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cap. 31-DEVE SER PRAGA DE TATU BOLINHA!-JOYCE DAMY MOBLEY

25/03/2010

SÓ PODE SER PRAGA DE TATU BOLINHA! -JOYCE DAMY MOBLEY

– Vá dormir Mestre Íbora, você precisa descansar e, pensando bem, não há nada que possa ser feito agora sem que se atraia mais atenção. Durante a noite faremos nossos planos…

– Eu-meu, como você espera que eu durma e faça planos ao mesmo tempo?

– Não espero, tenho certeza, e porque Assim É Assim Será. Agora descansa o corpo e, principalmente, a cabeça. O restante simplesmente acontecerá.

Por influência dos deuses um grande sono abateu-se sobre Ítaca (devem ser os mesmos deuses que fizeram a Bela Adormecida dormir por cem anos… Não? Também não me recordo mais quem fez com quê adormecessem, mas fato é que dormiram)

Até mesmo as bolhas fofoqueiras, que nunca se cansam dos fuxicos, adormeceram a boca…

Ante-na, uma bela deusa muito antenada, percebeu o perigo que ameaçava seu amigo Ulisses… Ante-na e Ulisses eram muito amigos, mas eu não vou me estender nisso porque essa história é mais comprida que a vida!

Enfim, Ante-na soltou um poderoso adormecedor, mas tão poderoso, que até os que sofriam de insônia dormiram… Quem sofria do oposto à insônia, que é sônia, dormiu por quase uma semana!

Durante o sono, Ante-na deveria soprar segredos aos ouvidos de Eu-meu, Telê-maco- e também de Mestre Íbora… Neste ponto ela estranhou um pouquinho, e  perguntou:

– O que faz Mestre Íbora nesta história?

– Não faço a menor ideia, disse Ze-eus, pai de Ante-na.

– Papai devo rachar a cabeça deste peixinho intrometido, como fiz com a sua cabecinha para poder nascer?

– Não, filha minha, aquela bordoada doeu muito, e você já está nascida, e bem grandinha!

– Ah, papai Ze-eus, deixa-me dar só uma pancadinha na cabeça desse peixinho metidinho à mestre?

– Nã nã nem nã não! Disse firmemente Ze-eus!

– Okay, papai, você sabe como ser muito desmancha prazeres! Eu só queria brincar de dar umas bordoadas…

– Cala-te, Ante-na!

– Que horror, agