Social. Talvez este último – Bem Estar Social – seja o mais difícil de ser conquistado…
Respondi? Não tenho certeza de quê o tenha feito, mas pode reclamar.
Abraço de brisas perfumadas.
A-hammm
Joyce Mobley
CRT 42510

CARÊNCIA SE DÁ POR FALTA E TAMBÉM POR EXCESSO-JOYCE MOBLEY

18/06/2010

CARÊNCIA NÃO É FALTA, É SOBRA!
“A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade”.(Carlos Drummond de Andrade)
E, não só afetivamente, qualquer carência é sobra retida. É apego. Pode ser apego às pessoas ou à situação, bem estar ou comodidade que aquela pessoa, ou relação, ou emprego nos traz.
Enfim… Medo no novo. Medo do que não se conhece? Parece insano… Mas é, na verdade, medo de perder e medo de repetir. Medo de perder a acomodação, a zona de conforto; medo, inconscientemente, da repetição de fracassos do passado. É o medo de deixar o novo chegar com suas surpresas, aventuras, emoções e incertezas. Então a gente economiza o que dar; fica com medo de sofrer, de se decepcionar, de ser enganado. E se formos? Quem deve envergonhar-se? Quem engana ou quem é enganado?
Incondicional é sem condições, implica arriscar. E o pior risco da vida é não viver. Então, ficamos retendo amor, retendo dinheiro, retendo sorrisos, retendo… E a mão fechada que retém é a mão fechada que não recebe. É uma intervenção arrogante no fluxo, só isso, tão simples assim, simples como tudo é na vida. Se a gente retém o fluxo pra sair, retém também para entrar. Este é o preço e não tem negociação. Tudo é nossa escolha.
É assim com amor, é assim com dinheiro, é assim com oportunidades, é assim com energia, é assim com tudo.
(Mais no link http://ser-quantico.blogspot.com/)

AGORA EU:

Hoje tive o prazer de receber este excelente post de Adriana Mangabeira. E decidi acrescentar alguma coisa sobre a minha experiência de 32 anos de clínica.
As pessoas fixam-se em determinadas fases, ou “coisas”, por excesso, ou por falta. Em todo objetivo amado – compreenda como objeto também as pessoas – há energia catexial que foi colocada ali. A energia catexial pertence à pessoa que coloca a sua energia, o seu amor, o seu afeto naquilo que ama.
Se você tomar como exemplo uma criança que haja se fixado em determinada fase do desenvolvimento (há um estudo que traça um paralelo entre as fases de Freud, e as fases de desenvolvimento e maturação de Piaget), retomando, uma criança que se fixa em determinada fase por excesso, ou por total ausência, carregará para a vida adulta e para as relações a carência, que mesmo sendo repetitiva, pode ter sido alimentada por excesso, ou falta.
Concordo que no fundo seja assim fácil como você descreve, mas é facial para aqueles que não estão presos em vivências que muitas vezes são pré-verbais.
Nas experiências pré-verbais a dificuldade de superação é ainda maior, pois ainda não havia o VERBO. Há, de fato, apegos que são mais superficiais, mas não podemos ser simplistas e deixar de lado os apegos patológicos.
As dores, medos, nesses casos, são impossíveis de serem superados através exercícios, palavras, que apontam caminhos para os apegos culturais, apegos de época, apegos marcados por momentos de evolução da história. Esses sim são uma grande bobagem, quando não estão representando algo de mais profundo, e podem ser superados como você bem disse.
Imagine uma criança cujo pai amava mais o carro do que o próprio filho… Não raramente você encontrará um homem que valoriza muito mais o carro do que outras coisas, ou pessoas… Acontece que “na relação com o carro” ele está a tentar reconstruir-se e compreender o porquê de seu pai não o haver amado, mas haver amado um carro…
Você está certíssima em tudo o quê diz; entretanto, as saídas são mais complexas do que as deduções: Antes de se “abrir para deixar de reter”, ou mesmo abrir uma porta de entrada para que a energia flua, há que se estar certo de ter uma estrutura interna que possa aguentar uma leve brisa, que dirá um fluxo?
A grande maioria das pessoas não tem esses problemas tão profundos, são realmente egos inflados e narcisos séc. XXI, tão iguais, tão repetitivos, e tão diferentes nas suas mediocridades energéticas, afetivas, e espirituais.

Abraços de brisas perfumadas.
A-hammm
Joyce Mobley

6° DA SÉRIE RELACIONAMENTOS: MEDO–AMOR–PRAZER Joyce Damy Mobley

14/06/2010

Não é raro que eu pense e escreva sobre o Medo de Amar…

Estava navegando por espaços entre espaços quando encontrei esses dados que tomo emprestado para ilustrar o post. O link está logo abaixo.

Emoções são impulsos direcionados para a ação. A própria raiz da palavra emoção é movere, – mover – em latim, mais o prefixo *e-*, para denotar – afastar-se -.

Com base em Goleman (1995, p.20 e Apêndice A) elaboramos a seguir uma tabela sobre algumas emoções básicas:

Tipo Característica Reação

IRA (Característica) – Fúria, revolta, ressentimento, raiva, exasperação, indignação, vexame, animosidade, aborrecimento, irritabilidade, hostilidade e, talvez no extremo, ódio e violência patológicos.

REAÇÃO – O sangue flui para as mãos, fica mais fácil pegar uma arma ou golpear um inimigo; os batimentos cardíacos aceleram-se e uma onda de hormônios como a adrenalina gera uma pulsação, energia suficientemente forte para uma ação vigorosa.

TRISTEZA (Característica)- Sofrimento, mágoa, desânimo, desalento, melancolia, autopiedade, solidão, desamparo, perda de prazer, desespero e, quando patológica, severa depressão. Confusão e falta de concentração mental, lapsos de memória, dificuldades alimentares e com o sono, apatia.

MEDO (Característica)- Ansiedade, apreensão, nervosismo, preocupação, consternação, cautela, escrúpulo, inquietação, pavor, susto, terror e, psicopatológico: fobia e pânico.

REAÇÃO – O sangue vai para os músculos do esqueleto, como o das pernas, tornando mais fácil fugir, o corpo imobiliza-se para fugir ou lutar.

PRAZER (Característica)- Felicidade, alegria, alívio, contentamento, deleite, diversão, orgulho, prazer sensual, emoção, arrebatamento, gratificação, satisfação e bom humor, disposição e entusiasmo, euforia, êxtase e, no extremo, mania.

REAÇÃO – Maior atividade no centro cerebral que inibe sentimentos negativos e favorece o aumento de energia existente e silencia os que geram pensamentos de preocupação; a tranqüilidade permite o corpo refazer-se de emoções perturbadoras, repouso geral.

AMOR (Característica)- Aceitação, amizade, confiança, afinidade, dedicação, adoração, paixão.

REAÇÃO – O sangue vai para os músculos do esqueleto, como o das pernas, tornando mais fácil fugir, o corpo imobiliza-se para fugir ou lutar.

http://www.cursoseducacaoadistancia.com.br/teorias_aplicadas/cursos_a_distancia_daniel_goleman.htm

AGORA EU:

Leu? Proponho que releia Amor, e também Medo. Perceba que as reações são as mesmas…

Aposto que você levou um susto; eu levei! Meus sustos sempre me levam à reflexão:

Como é possível que duas coisas tão diferentes quanto Medo e Amor possam causar as mesmas reações?

Como podem ativar –organicamente- as mesmas reações diante de estímulos tão diferentes?

Ativar as mesmas áreas de resposta?

Estou repleta de questões e poucas respostas, mas de alguma forma questionar-se é começar a responder, ao menos quando levantamos uma dúvida dentro de nós somos obrigados a derrubar algumas certezas pré-concebidas.

Sou obrigada e relembrar de tantas sessões em que trabalhei o medo que as mais diferentes pessoas têm de amar. Usualmente chegamos à conclusão de que amar exige entrega, na entrega as pessoas receiam perder-se no outro; perder-se no outro implica em perder-se de di mesmo; perder-se de si mesmo significa encontrar a pior solidão: Quando estamos apartados de nós mesmos.

Tantas vezes trabalhei o Amor… É um de meus temas preferidos; não as bobagens do amor, mas Amor. Daniel Goleman é um de meus autores preferidos: Uma questão de puro narcisismo, pois nunca acreditei que existisse apenas QI, e que o mesmo pudesse ser responsável por tantas diferenças. Ainda na faculdade foram muitas as polêmicas que levantei ao afirmar que existia uma Inteligência que ia além da que nos ensinavam: a Inteligência Emocional, e também a Inteligência Espiritual.

Ganhei de presente um livro da primeira edição de Inteligência Emocional- Daniel Goleman; tinha uma linda dedicatória relembrando os meus tempos de estudante… Devo confessar que um ex-namorado insiste em não mo devolver; posso, e já comprei outro, mas não veio com a dedicatória. Às vezes penso que talvez ele durma com o livro sob o travesseiro para ver se faz uns pontinhos extras e acorda com QE mais elevado… Maybe, whoknows?

Amar dói? Não, não dói, e é muito gostoso. Romper uma relação dói? Dói, mas não mata, e, para além de não matar: Passa! As pessoas ficam indignadas quando digo que o melhor amor é o amor da vez… É verdade! Só quem não se atreveu a amar mais do que uma vez, pode escapar desta afirmação. Claro, não vou deixar de lado os que tiveram o privilégio de encontrar um único grande amor quê, como nos contos de fadas, TERMINOU NO “Foram Felizes Para Sempre”.

Adoro contos de fadas, adoro fadas, mas sempre me intriga o tal do “foram felizes para sempre” que surge e termina todos os contos de fadas. Estou tentando me lembrar se conheço algum casal que se encaixa nesse protótipo…

Conheço sim! Mas, a vida não foi toda cor de rosa, cansativa e monocromática… São casais que cresceram juntos, e que souberam ultrapassar as reações de medo. Ó dúvida cruel… Terão eles ultrapassado as reações ao medo, ou terão ultrapassado as reações ao amor?

A chave deve estar no PRAZER:

PRAZER (Característica)- Felicidade, alegria, alívio, contentamento, deleite, diversão, orgulho, prazer sensual, emoção, arrebatamento, gratificação, satisfação e bom humor, disposição e entusiasmo, euforia, êxtase e, no extremo, mania.

REAÇÃO – Maior atividade no centro cerebral que inibe sentimentos negativos e favorece o aumento de energia existente e silencia os que geram pensamentos de preocupação; a tranqüilidade permite o corpo refazer-se de emoções perturbadoras, repouso geral.

Talvez o PRAZER seja o equilíbrio do AMOR! Não apenas o prazer sexual, que para mim é indispensável, mas o prazer de estar na companhia do outro. O prazer de compartilhar, de ter interesses comuns, de criar uma vida e de amar bonito.

Amar bonito… Tenho em algum lugar um texto que fala sobre isso, e digo que só o poeta que vive dentro de nós sabe amar bonito.

Depois destes novos dados, devo confessar: Não basta um poeta é preciso o aventureiro que existe em nós. O aventureiro que está em constante contato com o prazer de aventurar…

Espertinhos e espertinhas de plantão: Não estou referindo aos prazeres de pular a cerca, de entupir-se de amantes, se o fizer: NÃO SE ESQUEÇA DE USAR A CAMISINHA! Retomando, refiro-me ao prazer de viver bem, de desfrutar da companhia de amigos, do amor, de compartilhar. Existem tantas coisas que nos dão prazer… Escolha um amor com o qual você possa criar várias fontes de prazer que devem ser constantemente alimentadas!

Talvez assim AMOR resista a compartilhar da mesma REAÇÃO que MEDO provoca!

Abraços de brisas perfumadas.
A-hammm
Joyce Mobley
CRT 42510

Nostalgia – Yanni – Bailarina Russa Anastacia Volochkova

Nostalgia me pareceu adequado:
Medo-Amor-Prazer, ou quem sabe a nostalgia de nunca haver amado, ou amado e esquecido o caminho do PRAZER. Sempre restam lindos bailados e alguns leques para se abanar, ou tentar abanar o que poderia ter sido, mas não foi.
A-hammm
Joyce Mobley

QUANDO BASTA É BASTA MESMO! JOYCE DAMY MOBLEY

11/06/2010

Há momentos especiais na vida de todas as pessoas; interessante é observar quando momentos especiais acontecem em duas vidas que se encontram, e se encontram nesse mesmo momento.
Havia, quando eu criança, um seriado: “Perdidos no Espaço”, eu, como quase todas as crianças, o adorava. Não me recordo o nome do robô, nem sei se o robô tinha algum outro nome que não fosse Robô.

O que importa é que ele balançava os braços para todos os lados, como esses enfeites de posto de gasolina que sacodem o corpo e os braços ao sabor do vento; devo dizer que na sua rigidez corporal – devia ser feito de lata, ferro, ou sei lá que material mais rijo e nobre, o robô sempre gritava diante das ameaças: PERGIGO! PERIGO! PERIGO! E, embora ele invariavelmente estivesse certo, poucas vezes prestavam atenção aos seus sinais de “pisca alerta”.

Fazia parte do filme, parte do clima, da emoção, ignorar os avisos de perigo, perigo, perigo?
Retomo o post anterior, e o faço por vários motivos:

1- Há pedidos difíceis de serem decifrados.
2- Pedidos de decifra-me ou te devoro.
3- Alertas claros e até musicados como: Deixa em paz meu coração. Ele é um copo até aqui de mágoa, e qualquer desatenção; faça não… Pode ser a gota d’água.
4- Há momentos em quê duas pessoas estão a viver simultanemente seus “turning points”. Momentos especiais como descrevi num dos capítulos de Caminhos Para o Grande Lago: na vida, muitas vezes, não há tempo para vírgulas.
5- Há pedidos que são mais do que pedidos são um alerta para recuarmos até um momento mais propício, o I-Ching está repleto desses momentos.
6- Há momentos de perigo, perigo, perigo, em que as pessoas deveriam prestar mais atenção, pois atrás deles chegam confusões que não estavam programadas; ou cujo alcance não foi imaginado.
7- Quem perde com isso? Todos, ninguém, talvez até cresçam alguns passinhos no caminho da conscientização e crescimento e aperfeiçoamento humano.

Semana passada, não me recordo quem, mas foi no post sobre Lilith, alguém fez um comentário sobre querer despertar, ou como se fazia para despertar Lilith dentro de si. Respondi que todos nós temos Lilith e Eva dentro de nós, não apenas mulheres, mas também homens; trata-se de um arquétipo.

Conta uma das lendas sobre o escorpião, que ele convida uma rã para atravessá-lo para o outro lado do rio, mas a rã declina por saber que ele a picaria e ela morreria. O escorpião responde que não faria isso, pois se a picasse ele também morreria – visto não saber nadar. A rã acredita no que parece lógico e, uma vez que a vida do escorpião depende dela, sente-se segura para a travessia, e diz: Estou mesmo indo para o outro lado, então suba que eu o levo.

Neste momento faço uma pausa para analisar a rã:

1- Porque ela o leva?
2- Por ser boazinha?
3- Por necessitar da aventura de estar tão perto de algo como um escorpião e ainda ter o poder de lhe dar a vida?
4- A rã estava entediada?
5- Pensou conhecer o bastante do escorpião, conhecimento este que se resumia à: ele depende de mim? E dependia, mas…
6- A rã precisava de uma aventura e escolheu o escorpião para lhe proporcionar a emoção do perigo, perigo, perigo?
7- A rã precisava do escorpião para viver aquele momento?

Anyway, quando rã e escorpião estão na metade da travessia, ele a pica… Ela olha para ele e diz: Mas assim você também vai morrer… E ele responde: Estarei cumprindo o meu destino.

Retomando, e interligando os diversos pontos levantados neste post:

Assim como o perigo, perigo, perigo, do robô era sempre ignorado para trazer maior emoção……………. (pode completar como quiser). Assim como a rã precisava do escorpião………………….. (e pode completar mais uma vez). Assim como Lilith lutou pelos seus direitos e não foi ouvida, e……………… (Please complete).

Era da natureza do robô gritar o alerta, mas houve um capítulo em que ele se negou a gritar o: PERIGO. PERIGO. PERIGO. Consequentemente houve uma grande confusão, mas em se tratando de um robô: bastava colocar algum óleo, ou apertar alguns parafusos e afrouxar outros

Era da natureza da rã não carregar o escorpião, mas ela o fez…
Não posso deixar de pensar sobre o que o escorpião faria, se a rã não tivesse usado como argumento algo que se lhe reafirma a natureza de escorpião.

Era da natureza de Lilith querer o conhecimento, e ser livre…
Transformar-se em um demônio, segundo algumas interpretações, foi cumprir o seu destino de ser feita da mesma matéria que Adão, e, se Adão é imagem e semelhança de Deus, também ela o foi durante um tempo de escolha, ou falta de escolha; aceitação da realidade de ser igual, mas menos igual por ser mulher…

Todos nós carregamos: Eva, Lilith, Rã, Escorpião, Robôs que gritam perigo e não são ouvidos, e também vivemos cercados de pessoas que confiam demasiadamente em suas prioridades; é a certeza de poderem apertar parafusos, domesticar naturezas, levar os outros ao limite dos limites e ainda (ingenuamente) acharem que podem arcar com o que vem pela frente.

Na verdade ignoramos o que vem pela fente… Podemos consultar os astros, as cartas, as runas, as bolas de cristal, um Pai de Santo, Rabino, Papa, os exorcistas do Didi Macedo, e -ainda assim – só teremos uma leve ideia , pois -quando se trata de pessoas- elas podem ir muito , mas muito, além do que quaisquer instrumentos possam vislumbrar.

Lilith sabia o que viria… O escorpião sabia o que viria… A bondosa rã dizia não saber, talvez não soubesse mesmo, mas preferiu brincar e…

Nossos atos, escolhas, atitudes, assim como nossos estados emocionais somados ao estado emocional do outro, podem gerar consequências indesejáveis e evitáveis.

Podemos cruzar com pessoas, que estão tão saturadas, que em determinado momento se transformam e Lilith, (na leitura de quem escolhe ir para o éter, transformar-se em um “demônio”, mas não se submeter); podemos encontrar alguém que esteja em um momento escorpião: eu afundo, mas você vai junto!

Podemos mesmo nos enganar ao pensar que essas pessoas não têm o poder de nos afundar… Em se tratando de turning point, tenho minhas dúvidas, principalmente em relações próximas, ou relações que já foram próximas, pois há sempre algo que não deveria aparecer, mas aparece, e então nos surpreendemos:

Como você fez isso? Invariavelmente a resposta é: Aprendi com você e é aqui que lhe dói, este é o seu calcanhar de Aquiles.

Por mais que nos pareça difícil -quando estamos diante de nossos turning points- é preciso perceber se o outro também está a viver o próprio turning point.

Ter calma e carinho com o outro nos garante viver nossas mudanças com calma, equilíbrio, harmonia, em relação a nós e ao outro.

Particularmente não acredito em demônios. Deus -que para mim é o Universo- não criaria um demônio, ao menos não nas formas como os desenham, nos modelos que usam para assustar criancinhas, não com a função nos obrigar a sermos falsos para não perdermos a garantia de um pedacinho, do pedacinho, do pedacinho, do paraíso.

Paraíso e inferno moram dentro de nós, dentro de todas as pessoas, estão presentes na vida.

As nove palavras do post anterior também se aplicam a este… Volto a afirmar que tantas coisas podem ser evitadas se vivermos as nove palavras. Encurralar as pessoas não é uma boa escolha; nunca é, mas às vezes esse “nunca é”, é mais “nunca é” do que em vários outros momentos.

Escorpião também é um arquétipo, e todos o temos dentro de nós. Os opostos vivem dentro de nós, nossa capacidade criativa e destrutiva são, até certo ponto, escolhas que fizemos em algum momento de nossas vidas…

Vivo a ouvir, e dizer, quê: escolhas são livres e se transformam;é verdade! Devemos contar que em algum momento, algum inexplicável momento, as pessoas podem retomar “escolhas sombras” que sempre estiveram dentro delas, pois luz e sombra vivem porque nós vivemos.

Escolhemos transformar nosso lado sombra ao sublimá-lo e fazermos a Luz ao conectá-lo com o nosso lado Luz, sim: Luz precisa de um pólo negativo e positivo para produzir luz. Não é negando um dos lados que produzimos tanta energia, tanta luz, tanta criatividade; tudo isso depende do que se produz com a matéria.

Esta mesma frase que conclui o post “Saber Ouvir”, fecha lindamente “Quando Basta é Basta Mesmo!”:

Albert Schweiser diz que o verdadeiro valor de um homem não pode ser encontrado nele mesmo, mas nas cores e texturas que faz surgir nos outros…

Abraços e brisas perfumadas.
A-hammm
Joyce Mobley
CRT 42510

PS: Este é outro seriado da minha infância. Não iria colocar algo tão óbvio como o robô de perdidos no espaço… Hoje li um email que falava sobre o Pequeno Príncipe… Sempre detestei aquela frase: Tú é responsável por tudo o que cativas… Yércow! Aliás, em Íbora, caminhos Para o Grande Lago há um capítulo inteirinho dedicado à frase…

O tanto quanto detesto essa frase, detesto a comodidade da palavra CULPA, principalmente quando ela toma o lugar de RESPONSABILIDADE! Ideiazinha mais reducionista, mais Judaica-Cristã! Interessantíssimo perceber iniciantes que tentam ver-se livre das culpas, mas ainda não aprenderam o significado de responsabilidade…

Somos responsáveis por algo que é mais profundo do que essa baboseira romântica: nossos atos e suas inevitáveis consequências! Amor é como a chuva que tanto amo… Chega para umas águas e parte. Cada um que o viva intensamente, lindamente. Que cada um ame e se ame bonito, porque amar é muito, mas muito bom!

Atos, atitudes, palavras escritas (têm valor), visto quê as palavras faladas já não seguem códigos de honra, uma lástima! Whatever, palavras têm consequências, assim como atos, atitudes, principalmente quando as julgamos sob o prisma equivocado. Escrevi, mas… Mas? Mas!

Na época de meu avô, homem de honra, a palavra falada bastava, hoje é a palavra escrita que tem valor, principalmente se o valor for judicial.

Nem tudo na vida pode ser reduzido à ingenuidade, ou credulidade, do “Pequeno Príncipe”. Culpas são questões de igrejas, responsabilidades passeiam por outras searas; uns passam ilesos aqui, mas não passarão por toda uma vida.

Para terminar, também citado em Íbora: “Mostros e fantasmas existem, vivem dentro de nós, e às vezes vencem”. Minha homenagem aos Montros, internos, externos, e aos Monstros, adorável seriado, em que as personagens compreendiam o mundo como diferente deles, e não eles diferentes no mundo (isso é fantástico); o mais fantástico é que todos nos percebemos da mesma foma. Cresce o Lobo que mais alimentamos.

Beijosssssssssssssssssssssss

QUANDO MENOS É MENOS – JOYCE DAMY MOBLEY

07/06/2010

MENOS É MAIS EM VÁRIAS SITUAÇÕES:

1-Moda.
2-Acessórios.
3-Superficialidades.
4-Posse.
5-Soberba.
6-Prepotência.
7-Ignorância.
8-Desrespeito.
9-Banalização.

A gota d’água é, ou não é responsável pelo copo que entorna?
A resposta popular é que a gota d’água não é responsável… Contudo, se aprofundarmos – mesmo que só um pouquinho- para além de um oceano com um palmo de profundidade, constataremos quê: Se a última gota d’água não caísse, o copo não transbordaria… Na pior das hipóteses o copo continuaria repleto de água para matar a sede de quem passasse.
Nas relações amorosas, interpessoais, ou mesmo de trabalho, o resultado não é muito diferente. Diariamente esbarramos com muitas e tantas pessoas que estão (p.ex.) caminhando pela mesma calçada. Algumas passam sorrindo, outras com o cenho mais fechado. Não é incomum que eu me pergunte: Como será a vida dessa pessoa?
Tantos filmes falam sobre momentos de explosões cujo estopim –aparentemente- não era suficiente, ou talvez não revelasse o tamanho da explosão que viria a seguir; “Um dia de fúria” é um dos mais conhecidos.
Pensamos conhecer as pessoas, mas não as conhecemos pelo simples fato de não conseguirmos avaliar o que é viver a vida delas; ou como as nossas palavras as tocam, ou como em momentos especiais somos nós os deflagradores de situações -que poderiam ser evitadas- se não tivéssemos o terrível poder de ser A gota d’água que transbordou um copo, que estava sossegado na sua existência, e processo de evaporação.
As magias da natureza que tanto amo também causa enormes desastres… É triste perceber que a mesma chuva que me faz feliz pode transtornar –negativamente- a vida de centenas de pessoas. Escapando um pouco do tema: Se os políticos mantivessem as suas promessas sedutoras, se cumprissem a palavra dada, muitas tragédias poderiam ser evitadas e, certamente, teríamos noticiários menos revoltantes. Tem que ser muito irresponsável para achar que diminuir -à metade- da palavra dada é o suficiente para evitar as consequências de uma enchente!
Retomando, há que se ter cuidado e delicadeza nas relações. Há que se ter respeito… Não precisamos temer as pessoas, nem mesmo carregá-las, ou envolvê-las com mimos, seduções, e carinhos… Respeitá-las já é o bastante. Respeitá-las equivale a ter respeito próprio.
Menos é menos quando somos medíocres, e não há nada mais medíocre do que ser um sedutor, ou sedutora de carteirinha (coisa mais deselegante)… Um dia, por um gesto, um mínimo resto de quase nada, podemos representar a danada da gota d’água que deveria ter permanecido na torneira fechada, ou dentro da boca aberta.

MENOS NUNCA VAI SER MAIS QUANDO SE TRATA DE:

1-Educação.
2-Compromisso.
3-Respeito.
4-Amor.
5-Caráter.
6-Honra.
7-Saúde.
8-Equilíbrio.
9-Harmonia.

Essas nove palavras não devem ser esquecidas, pois juntas representam “A CHAVE” que abre, ou fecha tantas coisas que nos são caras: O Universo conspira à favor de todos nós que sabemos o quanto elas são básicas, e NUNCA vão ser DEMAIS.
Nós podemos representar a luz mágica que se acende no coração das pessoas, ou a escuridão densa que se volta contra nós. Aquilo que se planta é o que se colhe, e, se você constantemente colhe coisas diferentes do que PENSA ter plantado… Questione-se e certamente perceberá que é distraído DEMAIS e consciente DE MENOS.

Abraços de brisas perfumadas.
A-hammm
Joyce Mobley
CRT 42510

ÍBORA – CAMINHOS PARA O GRANDE LAGO – JOYCE DAMY MOBLEY

05/06/2010

ÍBORA CAMINHOS PARA O GRANDE LAGO ESTÁ REGISTRADO: FÁBULA DE AUTO AJUDA

NÃO PRETENDO PUBLICÁ-LO; É UM PRESENTE PARA HUMANIDADE.

Um… Dois… Três… Quatro… Mil… Mil e duzentos… Dois mil… Grades… Grades… Grades! Sempre estas grades!

– Não acredito que viver seja apenas isso. Deve haver alguma coisa para além deste lago cheio de ladrinhos cansativos, além destas grades, além deste ralo! Não aguento mais contar e recontar azulejos! Não aguento mais, e nem posso aceitar, que a vida comece e termine dentro destas paredes, desta vida, desta forma! Deve haver algo para além do ralo… Para onde vai tudo o que desaparece daqui? Só pode ser através deste ralo tão cheio de segredos, e tão proibido.

Íbora é um pequeno peixe que vive no Lago Real de um Palácio Real, de um Rei Real, que não é nada real para habitantes do lago, muito embora eles vivam conforme se pertencessem à realeza e desconheçam o fato de pertencerem ao rei…

A PEDIDOS POSTEI O LIVRO POR INTEIRO NA PÁGINA “LIVRO ÍBORA”. BASTA PROCURAR E CLICAR NOS ITENS ABAIXO DO TÍTULO DO BLOG.

Abraços de brisas perfumadas de carinho.
A-hammm
Joyce Mobley

https://joycemobley.wordpress.com/livro-ibora/

PERCEPÇÃO SENSORIAL-JOYCE DAMY MOBLEY

30/03/2010

PERCEPÇÃO SENSORIAL – Alta Percepção Sensorial APS- EXERCÍCIOS

O modo como nos relacionamos com o mundo está intrinsecamente ligado a como o percebemos. Toda informação que nos chega passa por nossos sentidos e as codificamos em forma de pensamentos. A maioria de nós desenvolveu mais uns sentidos do que outros e não .seria incorreto afirmar que, por esse motivo, temos formas viciadas de pensamento, que nos limitam e prejudicam.

Desenvolvemos nossos pensamentos de forma Visual (mais ligada a estímulos visuais), Auditiva (mais ligada a estímulos auditivos) ou Cinestésica (mais ligada às sensações e aos movimentos). Esse desenvolvimento é um processo dinâmico, possibilitando diferentes combinações: Cinestésica-Visual, Auditiva-Visual, Cinestésica-Auditiva.

“Alta Percepção Sensorial” é a capacidade seletiva de captar informações do mundo externo utilizando diferentes tipos de percepção. É uma forma de ver onde percebemos a imagem em nossa mente, sem o uso da visão normal. Uma maneira de ouvir que vai além do usual; é um auscultar-se, auscultar ao outro e auscultar a vida. Uma qualidade do sentir além do comum: ético e imparcial.

“Primeiro Sentido” é a forma como usualmente registramos os diferentes fatos e/ou estímulos que nos chegam. Podemos imaginá-lo como uma marca que trazemos conosco e que, de certa forma, interfere nas nossas relações, escolhas, enfim, em nossas vidas. É comum haver maior predominância de um dos sentidos em detrimento dos outros. Equilibrá-los e desenvolvê-los harmoniosamente não apenas é possível, como também, é o ideal para alcançarmos o nível de Alta Percepção Sensorial.

Antes de pensarmos em desenvolver a APS, é necessário conhecermos nosso Primeiro Sentido. Imagine alguém altamente auditivo e com baixa percepção cinestésica buscando exercícios que desenvolvam ainda mais aquele tipo de percepção: Poderia ser um ouvinte do tipo que escuta tudo e não compreende nada.

Para desenvolvermos a APS é preciso “entrar num estado ampliado de consciência” e há várias formas de se conseguir isso: Para alguns pode ocorrer ouvindo uma música, para outros pode ocorrer dançando, caminhando ou meditando. A meditação está se tornando o método mais conhecido e pode ser praticada de muitas maneiras. É importante experimentar e descobrir a forma que mais se adéqüe a cada um.

EXERCÍCIOS PARA DESENVOLVIMENTO DE APS

AUDITIVO: Procure uma posição em que você possa sentir-se bem confortável e então feche os olhos… Inspire e expire (sete vezes) lenta e profundamente… Coloque toda a sua atenção nos sons que você pode ouvir à sua volta… Primeiro os sons mais próximos… O som de sua própria respiração… Enquanto você vai silenciando internamente vai tornando-se sensível à percepção dos ruídos mais distantes… Coloque toda a sua atenção nos ruídos mais próximos… Agora passe para outro mais distante… Aguce bem o seu Sentido Auditivo… Faça a distinção de todos esses sons… Que sons são esses?… Tente então ouvir o silêncio… Que murmúrios ele lhe traz?… Que histórias lhe contam?… Ausculte o silêncio e perceba que coisas ele lhe diz… Novamente puxe uma respiração bem funda e quando seus olhos quiserem ver, abra-os..

VISUAL: Escolha um lugar (não muito grande) onde você possa caminhar sem ser interrompido e, usando seu Sentido Visual, tente perceber tudo o que há nele… Os lugares onde se encontram os diferentes objetos… Seja o mais detalhista possível… Estabeleça uns dois minutos para a experiência… Encontre uma posição confortável, feche os olhos e respire lenta e profundamente (sete vezes)… Visualize os diferentes objetos, seus detalhes, lugar onde se encontram…. Descreva-os detalhadamente para você mesmo… Abra os olhos e caminhe pela sala… Você visualizou corretamente os objetos e os lugares onde se encontravam?… Se for possível peça a alguém que troque alguns objetos de lugar e tente perceber quais objetos foram trocados..

CINESTÉSICO: Feche os olhos… Inspire e expire (sete vezes) lenta e profundamente… Sinta o ar entrando pelo seu nariz e se expandindo por todo seu corpo… Mantenha os olhos fechados e caminhe pelo escuro… Procure sentir o lugar onde você se encontra… Sinta onde estão e como são os diferentes objetos… Sua textura… Cheiro… Sabor… Anote mentalmente as sensações que os mesmos lhe transmitem… Quanto maior a quantidade e qualidade de objetos selecionados, maiores as possibilidades de desenvolvimento desse sentido..

Os exercícios propostos, mesmo aqueles que correspondam ao seu Primeiro Sentido, podem e até devem ser praticados por qualquer pessoa. Deve-se, contudo, dar maior atenção aos sentidos que mais precisamos desenvolver para atingirmos a Alta Percepção Sensorial. Os benefícios de tal experiência serão percebidos por aqueles que os praticarem.

A-hammm,

Joyce Mobley

PENSAMENTO – DESEJO – VISUALIZAÇÃO-JOYCE DAMY MOBLEY

28/03/2010

IMAGEM CRIADA POR JOYCE MOBLEY

EQUILÍBRIO - VIDA - CORPO - MENTE

Sente-se de forma relaxada, respire profundamente e feche os olhos percebendo as diferentes reações de seu corpo às duas histórias bem diferentes:

*Selecione, propositadamente, um aspecto negativo de sua vida. Algo que lhe incomode, pode ser aquele detalhe de você mesmo que, insistentemente, parece tomar o controle de seus atos levando-o a tomar atitudes das quais depois se arrepende. Pense, com toda intensidade, na última vez em que isso aconteceu e anote mentalmente as suas reações físicas.

* Selecione uma situação ou atitude da qual você se orgulhe. Algo que você sinta um imenso prazer por ter vivido e que gostaria que se repetisse outras vezes. Pode ser aquele detalhe de sua personalidade, com a qual toda vez que você se depara é obrigado a dizer-se: Tremenda pessoa você é!

Percebe alguma diferença corporal quando você revive as duas situações tão diferentes? Seus sentimentos se modificam? E a imagem que você faz de você mesmo? Sente-se mais leve ou pesado? Qual das duas situações foi mais fácil de ser revivida? Qual lhe pareceu mais real?

O poder dos pensamentos, desejos e visualização.

Se você estiver atento perceberá que a primeira situação foi desagradável ao contrario da segunda, e o mais lógico é que no momento sua sensação deve ser a de prazer em relação à você mesmo, ou minimamente uma sensação de equilíbrio. É isso que está ocorrendo?

Se você estiver se sentindo pesado, tem grandes chances de ser o tipo de pessoa que deveria trabalhar-se para permitir se contagiar  pelas boas coisas da vida, das pessoas e de você mesmo. Talvez você esteja colocando mais energia em seus pensamentos “negativos” do que em seus pensamentos “positivos”. Talvez você esteja pensando negativamente através de imagens e positivamente através de pensamentos desenergizados e sem imagens.

Quando queremos fortemente alguma coisa devemos pensar através de imagens e enviar ordens claras para o nosso cérebro. Podemos nos poupar de pedidos débeis, frágeis e sem energia, nosso cérebro é muito forte e poderoso e acatará a uma ordem igualmente forte.

Você já reparou que quando pensa tragédias, pensa-as com imagens? Experimente isso agora. Perceba então, que a maior parte das vezes em que pensa coisas boas você o faz somente com o desejo desacompanhado de imagens. Carreguem de imagens os seus desejos positivos e envie ordens, no imperativo, para o seu cérebro.

O homem é um dos mais incríveis seres deste mundo. Ao passo que todas as demais criaturas tiveram que se adaptar ao ambiente, nós os humanos manejamos o ambiente para adaptá-lo às nossas necessidades. Cada um de nós carrega a semente da possibilidade da transformação para o melhor e/ou para o pior, e isso já é outra história que dependerá sempre da força que tivermos para controlar nossos pensamentos “negativos” e tornarmos reais os nossos pensamentos “positivos”.

Abraços de brisas perfumadas.

A-hammm,
Joyce Mobley

CAREÇO PÉS NO CHÃO!-JOYCE DAMY MOBLEY

28/03/2010

Careço de pés no chão…

Entre espaços acaricio palavras como se pudesse tocar teu rosto…  Sopro um carinho, escolho uma canção, fecho minhas mãos, prendo meus dedos… Quisera cerrar meus pensamentos e só por isso penso: Dois pensamentos não ocupam o mesmo espaço!

Fugiu de novo!

Espaço entre espaços…

Volta pra cá pensamento!

Careço de pés no chão

Melhor pensar besteiras…

Será que besteiras têm vontade própria?

Lista de besteiras:

1-Pensar se besteiras têm vontade própria.

2- Pensar que não encontro uma besteira para pensar.

3- Pensar sobre a palavra besteira.

4-Trocar besteiras por bobagens.

5- Preciso escolher o perfume com qual vou dormir.

6- Adoro perfumes.

7- Passo perfume para dormir.

8-Devia ter um travesseiro para cada perfume; meus travesseiros sofrem de confusão aromática.

9- O gato deitou no meu peito e não consigo ver a tela do slapstop!

10- Sky, o gato, pensa que é cão.

11- Dylan, o cão, pensa que é gato.

12- Coisa mais chata ficar pensando besteiras…

13- Funcionou! Quase me esqueço que resolvi pensar besteiras para não acariciar palavras em espaços entre espaços.

Lista de não besteiras:

CAREÇO DE PÉS NO CHÃO, CHÃO, CHÃO.

Lembrei de mais uma besteira:

Não sei caminhar sem saltos e detesto essas calçadas do Rio de Janeiro!

Não acredito que vou postar isso, mas vou; é o meu castigo pra largar de ser besteirenta.

Adoro besteirenta! Vou escolher meu perfume porque pensar besteiras me dá sono.

CAREÇO DE PÉS NO CHÃO, CHÃO, CHÃO, CHÃO!

VOU SONHAR COM MEU CAVALO ALADO E AZUL E NENHUM CHÃO QUE ESTRAGUE OS MEUS SALTOS.

A-hammm,

Eu mesma

PSICOSSOMÁTICA HOLÍSTICA – JOYCE DAMY MOBLEY CRT 42510

26/03/2010

PSICOSSOMÁTICA HOLÍSTICA

PSICOSSOMÁTICA HOLÍSTICA- IMAGEM IDEALIZADA EM 1998 POR JOYCE MOBLEY

SIMBOLIZA O TERNÁRIO VIDA-CORPO-MENTE

UNIÃO ENTRE A MEDICINA E PSICOLGIA

ATRAVÉS DA PSICOSSOMÁTICA

“Se reunirmos muitas pessoas e as ensinarmos a viver, algo de maravilhoso acontece: Muitas de suas doenças desaparecem”.” (Dr. Siegel – Univ. Yeal)

A Psicossomática clínica é um ponto de união entre diferentes profissionais, das diferentes áreas da saúde, diante de um mesmo propósito: O indivíduo sadio. Nasce da necessidade de uma abordagem holística, integradora de um homem respeitado em sua inseparabilidade psíquica e somática, não apartada do social e da natureza.

Segundo a organização mundial de saúde: “Saúde é o equilíbrio físico, mental e social”. Até pouco tempo saúde era considerada uma preocupação física, do corpo e não da mente. Hoje mais e mais se fala sobre a conexão vida, corpo e mente. Saúde é um aspecto integral da vida das pessoas, e não algo para começarmos a pensar depois de adoecermos.

É certo que a doença exige grande atenção quando surge em nossas vidas, assim como a depressão e o desespero que a acompanham, mas não podemos ter uma visão estreita deixando que a doença assuma o controle de nossas vidas. Precisamos viver bem no corpo e na mente. Precisamos curar nossas vidas, o subproduto e conseqüência, se refletem em nosso corpo. Há quinze anos dedico-me à Psicossomática e durante todos estes anos, a idéia de trabalhar o saudável do cliente, transformando-o em verdadeiro agente de sua saúde, vem se comprovando como indispensável para o processo da cura.

Fui procurada por um senhor, cuja esposa negava-se a repetir o tratamento . Pedi para vê-la pessoalmente e passadas as primeiras resistências perguntou-me, em tom de afirmação, se iria morrer; disse-lhe que isto era certo… Só não poderia lhe afirmar se isto ocorreria antes ou depois de minha própria morte. Abordamos a questão da quimioterapia e do quão difícil era suportar os seus efeitos colaterais, razão pela qual negava-se a fazer o tratamento. Receava não poder aproveitar o pouco tempo que tinha. Sugeri-lhe que tivesse uma conversa, franca, com seu médico para que pudesse melhor avaliar essa questão. Foi-lhe dito que se não fizesse o tratamento suas, poucas, chances seriam reduzidas a nenhuma.  Começamos a trabalhar no sentido de transformar a em sua cúmplice quimioterapia e melhor amiga. Desenvolvemos uma série de exercícios de auto sugestão, que ela deveria praticar antes e durante a aplicação da mesma. Passou por todo tratamento sem os tão temíveis efeitos colaterais e viveu, com dignidade, por mais tempo do que o previsto.

Durante os anos em que trabalho com pessoas que sofrem de doenças crônicas e/ou auto-imunes, tenho encontrado, por muitas vezes, dificuldades de contato e comunicação com a grande parte dos médicos de meus clientes. É uma grande lástima que profissionais da área de saúde fiquem se digladiando e disputando um paciente perdendo-se de sua meta: o indivíduo que os procura confiando-lhes a vida.

Segundo a definição retirada de um dicionário, indivíduo significa membro ou ser que constitui um todo distinto em relação à espécie. É preciso perceber-se como indivíduo para poder buscar a saúde.

De paciente a membro da equipe de saúde.

Paciente: Virtude que consiste em suportar resignadamente males físicos ou morais; manso; indivíduo que padece

Padecer: Ser atormentado por; suportar; padecer dores; maus tratos; sofrer; indivíduo doente.

Membro: Indivíduo de uma colônia ou sociedade; pessoa que faz parte de uma organização.

Equipe: Grupo de indivíduos que tomam parte juntos numa tarefa comum espírito de solidariedade que anima os membros de um grupo.

Saúde: Estado do que é são; estado do indivíduo em que há exercício regular das funções orgânicas; vigor; em homenagem a alguém; saudação.

Se deitarmos um olhar “de pacientes” sobre os nossos clientes e/ou, se permitirmos que eles deitem este olhar, sobre si mesmos, estaremos bloqueando uma importante passagem para a cura: A participação ativa e responsável sobre suas escolhas e responsabilidades por suas vidas.

“Não existem remédios: o que cura é o contágio com o saudável” (Novalis – séc. XVIII )

* Fazer ver, ao cliente, que ele é um indivíduo e não um paciente.

* Encontrar o saudável que existe em qualquer indivíduo que esteja doente e trazê-lo para trabalhar junto à equipe de saúde.

* Mostrar ao cliente, que ele é co-responsável no trabalho de encontrar os melhores métodos para sua recuperação e/ou manutenção de seu estado de saúde.

* Descobrir e “contagiar” o cliente com o que existe de saudável nele. Precisamos nos conscientizar de que o cliente não é nosso, ele é dele mesmo. Vem nos procurar para ajudá-los e não para disputá-los. Muitas vezes as pessoas adoecem por haverem se esquecido de quem são, de que suas vidas lhes pertencem, de que sua infelicidade tem um preço e esse preço pode lhes custar a saúde.

Autoconhecimento é imprescindível para o desenvolvimento de um bom trabalho em Psicossomática. Um cliente cirurgião fez um relato de uma experiência, por ele, vivida durante uma cirurgia de ulcera, que ilustra lindamente a união da psicologia e medicina:

– Eu mal terminava a sutura em um ponto e o rapaz começava a sangrar em outro. Pensei que não conseguiria… Senti o desespero crescendo dentro de mim… Quando me percebi estava gritando: Por que você não quer viver? Continuei a cirurgia pedindo ao rapaz que vivesse, que não desistisse… Acho que ele me ouviu…

Diante deste relato recordei-me da primeira vez que o atendi e percebi o quanto havia crescido! Finalmente um grande cirurgião tornava-se, ainda maior, operando, também, através do psiquismo de seu “cliente anestesiado”.

A cura não se conquista apenas com técnicas e recursos médicos: ela é, antes de tudo, um trabalho do espírito. Negligenciar o elo vida, corpo e mente pela Medicina tecnológica ou pelo radicalismo da psicologia tradicional, é uma fugaz aberração diante de toda a história da cura.

A-hammm.

Joyce Mobley

ANGUSTIA E OBESIDADE – JOYCE DAMY MOBLEY – CRT 42510

26/03/2010

Engolindo Carências – Angústia e Obesidade 


A presença de um permanente estado de angústia que só parece diminuir quando se recorre à geladeira na tentativa de preencher buracos internos. Sensação de inquietude e de faltar alguma coisa que não se nomeia…Um docinho? Não, não era isto… Quem sabe um salgadinho? Não, não era isto… Assim sucessivas idas à geladeira, sorveteria, casa de chocolates…
A angústia pode estar denunciando um fechamento e incapacidade de fluir com a vida, talvez uma forte tendência a fechar-se em si mesmo e em torno de problemas que parecem impossíveis de serem solucionados. Pode estar associado a um sentimento de separação exagerado e no medo de viver com todas as conseqüências que isto implica.
A palavra angústia significa estreiteza e o estado de angústia, momento em que estreitamos o nosso ser, tentamos caber em espaços emocionais que nos são impostos e não conseguimos nos expandir. O sentimento de menos valia cresce na mesma proporção em que nos afastamos de nós mesmos e nos tornamos emotivamente dependente de como os outros nos valorizam.
Várias questões emocionais mesclam-se ao problema da obesidade; um problema que é vivenciado como uma infelicidade engolida e não verbalizada… Talvez uma fome ou até mesmo uma desnutrição emocional. A questão é de sobrevivência. Sentindo a carência de alimentos emocionais e não demonstrando abertamente as nossas necessidades, ou quem sabe exausta de demonstrar, pedir, até mesmo suplicar sem conseguir, no entanto, o afeto necessário, a reação é um assalto à geladeira!
O obeso sente que não está protegido e protege a si mesmo com quilos. Medo da vida, no geral, e de não ser aceito pelos outros, em particular. Busca a segurança comendo, quando o real problema é, quase sempre, falta de aceitação e de amor por nós mesmos, que refletimos em nosso corpo. Ocorrem, aqui, dois movimentos simultâneos: O primeiro é de comermos compulsivamente na tentativa de suprirmos nossas carências, diminuir a ansiedade e/ou mantermos a angústia em um nível mais tolerável; o segundo movimento é a conseqüência de estarmos comendo a nossa própria carência… Engordamos, e às vezes, muito além do que deveríamos. Como resultado diminuímos, ainda mais, a nossa auto estima… Mas não é bem este o nosso alvo, não é mesmo? Afinal, o amor dá de si, mas também exige de volta!
Vamos fazer uma leitura das mensagens subliminares que estão, aqui, envolvidas:
“Você me ama mesmo? Acho que não, pois não me sinto amada por você… Vamos ver… e se eu ficar bem gordinha, você ainda vai me amar?”.
“OK. Nada do que faço é suficiente, não lhe agrado, tenho que crescer tenho que ser mais, tenho que ser menos, nada do que faço é suficientemente bom para você! Pois agora vou comer do tamanho da insuficiência que você faz com que me sinta! Vou estragar o meu corpo e é você quem vai ter que me engolir toda disforme, exatamente como você faz com que me sinta! Disforme! Vou deixar bem evidenciado o como me sinto por dentro… Quem sabe, assim, enorme, você me enxerga?”.
A pergunta é: E você enxerga o que está lhe acontecendo? Enxerga a sua angústia e a sua insatisfação? E o que ganha afogando-se em comidas? Mais angústia? Voltando a agressividade contra você mesma? Será que esta é a única forma que você encontra para resolver os seus problemas? Se a sua resposta é sim, esta é a única forma que encontro! Então devo lhe sugerir que procure por ajuda, pois você está vivendo o que chamamos de ponto cego. O fato de não conseguir ver outras saídas não significa que elas não existam, significa, apenas, que por algum motivo você não está conseguindo vê-las, sozinha, neste momento… Procure por ajuda, faça isto por você mesma! Quando o mundo parece nos dizer um grande NÃO, é hora de nos acompanharmos de nós mesmas e começarmos a nos dizer alguns sins… Saia de dentro desta geladeira, onde você tenta congelar a sua insatisfação, suas tristezas; onde você tenta engolir as suas dores e os seus sustos… Se não lhe dão o colo, a atenção, o amor que você sabe que merece… comece a amar a você mesma, dê-se o colo que está precisando!

“MENSAGEM À MULHER”.

Me querem mãe e me querem fêmea,
Me querem líder e me querem submissa,
Me fazem omissa e me cobram participação,
Me impedem de ir e me cobram a busca,
Me enclausuram nas prendas do lar e me cobram conscientização,
Me tolhem os movimentos e me querem ágil,
Me castram os desejos e me querem no cio,
Me tolhem o canto e me querem música,
Me apertam os cintos e me cobram liberdade,
E me atrofiam e cobram
– E as crianças?
Me impedem de ir
Mais tarde, um dia.
Me impõem modelos, gestos, atitudes e comportamentos,
E me querem única.
Me castram, podam, falam e decidem por mim,
E me querem plena…(autor desconhecido)

E então, como não consigo me fazer plena… Trato de me empanturrar até que me sinta plena!

MENSAGEM DA MULHER!
Quero-me como sou,
Minhas contradições, medos e dúvidas!
Minha vontade de ir e de ficar,
De tudo querer sem nada querer!
De estar nos meus desejos sem entrar no cio…
Quero deslizar à vontade
Entre a minha criança e a minha mulher.
Quero ser quem sou!
Mas, quem sou?
Talvez alguém entre tantos desejos que me impõem
De como devo ser…
Quero que se calem, todos! Já!
Quero meus gestos incontidos!
Que me soltem o cinto,
Pois sinto que vou soltá-lo!
Deixem-me em paz!
Preciso me lembrar de
quem eu sou…
Sou eu quem…
Preciso me querer!

Saia de dentro desta geladeira…Não seja tão fria com você mesma! Lembre-se de quem você é, e se não conseguir, ao menos, lembre-se de quem você não é.
Devo terminar este artigo como uma propaganda de remédios:
Não se esqueça de procurar um médico, pois a sua obesidade pode estar ligada a outros fatores além dos que foram, aqui, mencionados

cap.35 -PLANTADO DESPLANTES- JOYCE DAMY MOBLEY

25/03/2010

PLANTANDO DESPLANTES – JOYCE  DAMY MOBLEY

DIFÍCIL NUNCA FOI TAMPOUCO SERÁ, SINÔNIMO DE IMPOSSÍVEL!


Desta vez, Íbora partiu quase tão feliz quanto partira do Real Lago Real!

Enquanto nadava para longe de tanta confusão, que nem fazia parte da sua vida, ia refletindo  sobre isso… Isso o quê? Isso, de podermos nos dar conta de que algumas realidades não são nossas apesar de atravessarem a nossas vidas, por vezes…

Às vezes, mais vezes do que desejaríamos, mas isso sou eu quem está pensando, e não Íbora.

Voltemos à Íbora, que enquanto agia (ao nadar para longe da confusão) também refletia (às vezes podemos e devemos fazer as duas coisas ao mesmo tempo, menos em caso de incêndio, que é melhor correr primeiro e pensar depois, é claro!)…

Lá estou eu de novo misturando os meus pensamentos aos pensamentos de Íbora! Vou pegar um café e ouvir uma música, para deixar Íbora criar corpo. Espera um pouquinho, tá?

Nosso peixinho já se imaginava no mar, no Grande Lago, imaginava as tais baleias, o céu que poderia ver se pegasse carona em uma delas, quando se deu conta de que estava deixando de apreciar o caminho ao jogar-se nas futuras aventuras.

Ao dar-se conta de que jogar-se no futuro só lhe traria ansiedades recordou-se de uma lição que tivera com algum mestre, de quê: o futuro, assim como o passado, existe no presente de cada ser peixinho… Complicado?

Eu explico: O passado existe no presente ao permitirmos que ele, o passado, determine o nosso presente, não como um guia que acrescente, mas como algo que nos paralise… O futuro também pode ser paralisante se o imaginarmos pintado em cores sombrias. O futuro existe no presente de nossas escolhas de caminhos, e o passado existem no presente nas escolhas, caminhos, ensinamentos que já vivemos. Entendeu? Se não entendeu pergunte.

Pensava sobre todas as coisas que Eu-meu, nascido há dez mil anos atrás, lhe ensinara:

Plásticos deviam ser evitados, pois são piores do que as iscas e estão matando grande parte da vida na terra, ar, mar, rios, e outras vidas ainda desconhecidas.

Descobriram, mas Eu-meu não sabia quem descobriu, por isso o descobriram… Alguém que não eu e nem você, descobriu que há outro mar dentro do mar, um mar feito de plástico muito perigoso, e que Íbora deveria evitá-lo, jamais deixar-se enganar, pensar que esse tal de plástico era de brincadeira,  ou para se brincar…

Claro, que Eu-meu também lhe contara coisas boas sobre o Grande Lago, e outras coisas que nem mesmo Eu-meu e seus dez mil anos de vida souberam explicar: Se as praias eram as margens do Grande Lago… Será? Isso era uma dúvida, uma grande dúvida!

Aprendera que poderia pegar carona com as baleias para ver o céu, e o sol, e as nuvens, mas as baleias eram grandes demais para chegarem perto da praia…  Perto? Sim e não… Perto, mas não o bastante para que Íbora pudesse constatar com o próprio corpo, e escamas, e espinhas, e barbatanas…

Íbora começou a pensar alto:

– Se eu pegar uma carona com a baleia, e depois seguir sozinho até a beirinha  da praia, do mar da praia, de sei lá onde? E se eu embolar naquelas tais ondas violentas e for parar num tal de balde colorido que pertencem àquelas coisas estranhas que chamam de crianças? Isso poderia, deveras, ser um perigo dos grandes!

Íbora respondeu para ele mesmo:

– Quantas vezes é preciso que você aprenda a ficar no presente? Que você aprenda a parar de se dar sustos com o futuro? Quantas vezes você precisa aprender que, já que vai imaginar, então, imagine o melhor? Que imaginar deve ser um exercício encaminhado para o bem, para as coisas boas?

Lá ia Íbora conversando consigo mesmo quando ouviu:

– Quantos anos você tem para estar falando sozinho?

– Quantos anos é preciso ter para estar a falar sozinho, respondeu Íbora.

– Uns quatrocentos anos…

– Pois então tenho quatrocentos anos!

– Deve ter mais do que isso porque você é muito emburrado!

– Não pertenço à espécie dos emburrados, respondeu Íbora.

– Qual é a sua espécie, peixinho malcriado?

Íbora não conseguia acreditar em seus próprios ouvidos! Desde que saíra da curva do rio, onde era Mestre Íbora, ninguém mais parecia tratá-lo com a menor deferência! Era um tal de cala-te Íbora, e peixinho mal criado?

– Malcriado, eu?

– Sim, você mesmo!

– Desplante! Disse Íbora.

– Plante!

– Como? Perguntou Íbora para expressar que não entendera a resposta…

– Plante…

– Como assim? Perguntou Íbora.

– Eu é que sei? Foi você quem me mandou plantar…

– Eu não mandei você plantar nada! Respondeu Íbora.

– Pelo amor de São Peixinho, seu… Seu… Desassumido!

– Desassumido, eu? Perguntou Íbora

– Pois se você disse: Diz plante!

– Eu não disse, diz plante! Disse Íbora!

– Disse sim, seu mentiroso!

Nosso peixinho estava pasmo…

– desplante foi o que eu disse!

– Ah, tá…

– Ah, tá, o quê?! Íbora já estava irritado, e eu também!

– Ah, tá, de: Está bem, está certo, mas poderia ao menos ter pronunciado direito porque parecia DIZ  PLANTE, e eu disse PLANTE!

– Conversa mais maluca, disse Íbora.

– Enfim, concordamos sobre alguma coisa! Conversa mais maluca! Maluco é você que estava a conversar sozinho, e eu não quero mais conversar com você!

Íbora ficou, mais uma vez, boquiaberto… Daqueles boquiabertos de peixe: Abre e fecha a boca, só para abrir e fechar a boca mais uma vez, sem dizer uma só palavra para – quem sabe – o raciocínio pegar no tranco… Digo, para ter tempo de raciocinar melhor e tentar, ao menos, compreender parte de diálogo tão estranho…

A-hammm,

Joyce Mobley

cap. 34 – PARA REALIZAR UM SONHO É PRECISO ESQUECÊ-LO-JOYCE DAMY MOBLEY

25/03/2010

PARA REALIZAR UM SONHO É PRECISO ESQUECÊ-LO – JOYCE DAMY MOBLEY

Coçou a cabeça num gesto de desalento, e quando o fez… Encontrou a figura do Mestre a o ensinamento que lhe escapara: Mestre Fernando Peixão, ou seria Pessoa? Nome estranho para um Mestre: Fernando Pessoa, esse Pessoa era o que incomodava, bem que poderia ser Peixão, mas não era…
Novamente Íbora caía nas próprias confusões e por pouco não deixou escapa, mais uma vez, o ensinamento de que tanto precisava para resolver este impasse!

O Mestre dissera:  Para realizar um sonho é preciso esquecê-lo… Havia mais, porém Íbora não se recordava do restante,e, se compreendesse apenas esta parte do ensinamento já poderia tomar uma posição diante do imponderável que fora a forma como chegaria ao seu sonho…

É claro, agora ele compreendia…

Seria necessário esquecer o seu sonho, ao menos como o sonhara durante tanto tempo, para poder vivê-lo…

Lembrou-se de Lufos lhe perguntando:

– Simples assim, não é mesmo Íbora?!

– Nada simples, mas real e necessário. Vidas valem mais do que os sonhos, afinal o que seriam os sonhos diante da não vida?

Se Eu-meu – dedos tivesse – estaria, certamente, a  tamborilá-los… Será que ele tinha dedos?  Até pouco tempo Íbora nem mesmo sabia que ele se mexia, que podia sair do lugar… Talvez tivesse alguns dedos escondidos em algum lugar da sua estranha figura.

Falando em Eu-meu:

– Mestre Peixinho Íbora quanto tempo você ainda precisa para tomar uma decisão? Não percebe que este não é o momento adequado para perder-se em reflexões? Não percebe que urge que você aja em meu lugar, uma vez que minha lentidão me impede?

Eu-meu sabia ser cativante, mas também sabia ser extremamente irritante! Qual seria a idade daquele misto de pedra com peixe e caramujo?
Não aguentando, Íbora perguntou:

– Quantos anos você tem, Eu-meu?

– Lá vem você, seu… Seu… Seu arremedo de sábio! Isso não faz a menor diferença agora!


-Faz para mim! Disse Íbora, como se quisesse saber por que aquela coisa falava assim com tanto… Tanta… Empáfia!


– Se lhe ajuda a movimentar-se por mim: “EU NASCI HÁ DEZ MIL ANOS ATRÁS E NÃO TEM NADA NESTE RIO QUE EU NÃO SAIBA DEMAIS!” A única coisa que pereço não saber é fazer com que você pense rapidamente, ou que fique aqui com a lentidão do meu corpo!

– Ahhhhhhhhhh tááááá… Disse Íbora sem saber o que dizer, e não podendo dizer A-hammm, que significava muitas coisas, porque nem ele mesmo sabia o que significar naquele momento mais maluco com que se deparara!

– Ahhhhhhhhhh tááááááá? Repetiu Eu-meu, e completou: apresse-se criança metida à Mestre, e rápido,pois  não é tempo de pensar, mas de agir!

– To indo, to indo, Eu-meu! Eu eim?!

– Está indo… Mesmo?  Para onde? Acaso você sabe?

– Ainda não, mas  não espero por suas coordenadas Mestre Eu-meu de dez milhões de anos , mas mesmo assim:  Eu-Meu, Eu me vou!

Muito aprendi por estas paragens: Aprendi que não devo julgar o que não conheço e que mesmo conhecendo, ou pensando conhecer, há muito o que inteirar-se antes de omitir opiniões.  Compreendi que Penélope aprende sobre si mesma, sobre a vida, enquanto tece cada mínimo ponto, nó, laço, de seu trabalho só para desmanchar tudo quando anoitece… Ela aprende desapego; aprende a ser dona do próprio destino e usa a noite como conselheira e mantém longas conversas com a noite enquanto compreende destinos. Aprendi que ela é uma grande guerreira e ninguém a conduzirá por paisagens em que não deseje estar…

Eu-meu parecia confuso com as conclusões de Íbora; enfim percebia naquele peixinho bobo O Mestre de quem tanto ouvira falar.

A-hammm,

Joyce Mobley

cap. 33 – E SE FOSSE IRRELEVANTE?- JOYCE DAMY MOBLEY

25/03/2010

E SE FOSSE IRRELEVANTE? – JOYCE DAMY MOBLEY

Íbora teve sonhos estranhíssimos aquela noite… Sonhos tão estranhos que nem mesmo ele como todo o treino em desvendá-los para aprender sobre as lições que carregavam… GPS? Mamis? Papis?

Tudo era tão urgente de repente, não mais que de repente (esta frase não lhe era estranha, ao menos isso não lhe parecia estranho… Deve ter sido dita por um Mestre cujo nome lhe escapava…). A única coisa clara era o sentimento de não querer participar daquela história de não encontrar uma forma de negar-se…

A cabeça de Íbora rodava… Não fora nada disso que ele planejara! Entrar no Mar, no Grande Lago, assim? Não era para ser assim… Sentia-se dividido e confuso. Não podia deixar de ajudar as pessoas só porque sonhara durante tantos anos com uma grande entrada no Grande Lago…

Gastara tanto tempo a sonhar que encontraria o abraço sem margens no mar…  Reconhecia que nem mesmo ele sabia que abraço era esse… Um abraço sem margens só pode ser uma coisa muito acolhedora, aconchegante, quase completa…

E se fosse tudo uma grande bobagem? E se não fosse? Mas, como ser tão egoísta ao ponto de deixar de ajudar só porque isso o tiraria do caminho que escolhera. Talvez sair do caminho fosse necessário.

Estava a repetir a atitude que tanto criticara em Lufos: o quanto não se atirava nas aventuras porque queria garantias a cada pequeno passo que dava?

Por outro lado, esta não era apenas uma nova aventura, era a aventura da sua vida… Não era assim… Definitivamente não era para ser assim!

Pessoas com tantas histórias enroladas, o que ele fazia ali, vivendo problemas que nem mesmo conhecia? Quem era Penélope? Quem era Telê-maco? Quem era esse peixão metido, esse tal de Ulisses?

E quem era Eu-meu para mandar que ele calasse a boca tantas vezes em apenas uma conversa? Quem eram esses deuses que também iriam interferir, e tudo por causa de um manto?

Pensar, pensar, pensar… Quanto mais Íbora pensava, menos se reconhecia… Sentia-se invadido, como se houvessem invadido a sua alma ao invadir o seu sonho. O que fazer? Olhar para si, para os seus sonhos, abrir espaço para os outros na sua existência?

O que seria um sonho se ele tivesse que virar as costas para o que havia de honesto dentro dele mesmo Íbora sempre fora solidário, consigo mesmo e com os outros. Por saber respeitar-se sabia respeitar os outros. Por saber colocar-se em primeiro lugar, também sabia sair da frente e ficar na sombra e dar espaço e luz para aqueles que precisassem…

Poderia a ilusão de um sonho torná-lo desumano, digo, despeixano? Íbora tinha esse costume de guardar em algum lugar da sua memória os pensamentos, os ensinamentos que não conseguia compreender, porque sabia que chegaria o dia em que aquilo faria um sentido que antes fora relapso, ou meramente despreparado, para perceber a profundidade…

Houve um Mestre que um dia lhe disse uma frase que precisa recordar neste momento… Sabia que se a recordasse, este seria o momento de compreendê-la em profundidade… Conquanto, eram tantos mestres, e tantas as coisas que Mestre Íbora ainda não realizara…

Pôs-se a procurar em cada parte de seu cérebro, de sua alma, de suas escamas, até mesmo do seu intestino, porque às vezes coisas importantes nos escapam por considerá-las menores, e passam a viver escondidas no intestino… Pior lugar! Dá um trabalho danado para recuperá-las!

A-hammm,

Joyce Mobley

cap. 32 – PODERIA, SE DESEJASSE! – JOYCE DAMY MOBLEY

25/03/2010

PODERIA, SE DESEJASSE!- JOYCE DAMY MOBLEY

Telê-maco acordou, e foi ter com sua mãe, Penélope:
– Mamis, já estou bem grandinho, e pronto para buscar papis Ulys-sesss!
– Os Yes, Telê-maco, já estou cansada de tanto costurar, e descosturar, vá buscar papis porque ele deve estar perdido por aí, por lá, no mar.
– Costurar, mamis? Pensei que você usasse o tear…
– Sim, filho meu, mas, com o progresso progressivo da poluição, caiu em minhas mãos uma máquina de costura super avançada, portanto,  deixei o tear e decidi costurar.
– Okay, mamis, de qualquer forma já não adianta mais usar a máquina de costura, tampouco o tear. O que faremos?
– Passe na casa de seu avo Laerte, e leve para ele este edredom que também veio para cá com o progresso da poluição. Quanto a mim, vou providenciar para que façam as minhas unhas, pois as quero afiadas para a volta de papis! Ulys-sesss ainda vai ter que explicar Tim tim por ratim tum, do que fez por aí, por lá, no mar,durante vinte anos!
– Beijo, mamis, fui-me!
– Espera um momento, filho meu!
– Sim, mamis?
– Leve consigo mais estes pequenos apetrechos que vieram de lá, do lado de lá do progresso: Um GPS!
– Oh yes, mamis, passarei na casa de Mestre Cognição Cógnito Cognato, pois ele saberá explicar com cincero, digo, sincero coração, para quê servem estas coisinhas!
– Não, não faça isso, filho meu, para compreender o que Mestre CCCognatos fala, você levaria mais vinte anos… Seria tarde demais! Vá filho meu, vá vavá, já jajá!
– Sábias palavras, mamis, fui-me de novo e novamente e de novo!
Íbora, nosso peixinho, que assistia à conversa entre Penélope e Telê-maco, ficou boquiaberto, como os peixinhos ficam, é assim: Olho arregalado, e boquinha que abre e fecha como se estivesse dizendo: Ohhhh… Entendeu?

Retomando:
Boquiaberto, nosso peixinho pensava:
– Acho que isso deve ser a tal da praga do tatu bolinha! Não me deixarei contaminar por tal poluição do progresso, e quero sair logo deste pedaço porque esses seres devem ter entrado neste rio por engano!
– Vamos, Telê-maco, disse Íbora, não dormi bem, estou numa história que não é minha, ou vocês entraram numa história, que não é a de vocês, e já estou ficando confuso com tanto progresso!
– Cala-te, Íbora, disse Penélope, como ousas falar assim com filhinho meu?
Íbora mais uma vez abriu a boca, arregalou os olhos, ativou seu lado sensitivo cognitivo e deu à co-conhecer:
– Desde que cheguei a este lugar maluco, repleto de pessoas peixes malucos, já ouvi mais cala-te, do que a própria Kalaty poderia dizer em cem vidas!
Telê-maco já se preparava para desafiar Íbora para um duelo, mas foi interrompido:
– Calem-se! Disse Íbora. Se nem tudo acontece quando e como queremos, nada nos impede de modificar os nossos destinos. Entendam como destino, aquilo que nos acontece, que atravessa os nossos caminhos, contudo, nem mesmo o que o destino nos reserva é capaz de nos tirar o direito de escolha diante do que foi inevitável!
E continuou:
– Não vou acompanhá-lo, Telê-maco! Vá com o seu GPS, porque eu não posso, digo: POSSO, MAS NÃO QUERO fazer parte dessa história de vocês!
Acrescentou:
– Digníssima senhora Penélope Charmosa, seu marido Ulys-sesss retornará, a senhora não o reconhecerá, à princípio, apenas o fará depois que ele houver arrancado as cabecinhas dos seus pretendentes.
E, mais:
– Telê-maco, você tem tanto a aprender que deve mesmo ir a busca de seu pai, porque eu sigo em busca do Grande Lago, e sem você! No caminho, em busca do seu pai, você poderá crescer e encontrar-se consigo mesmo.
Íbora cansara-se de viver histórias que lhe tiravam a liberdade, o ar, as escolhas, e tudo parecia poluído demais para o seu gosto. Aprendera que iria Em Busca do Grande Lago, que nesse caminho cruzaria com vidas estranhas, que sempre teria o que aprender com as mesmas, mesmo que aprender, neste caso específico, fosse sinônimo de exercitar o NÃO.
O equilíbrio entre os “nãos” e os “sins” fazem uma diferença considerável na vida de qualquer peixe. Muitas vezes pode parecer que exercitam mais o “não”, do que o “sim”, mas, como um quadro impressionista: Há que se manter certa distância para poder apreciá-los.
Nosso peixinho deu as costas para aquelas vidas que não eram sua, para a surrealidade de escolhas, ganhos, perdas, mazelas, riquezas, aventuras que não lhe pertenciam, e saiu feliz para retomar o próprio caminho…
Íbora estava mais certo do que nunca de quê poderia não saber exatamente o que queria, mas certamente poderia viver novas experiências e dizer:
– Pra mim, chega! Basta! É até aqui, e só até aqui.
Não existem limites que não possam ser superados; pode ser dificílimo superá-los, mas…
DIFÍCIL NUNCA FOI TAMPOUCO SERÁ, SINÔNIMO DE IMPOSSÍVEL

A-hammm,

Joyce Mobley

cap. 31-DEVE SER PRAGA DE TATU BOLINHA!-JOYCE DAMY MOBLEY

25/03/2010

SÓ PODE SER PRAGA DE TATU BOLINHA! -JOYCE DAMY MOBLEY

– Vá dormir Mestre Íbora, você precisa descansar e, pensando bem, não há nada que possa ser feito agora sem que se atraia mais atenção. Durante a noite faremos nossos planos…

– Eu-meu, como você espera que eu durma e faça planos ao mesmo tempo?

– Não espero, tenho certeza, e porque Assim É Assim Será. Agora descansa o corpo e, principalmente, a cabeça. O restante simplesmente acontecerá.

Por influência dos deuses um grande sono abateu-se sobre Ítaca (devem ser os mesmos deuses que fizeram a Bela Adormecida dormir por cem anos… Não? Também não me recordo mais quem fez com quê adormecessem, mas fato é que dormiram)

Até mesmo as bolhas fofoqueiras, que nunca se cansam dos fuxicos, adormeceram a boca…

Ante-na, uma bela deusa muito antenada, percebeu o perigo que ameaçava seu amigo Ulisses… Ante-na e Ulisses eram muito amigos, mas eu não vou me estender nisso porque essa história é mais comprida que a vida!

Enfim, Ante-na soltou um poderoso adormecedor, mas tão poderoso, que até os que sofriam de insônia dormiram… Quem sofria do oposto à insônia, que é sônia, dormiu por quase uma semana!

Durante o sono, Ante-na deveria soprar segredos aos ouvidos de Eu-meu, Telê-maco- e também de Mestre Íbora… Neste ponto ela estranhou um pouquinho, e  perguntou:

– O que faz Mestre Íbora nesta história?

– Não faço a menor ideia, disse Ze-eus, pai de Ante-na.

– Papai devo rachar a cabeça deste peixinho intrometido, como fiz com a sua cabecinha para poder nascer?

– Não, filha minha, aquela bordoada doeu muito, e você já está nascida, e bem grandinha!

– Ah, papai Ze-eus, deixa-me dar só uma pancadinha na cabeça desse peixinho metidinho à mestre?

– Nã nã nem nã não! Disse firmemente Ze-eus!

– Okay, papai, você sabe como ser muito desmancha prazeres! Eu só queria brincar de dar umas bordoadas…

– Cala-te, Ante-na!

– Que horror, agora todos estão com essa mania de falar cala-te.

– Pela última vez, Ante-na: Cala-te já, e faça o que deve ser feito!

– Tudo bem, não vou discutir… Vou ficar aqui calada e quero ver quem vai segredar alguma coisa!

Foi então que se ouviu uma voz, que mais se parecia com uma martelada! (é que eu estou a martelar os dedos no teclado!)

– CALEM-SE OS DOIS, E JÁ!

– Quem ousa falar assim com papai?

– Isso mesmo, minha filha, quem ousa falar assim comigo, eu,  Ze-eus?!

– Quem ousa falar assim, sou eu mesma, Joyce, e nem sei como vocês entraram na minha história! Viraram tudo de ponta cabeça, e agora eu tenho que inventar tudo de novo! Por isso, metam dois chuing plókyty na boca antes que eu perca a paciência e delete vocês, que são para lá de intrometidos!

– Mas, quanto atrevimento! Disse Ante-na.

– Atrevimento?  Disse Joyce – eu mesma!

Continuando:

– Atrevimento é o seu que quer dar uma bordoada na cabeça do meu peixinho. Eu vou lhe dar um coelhinho para que você possa brincar de Mônica, a dar coelhadas na cabeça dos outros. E, quer saber? Kalaty! Digo, cala-te e pronto!

– Eu já havia dito para papai que: euzinha não daria nem uma só palavra, portanto, calada estou!

– Ó céus, isso só pode ser praga de tatu bolinha! Ante-na querida, vá falar os seus segredos nos ouvidos de Eu-meu, Telê-maco, e Íbora… Saiba que hoje em dia nem usamos mais antenas do seu tipo, entendeu?

– Não, não entendi nada! Mas, tá bem, tá bom, tá bem, tá bom, to indo, e cala-te tu, sua cara de tatu bolinha!

Oh deusa desaforada! É melhor eu calar a minha boca por que ela pode ser mais teimosa do que eu, e… E? Sei lá eu! Tudo eu, tudo eu… Eu que tenho que saber de tudo?! Ooops, sim, eu estou a escrever, então devo saber…

Finalmente Ante-na foi espalhar seus segredos; foi resmungando, mas foi…

Pior que deixou papai Ze-eus aqui, a me olhar com essa cara de quem comeu e não gostou! Vou dar um chuing-plókyty pra ele se distrair…

Telê-maco dormia…

Ante-na entrou no seu quarto e pensou:

Nossa, até que ele é bonitinho! (eu já ia berrar com ela de novo, mas…) Antes que a chata da Joyce fale mais alguma coisa, vou soprar um segredinho nesse ouvido tão bonitinho, e disse:

– Telê-maco, seu pai precisa de ajuda!  As bolhas fofoqueiras acabaram com a brincadeira de Penélope, sua mãe… Ela e aquela brincadeira chatésima de tear e “destear”; digo tecer e destecer, o tal do manto do seu avô Nestor, digo, Laerte, que ia mesmo acabar morrendo antes que Penélope terminasse o tal do manto! Afinal. O manto não era para ficar pronto antes que ele morre-se, ou seria para servir de mortalha? Ó Céus, digo: Ó Olympus, estou tão confusa hoje…

Resumindo, disse Ante-na:

– Quando você acordar deve ir para o mar (ui que lindo rimou!), no mar você vai se perder um bocadinho, mas não tem importância porque é para ser assim mesmo.

Telê-maco começou a virar-se para todos os lados como se tivesse um pesadelo… Ante-na, antenada de que ele poderia acordar, resumiu os seus segredos:

– Vá buscar seu pai, mas antes passe lá… Por Eu-meu, e leve consigo aquele peixinho bobo cujo nome é Mestre Íbora! Mais uma coisa, muita atenção… Cuidado com tal de Joyce Mobley por que ela ameaçou nos deletar da nossa história, e ainda disse que a história era dela!

Ante-na afastou-se lentamente de Telê-maco, mas não resistiu, voltou, só para mais um segredinho:

– Quando acabar essa confusão toda, passe lá em casa para comermos umas uvas e tomarmos um vinho. A safra é quase tão maravilhosa quanto eu! Vou deixar o endereço aqui na sua cabeceira…

– ANTE-NA!

Tive que gritar de novo, porque esses deuses e deusas acham que podem fazer o que bem entendem na minha, na sua, na história de Íbora.

Saiu sem olhar para trás, porque sabia que Eros poderia aparecer e então a confusão seria ainda maior! Imagine só, se Eros, cupido, entra aqui e começa a dar flechadas de amor?

Ante-na foi até Eu-meu, e segredou:

– Blá blá blá, blu blu blu, isso mesmo Eu-meu… E mais isso: Bis e Taz, compreendeu?

– Pronto papai, vamos embora!

– Oooops, vão embora? Não vão não, falta você segredar para Íbora… (essa sou eu)

– Uma deusa intelectualizada e maravilhosa e perfeita, como euzinha, falar com um mero peixinho metido à mestre? Papai veja como essa humana fala comigo…

Mas, papai Ze-eus estava vesgo, pois, como Íbora, estourara uma bolinha no meio da carinha!

– Tá bom, tá bem, eu vou falar com Mestre Íbora, mas depois eu também quero um  chuing-plókyty!

E lá foi Ante-na:

– Mestre Íbora, eu realmente não pretendia falar com você, mas, já que é inevitável, ouça minhas palavras:

– Lembra-se do vidrinho de segredos misturados? Não fique triste… Você já havia aprendido esta lição… Precisa recordar-se de que os segredos são como os sonhos… Misturam-se, contam novas histórias, criam novas possibilidades, e, talvez você vá gostar muito mais de viver esta aventura do que a que já viveu há anos, no primeiro livro…

E, continuou:

– As histórias são como a vida e podem ser re-escritas… Lembre-se de que você não é o passado, você é o futuro a modificar histórias que nunca foram escritas.

Depois de segredar por certo tempo ao ouvido de Íbora, Ante-na retornou, virou-se para mim, e disse:

– Okay, Joyce, agora me dá o chuing-plókyty que estou voltando para o Olimpo com papai!

A-hammm,

Joyce Mobley

cap. 30 – COMO, ASSIM DE REPENTE? – JOYCE DAMY MOBLEY

25/03/2010

– COMO, ASSIM DE REPENTE? – JOYCE DAMY MOBLEY

– Desculpa Senhor Machucá-lo… Não pretendia machucá-lo… Nosso amigo continuava a falar enquanto procurava o Senhor Machucá-lo:

– Não consigo vê-lo… O senhor é daqueles peixes que se camuflam? Estou olhando para baixo, mas mesmo assim não consigo encontrá-lo, Senhor Machucá-lo…

– Eu-meu

– O que é seu, Senhor Machucá-lo, o chuing plókyty?

– Eu-meu é o meu nome!

– Sim, sim, sim… Disse Íbora na ausência de algo mais inteligente para dizer diante da situação inusitada.

– Vai demorar muito para sair de cima das minhas costas? Há dias você sai pega algo para comer, volta, senta-se sobre minhas costas… No início achei engraçado, mas agora já estou ficando um tanto cansado. Como é o seu nome?

De um salto:

– Íbora, muito prazer Senhor Machucá-lo Eu-meu!

– Mestre Íbora… Imaginei-o um tanto mais velho e um tanto menos parvo…

– Imaginei que o senhor fosse uma pedra, Senhor Machucá-lo Eu-meu, peço-lhe desculpas se o machuquei!

– Você não me machucou, e pela última vez; meu nome é Eu-meu!

O senhor Eu-meu era um ser um tanto diferente (nem eu sei explicar muito bem, mas consigo vê-lo aqui dentro da minha cabeça); a sua voz parecia sair entrecortada e soprada – talvez por isso soasse como se estivesse rindo o tempo todo. Íbora levaria alguns dias até perceber as diferentes entonações da voz de Senhor Eu-meu, para então discernir quando ele falava sério, quando brincava, quando um suspiro era um suspiro e não um riso…

Foram tantos dias a observar tudo o que se passava… Como pudera não se dar conta de que sentara sobre o Senhor Eu-meu? Incrível como podemos não perceber aquilo que está na nossa cara, ou na nossa… Digo: Logo ali… Lá… Embaixo de nós, pronto!

– O senhor deveria ter dito que eu estava sentado nas suas costas…

– Se houvesse dito teria perdido a massagem (desta vez ele ria mesmo), disse quando quis, porque também achei divertido observá-lo a observar tudo em volta de si.

Íbora riu-se do bom humor e sabedoria de Eu-meu! Enquanto observava tudo o que podia para aprender mais sobre Ítaca, Eu-meu aproveitava a massagem, e, observava o observador… Quanto mais pensava sobre isso, mais Íbora apreciava seu estranho novo amigo, de nome igualmente estranho.

A noite já ia avançada quando as bolhas fofoqueiras iniciaram os fuxicos venenos… Espalhavam por cada pequena curva, buraco, buraquinho e buracão, que Penélope desfazia durante a noite o que tecera durante o dia: Um manto para seu sogro Laerte…

Embora Íbora não achasse de muita importância o fato de desfazer todas as noites o que fizera durante o dia, também não conseguia entender porque a cidade fora tomada de tanta comoção…

Eu-meu estava muito sério… Nosso amigo já conhecia as diferentes entonações de sua voz, e também as diferentes expressões faciais (sim, ele tinha uma face que só poderia ser vista por aqueles que quisessem muito, e por aqueles a quem Eu-meu escolhia apresentar-se); Íbora manteve-se em silêncio esperando que seu amigo dissesse o que se passava.

– Triste, muito triste, e um momento perigoso. Precisaremos tomar providências!

– Quem? Nós, Senhor Eu-meu?

– Não apenas nós, mas também os deuses terão que interferir diante de tal perigo!

– Não quero parecer indelicado, Eu-meu, mas não posso compreender porque desfazer o manto que ela mesma, Penélope, tece durante o dia, possa ser tão perigoso… Não me nego a ajudar, tampouco quero desfazer da importância de tal fato, mas a mim me escapa…

– Quieto Íbora! Preciso pensar!

Por alguns minutos Íbora sentiu-se como Inkié-tus, e por muito pouco não repetiu a fala daquele peixinho danado: Mas, eu não fiz nada… Sentia-se como Inkié-tus, sem dúvida nenhuma! Pensava: Quanto tempo Eu-meu precisa para pensar?

– Há vinte anos, Ulisses, marido de Penélope, poderoso peixão de Ítaca, saiu para conhecer o Mar… Há vinte anos Penélope espera por seu retorno… Poucos fiéis, para além dela mesma, e seu filho Telê-maco, e eu, acreditam no retorno de Ulisses.

– Sim… Disse Íbora, apenas para encorajar o Senhor Eu-meu, que continuou:

– Você já reparou na beleza de Penélope?

– Não querendo parecer descortês, sim, já reparei que é muito bela…

– Não apenas bela, meu amigo Íbora, mas muito rica… Aquele que se casar com ela herdará a posição social de Ulisses, e também todo seu dinheiro… Por anos Penélope tem conseguido afastar seus pretendentes, mas eles se fazem mais e mais impacientes.

-Compreendo, disse Íbora mais uma vez, apenas para encorajar Eu-meu…

– Não compreende não!

Nosso amigo, que percebia a tremenda preocupação de Eu-meu, mas não o porquê da mesma:

– Isso eu não compreendo mesmo! Digo, compreendo, mas não compreendo!

– Cala-te Íbora!

Mais uma vez Mestre Íbora sentiu-se como o pequeno Inkié-tus…

– Calado estou, Eu-meu, pode continuar a pensar alto, assim posso acompanhar seus pensamentos…

– Penélope encontra-se em perigo, precisamos fazer alguma coisa! Essas bolhas fofoqueiras acabaram com o plano que servia para ganhar tempo; tempo para que peixão Ulisses voltasse para pensão da mãe Joana, ooops, digo, voltasse para os braços e abraços de Penélope e do seio, digo, o seio da família, e não o seio de Penélope!

– Concordo plenamente, Eu-meu, eu também penso o mesmo! Não estou entendendo muito bem, mas se você que é Eu-meu assim pensa, então, meu, eu também penso a mesma coisa!

– Sou muito vagaroso, Íbora…

– Dever ser mesmo, amigo Eu-meu, porque antes que mo dissesse, eu nem havia percebido que o senhor se mexia…

– Cala-te Íbora!

– Calei-me já, calado estou, e também um tanto enjoado de me sentir como Inkié-tus!

– Íbora!

-Sim senhor presidente comandante senhor pedrinha Eu-meu!

-Vá já buscar Telê-maco, e diga-lhe que preciso lhe falar! Diga-lhe que se apronte para ir até o Grande Lago, digo, o mar, para buscar Ulisses! E você, amigo Íbora, apronte-se porque vai acompanhar Telê-maco nesta jornada!

Íbora estava atordoado, e seu coração aos saltos!  Sim, enfim… O Grande Lago?Mas… Assim?! De repente?! E no meio da história dos outros?

A-hammm,

Joyce Mobley

cap. 29 – VIVENDO ESCOLHAS – JOYCE DAMY MOBLEY

25/03/2010

VIVENDO ESCOLHAS – JOYCE DAMY MOBLEY

Partiu antes do amanhecer, apenas por precaução de que ninguém o acompanhasse sem que realmente quisesse… Era uma garantia, para ele mesmo, de que não estivesse induzindo ninguém a segui-lo. Sabia, por experiência, que ninguém podia realmente induzir, nem tampouco impedir, que cada um seguisse o próprio caminho. Entretanto, ao sair antes do amanhecer, quem quisesse partir para a nova aventura teria que estar bem decidido, ou ao menos teria que ter se esforçado o bastante para não ser vencido pelo próprio sono.

Íbora conhecia as artimanhas do sono… O sono chega assim de leve, como quem não quer nada, e quando menos se espera perde-se a oportunidade de viver alguma coisa porque se estava sonado para a vida. Escolhas, daquelas bem escolhidas, não se entregam ao sono, ficam despertas na vida e para a vida.

Deitou um último olhar para sua casinha, seus livros, suas coisas, e logo sorriu por sentir-se livre de poder partir levando dentro de si mesmo tudo o que precisava. Desta vez, diferente de quando partira do Real Lago Real. Não partia fugindo da sensação do nada… Partia para abraçar outras possibilidades, conhecer outras vidas, conhecer-se mais enquanto compartilhava de tantas vidas quantas cruzassem pelo seu caminho.

Como era bom poder partir sem deixar para trás coisas que lhe pesavam! Partir porque era o tempo exato antes que ele mesmo se deixasse enganar pela sonolência da vida.

Já conhecia parte do caminho, portanto conhecia as partes gostosas das corredeiras, e as partes que deveria evitar para que não ficasse preso às pedras, como da última vez… Riu-se do pensamento de que “desta vez” mesmo que ficasse preso às pedras, não teria que ouvir as infindáveis reclamações de seu grande amigo Lufos!

Como imaginara não havia ninguém acordado do sono para acompanhá-lo, não sabia se ficava feliz, ou um pouco triste por isso… Escolhas, escolhas, escolhas, cada um faz as suas próprias escolhas, duvida da própria capacidade de ir em frente. Cada ser, digo, cada peixe, vive as suas escolhas. Pode acreditar-se preparado, pode até estar preparado, mas não há garantias do que se vai encontrar.

Quando um peixe quer garantias do futuro que irá encontrar, o melhor é permanecer agarrado onde se encontra: Na ilusão de que agarrar-se fará com que a vida seja a desejada… Doce e boba e nênia ilusão, porque nem mesmo agarrados às mesmas pedras, o futuro será aquele que se imagina!

Deixar as certezas para trás é tão somente deixar a ilusão de que certezas existam… Íbora aprendera isso há tempos! Quanto tempo? Nem mesmo ele sabia por que o tempo não segue a cronologia conhecida. O tempo é interno, assim sendo, uns poucos dias podem equivaler a milênios, e milênios podem equivaler a instantes…

Passou uns meses no recanto de um dos braços dos vários rios, e conheceu diferentes peixes, vidas, ilusões. Aquele recanto não era conhecido por um número, mas um nome: Ítaca.

A vida em Ítaca parecia girar em torno do retorno (em torno do retorno é ótimo!) de Ulisses, um peixão destemido que saíra pela vida, assim como Íbora. Ulisses deixara para trás, Penélope, fiel peixinha que tecia de dia e, destecia quando a noite chegava, aquilo que tecera durante o dia… Íbora observava, não apenas Penélope, mas a vida em Ítaca…

Sabia que todo forasteiro deve adequar-se aos costumes, observar muito mais do que falar, tentar encaixar-se – de alguma forma – à vida dos moradores… Não é delicado chegar provocando estardalhaço e falando, e impondo, e chamando muita atenção. Há que se ter a delicadeza de não estar a pisar em vidas, que nem de longe se suspeitaria ser uma vida… No desconhecido o que se pensa ser um grãozinho de areia pode ser um sábio que já viveu muito mais do que uma única existência! Há que se ter cuidado onde se pisa, para evitar esmagar vidas que não percebemos, entendeu?

Os primeiros dias em Ítaca foram silenciosos… Íbora observava o que os peixes comiam, para certificar-se de estar a escolher a alimentação correta, e não alguma coisa que o pudesse envenenar. A lição de quase abocanhar uma isca, valeu-lhe até o fim de seus dias! Lembra-se de quando Íbora chegou ao rio? Sim, aquela primeira vez, quando saiu de dentro dos canos depois de dias apertados em todos os sentidos? Lembra-se de como Lufos o salvou de engolir, ou ser engolido por uma isca?

(Não lembra não? Então volta lá em não sei que capítulo porque eu já estou perdida aqui, e não posso lhe dar maiores informações… É que esse peixinho não para de me levar de um canto para o outro, e eu mesma já estou a ficar emaranhada nas redes dessa história! Vai lá e depois você volta, mas desta vez eu não vou ficar esperando porque você pode ler mais rápido do que eu posso escrever.)

No terceiro, ou quarto dia em Ítaca, Íbora escolheu um dos alimentos do local, um estranho alimento que nunca dantes experimentara… Era saboroso, um tanto adocicado,  não era de engolir, mas de mastigar e fazer bolinhas que se pareciam com as bolhas fofoqueira, só que não falavam nada. Quando Íbora viu o primeiro peixe soltando uma bolha, imaginou que estivesse contaminado pelas bolhas fofoqueiras, mas reparando bem, parecia ser uma espécie de brincadeira de mastigar e soprar.

Escolheu um canto um pouco distante, mas não muito, e começou a mastigar o tal do chuing-plókity, nome difícil, não é mesmo? Lá estava Íbora a tentar fazer as bolinhas, mas não acertava mais do que uma mínima, ínfima bolinha insignificante!

No segundo dia de chuing-plókyty, Íbora fez uma bola tão grande que ele mesmo ficou impressionado, e vesgo, ao olhar para a super bolinha que produzira… Lá estava Íbora, vesgo, e hipnotizado pela própria criação (isto sempre é um perigo! O que é um perigo? Já vi que tenho que explicar quase tudo! Perigo é encantar-se pela própria criação, pronto, expliquei!)

Retomando: Lá estava Íbora, encantado e vesgo, quando ouviu uma voz, que vinha de não se sabe onde, e dizia:

– Parabéns! Muito bem! Olha só o tamanho da bola que você fez!

Íbora tomou um susto tão grande que a sua enorme bola de chuing-plókyty explodiu no seu rosto! Não podia ver de onde veio aquela voz, porque tinha pedaços de plókyty até nos olhos! Levou um tempinho tentando limpar-se, e pensava:

– Não acredito que mais uma vez chego a outras vidas fazendo papel de bobo! A primeira vez que alguém fala comigo e eu aqui feito um parvo! Só me faltava tirar essa porcaria dos olhos e ver que a cidade toda está a me olhar nesta situação ridícula!

Tentou controlar suas emoções e foi retirando os pedaços de plókyty que estavam grudados em todo seu corpo. A primeira coisa que limpou foi um dos olhos, e com apenas esse olho procurou calcular o tamanho do vexame a que se expôs, mas não viu ninguém… Limpou o outro olho, e continuou sem ver ninguém por perto… Teria imaginado? Foi então que ouviu um riso que lhe dizia que não havia imaginado… Olhou para todos os lados, mas não via nenhum tipo de vida conhecida…


– Olhe para baixo, garoto!

– Estou olhando, mas não o vejo…

– Acabe de se limpar e olhe melhor (disse aquela voz entrecortada por risos)

Para ganhar tempo, nosso peixinho foi se limpando vagarosamente enquanto tentava ver o dono da voz, e o dono daquela gargalhada esquisita, mas gostosa de ouvir… Já estava absolutamente limpo, mas continuava sem ver qualquer ser vivente…

– Vai demorar muito para acabar de se limpar?

– Não, já acabei…

– Eu sei que você já acabou e que só está pretendendo limpar-se. E mais uma vez a voz para além de falar, soltou uma gargalhada!

– Onde você está? Perguntou Íbora.

– Debaixo de você!

Íbora deu um salto enorme; um salto de susto, e também porque imaginou que pudesse ter machucado alguma vida.

– Desculpa, desculpa, eu não pretendia machucá-la!

– Eu não sou uma machucá-la, sou um machucá-lo!

Íbora continuava a não perceber o que era aquela voz, mas isso é normal porque só reconhecemos, aquilo que já conhecemos, entendeu? Por isso é importante conhecer muitas formas de vida; é que só assim podemos ter certa proporção da nossa insignificância e também importância diante do todo, digo, da vida.

A-hammm,

Joyce Mobley

cap.28 – SER O CALEIDOSCOPIO – JOYCE DAMY MOBLEY

25/03/2010

SER O CALEIDOSCÓPIO – JOYCE DAMY MOBLEY

Recorda-se que esta aventura era uma lembrança compartilhada, durante uma das aulas de Mestre Íbora? É que eu mesma quase havia me esquecido disso… Do dia em que Íbora acordara depois de muitos sonhos, e sentindo algo de diferente? Pois estamos de volta àquele dia, okay?
Anoitecia quando a aula foi dada por terminada…
As aulas não tinham hora para acabar, isso sempre dependia do que acontecesse no decorrer das mesmas. Podiam ser de cinco minutos, ou de quase um dia todo. Assim como a vida, como o tempo, como os desejos, as aulas não tinham um momento certo e preciso as aulas simplesmente aconteciam, e isso era parte da sabedoria.

(Não sei precisar quanto tempo havia se passado desde a volta dos dois amigos, desde que a cidade descobriu que eles não estavam mortos muita vida sem tempo, sem pressa, sem limites… Musiquinha de filme para mostrar que o tempo passou, tá?)

Lembra-se do dia do chororô? Todos choraram tanto, e Dona Venta-nias, mãe de Lufos, enchera milhões de toneis de lágrimas salgadas… Pois então… Aquelas lágrimas, como todas as lágrimas, menos as de crocodilos, sempre servem para alguma coisa… Servem para muitas, porque elas nos transformam, mas também servem para criarem outros sonhos de segredos…

Segredos? Sim, porque muitas vezes nem o próprio peixe sabe por que está chorando, então as suas lágrimas são um segredo para ele mesmo… Segredos bem segredados, daqueles que nem eles querem saber… Segredos do “deixa quieto” que é melhor assim…

Íbora entrava nos toneis de águas salobras, águas segredadas (tá bom, que saco: águas de lágrimas, tá bem assim? Coisa chata esse tal de princípio da realidade!). Lufos, Inkié-tus, e muitos outros peixes também entravam, mas era dolorido, porque as escamas dos peixes de água doce não eram preparadas para resistir ao contato com o sal…

Kálaty observava, e se Mestre Íbora não fosse assim tãããoo Mestre, ela teria proibido Inkié-tus de participar daquela grande bobagem… Eu já disse que o sobrenome de Kálati, é Jápraká? Não disse não? Tudo bem, é que acabei de inventar agora!

A frase que Kálaty mais repetia era o  seu próprio nome, somado ao se seu filho, só que escrito de outra forma:

– Cala-te Inkié-tus! Já pra cá!

Cada vez que Inkié-tus ouvia isso…

– Tá bom, mãe, eu já to indo…

Íbora já resistia bem à água salgada, e aprendera tantos segredos… Eram esses segredos, e a forma como Íbora se deixava tocar por eles, que o transformaram em um Mestre tão querido… Ele sempre encontrava uma forma de repassar tudo o que aprendia enquanto queimava a pela nas águas salgadas…

O que?! Você esta pensando que ele tinha algo de especial? Errou! Acorda porque você não é peixe para ficar hipnotizado! Acordou?!

Íbora tinha uma intenção… Não se machucava por nada… Na verdade, criar resistência, não pode ser considerado como um machucado… É mais uma forma de aprender a proteger-se enquanto se expõe, enquanto se vive de peito aberto para poder aprender um pouquinho a mais, porque só uma vida é muito pouco para aprender tantas coisas.

No caminho de volta, depois da extensa aula daquele dia, Lufos quebrou o silêncio, e perguntou:

– Você vai partir em breve, não é mesmo Íbora?

Íbora olhou intensamente para o nada… Como se procurasse por pedaços, por partes de um imenso quebra cabeças que é sempre completo (até mesmo quando aparentemente algumas peças são perdidas, porque podem ser re-encontradas, nunca se sabe… ou talvez se saiba, sei lá eu!).

Nosso peixinho sentia que a vida, tal como as pessoas, digo, peixes, parecia com um caleidoscópio que trocava de formas, de vestes, de perfumes e texturas conforme era tocada…

Algumas pessoas, digo, peixes, conseguiam observar o caleidoscópio, mas Íbora sentia necessidade de fazer-se caleidoscópio… Deixar-se tocar, tocar, compartilhar de danças e contra danças que criavam tão diferentes movimentos…

– Você pode vir se quiser Lufos, você e muitos podem vir se quiserem… Não posso escolher por vocês… Encontram-se  tão preparados quanto eu, mas a escolha cabe a cada um.

– Não posso acompanhá-lo Íbora, mas gostaria que você desistisse da ideia de adentrar o Mar, o seu Grande Lago… O que você pode encontrar lá, que já não tenha aqui?

– Não sei o que posso encontrar, nem sei se vou encontrar, não saberia dizer se realmente procuro alguma coisa, mas sinto que é chegado o momento de ir.

– Você não deve ir, não percebe que pertence a este lugar? Não percebe que pertence aos peixes que o amam, e você também os ama?

– Percebo Lufos, e é por isso que os carrego dentro de mim… É por isso que os convidei para participar de mergulhos nas águas salobras… Para que fossem livres para virem comigo, ou não…

A-hammm,

Joyce Mobley

cap.18 – SABIAM QUE SABIAM – JOYCE DAMY MOBLEY

25/03/2010

SABIAM QUE SABIAM – JOYCE  DAMY MOBLEY

Sorrindo olhou para o seu amigo, que sorriu de volta… Ambos sabiam que ambos sabiam (adorei esta frase maluca e não vou trocar; dang!)… Tá bom, tá bem, tá bom, tá bem, prometo não quebrar mais o clima, ou ao menos “tentar não quebrar o clima”, mas eu sou assim mesmo, e já que eu estou escrevendo… Calma, já vou!

Inkié-tus estava mais uma vez inquieto:

– Ooooooo Joyce, dá pra você ficar quieta e deixar os dois falarem?

– Fica quieto Inkié-tus, ou eu tiro você da história, hãm!

– Tá bom, tá bem, tá bom, tá bem! Mãe, você viu o que a Joyce disse?

– Cala-te! Disse Kálati, ou ela me tira da história também!

– Tá bom, tá bem, tá bom tá bem, posso falar “que saco”, mãe?

– Pergunta pra Joyce…

– Eu não! Dessa vez vou ficar quieto antes que ela me apague mesmo!

– Que saco! (agora sou eu mesma falando) Dá pra vocês todos calarem a boca? É que já me perdi nessa história e então eu vou almoçar!

– Tomara que ela não vá almoçar um peixe, né mãe?

– Yéérrcow, seu bobo, eu não consigo almoçar peixe quando estou escrevendo vocês!

Lufos resmungava, e comia… Íbora ouvia “os resmungos”, e comia…

– Se você não houvesse me arrastado, eu não estaria aqui!

– Qual é o seu medo, Lufos?

Íbora finalmente se cansara de ouvir as reclamações de Lufos, assim como a série de acusações culposas  (acusação culposa é quando um peixe fica resmungando, e falando, e reclamando, sem nunca falar diretamente o se passa. Por trás de cada frase existe uma intenção de fazer com que o outro, ou outros, peixes sintam-se se responsáveis) que ele não parava de fazer. Havia algo na frase de um Grande Mestre, que sempre incomodara Íbora: “Tu és responsável por tudo o que cativas”…

– Medo? E você acha que sou o tipo de peixe que teme alguma coisa?

– Acho sim, não achava, mas agora acho.

– Como assim?

– Desde que as correntezas ficaram menos prazerosas você não pára de me acusar por tê-lo arrastado para a confusão em que nos metemos.

– Nos metemos? Não! Foi você quem me meteu nesta confusão!

– É exatamente sobre isso que estou falando! Ouça-se, Lufos! Ouça a frase que você acabou de falar…

– Que você me meteu nessa confusão?! E não meteu?!

– Não, absolutamente não! Se eu soubesse que seria tanta confusão provavelmente teria impedido que você viesse comigo, mas teria vindo da mesma forma.

– Mas você me seduziu para vir…

– Não, mais uma vez não, Lufos! Você sentiu-se seduzido e agora não quer assumir que decidiu vir, quando eu disse que viria…

– Você está sendo irresponsável, Íbora! Não se recorda do ensinamento de que você é responsável por tudo o que cativa?

– Leu meus pensamentos Lufos! Nunca -antes- me foi tão claro o que me incomoda em tal ensinamento. Cheguei à conclusão que cativamos, e nos deixamos cativar porque queremos. Vivemos uns com os outros e não nos é possível ser responsável por tudo, ou todos, que cativamos. Acaso você, meu amigo, já pensou em quantas vezes você já foi cativado por um livro, por um Mestre, por uma idéia, que você ouviu por acaso?

– Muitas, Íbora…


– Já pensou em quanto você é cativante?


– Não, nunca pensei sobre isso…


– Não pensou, mas sabe que assim o é.


– Sei… E a culpa é minha?


– Culpa, culpa, culpa! Detesto essa palavra e tudo o que ela significa! Acaso eu falei em culpa?

Sobre o Exército No Poder

02/12/2016

É constante essa questão sobre Exército no poder, no Governo. Sim, quero o Exército e Marinha e Aeronáutica no poder de suas funções, e eles se orgulham dos mesmos. Quero-os devidamente armados, respeitados, e cumprindo a nobilíssima função de Proteger a Pátria, e NÃO a de Governar o País!

saramago

Nossas fronteiras são vastas e desprotegidas, quero-os lá e equipados com tudo que necessitam para manterem longe de nós: o narcotráfico, tráfico de armas, entradas e saídas de divisas ilegais, contrabando de pequeno e grande porte, quero nossa Amazônia livre da dilapidação nacional e internacional que sofre. Não quero paisanos tomando conta disso como agora fazem! Quem paga pelas armas ilegais que entram no Brasil?! Com quem dividem esse dinheiro?! A guerra ao narcotráfico, e os males supracitados, não se dá nas favelas dos grandes centros urbanos, dá-se na raiz e essa se encontra em nossas fronteiras, espaço aéreo, e nossos mares!

Acorda Brasil, nós precisamos de nossas Forças Armadas cumprindo o seu indispensável papel, e isso não é – mais uma vez – a ocupar o Palácio do Planalto. Essas pragas sustentam a corrupção no Brasil! Quero deixar claro, óbvio e ululante, que Nossas Forças Armadas ESTÃO e FAZEM heroicamente a segurança de nossas fronteiras, e deixar ainda mais claro que os recursos, para cumprir tal função com a eficiência necessária desejada, são insuficientes.

A escassez de congressistas honestos é consequência desse bailado macabro e perverso que lemos em nossa História: de democracias que não cumprem suas funções às ditaduras descabidas, e novamente para democracia, e ditadura, e… e… e? Basta! Resultado disso é que saímos de um extremo oposto para o outro e não aprendemos, ainda, o que esperar- De Fato- de um político! Não há Salvadores, há um povo que necessita reconhecer caminhos para salvar-se a si mesmo!

Como uma criança educada com EXCESSIVA rigidez dificilmente saberá como usar a liberdade, também uma criança educada com liberdade EXCESSIVA não sabe o que fazer da liberdade; em comum, as duas crianças só fazem bobagens!

Vivemos bem perto de conquistarmos a nossa voz, essa conquista se dá através de nossa constante atenção e luta para acabar com o poder abusivo que outorgamos aos nossos congressistas, porque fomos nós – crianças que éramos- que através de nosso encanto pela liberdade criamos o solo para libertinagem do que nos governam. Agora chega! É hora de crescermos.
Todos nós, ”paisanos” e “milicos”, amamos o Brasil, que cumpramos nossos diferentes papeis!

Diapasões e Descompassos – Joyce Damy Mobley

02/06/2015

Sonhos sonham?

Sonhos não moram

Mudam de cidades

Trocam compassos

Quando cansados, passeiam

Trocam realidades

Mudam os passos

Anseiam

Perdem-se em conformidades

De espaços entre espaços

Brincam

Tocam deformidades

Diapasões descompassos

Sonhos não moram; sonham…

Joyce Damy Mobley

http://www.psyonlineterapia.com.br

Nós em Nós – Joyce Mobley

06/09/2014

Meu amor não tem intensidade,

Ele é feito de cheiros

De pedaços do seu prazer no meu

De seus olhos perdidos

No seu tesão louco em nós

Meu amor não tem corpo

Tem sensualidade

Gemidos

Mordidas

Tem suas costas arranhadas de mim

Tem meus seios percorrendo todo seu corpo e você gritando

Vira!

Boca!

Quero!

Agora!

Minha!

Meu amor não tem tempo

Tem noites de nos percorrermos

Escondidos de nós mesmos

Até o cansaço

Convulsas explosões

Sabores misturados nas bocas

Meu amor cresce no seu amor

Silencioso

Medroso

Fugidio

Certeiro

Inteiro desejo e volúpia

Vem da sua e da minha alma

Não precisa de nossos corpos

Sentir seu prazer em mim

Sentir meu prazer em você

Meu amor não precisa ser nada

Ele é como o seu

Nos faz estrelas

Eternos em momentos de nós em nós

A-hammm

Joyce Mobley

DISSONANTE MUDEZ

18/12/2013

Joyce Damy Mobley

Desnudando tua aparente timidez:
Pergunto-me que armadilhas encobrem
os luares perdidos -nas lacunas sem respostas
transparentes- em noites de insensatez…
São os sonhos -dos sonhos teus- a percorrem
os meus: sombras desatentas às lacunas impostas.
Improvisos de arranjos interrompidos na rigidez
das tristes notas -de aromas perdidos- que inda doem.
Árvores solitárias, ausências de flores expostas,
pássaros gorjeiam fragrâncias… Dissonante mudez!
Procuro meus véus… E, se aqui me descobrem
assim vestida de lacunas -e luares perdidos- sem respostas?
Visível à transparência da noite… Insensatez!
Sobras de sombras -dos sonhos teus- meu corpo percorrem,
improvisando o interrompido manto -tecido na rigidez-
de teus tristes acordes despidos de aromas; como doem!
Árvores solitárias. Flores decompostas em ausências expostas.
Despindo minha aparente timidez:
Causam-me espécie as espécies de tua espécie…
Pássaros que não gorjeiam, morrem e não piam, mas chiam!
Shush…
Piu!
(15/ SET/ 2010)

Abraços de brisas perfumadas.
A-hammm…
Joyce Damy Mobley

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O que você quer ser quando crescer?

15/12/2013

Joyce Damy Mobley

Muitos estão despertos para o trabalho físico, mas só poucos estão despertos para o genuíno esforço intelectual, só um em cem milhões para uma vida poética ou divina.

Estar desperto é estar vivo.
Nunca encontrei homem algum que estivesse plenamente desperto.
Como poderia olhá-lo de frente? (Henry David Thoreau)
 
Não conheço a fórmula para estar plenamente desperta,e,não poucas vezes sinto-me como se estivesse acabando de acordar, outras, como se quisesse acordar, mas fosse novamente engolida por um estado de sonolência que apelidei de “não vida”. O estado em que nos arrastamos cumprindo aquilo que determinamos, ou determinaram em certos momentos de nossas vidas.
Há uma pergunta que quase toda criança se faz:o que eu quero ser quando crescer?
E, há uma pergunta rondando minha cabeça nos últimos tempos: quando é que paramos de perguntar o que queremos ser quando crescermos? E, isto tem me levado, novamente, a vários questionamentos…

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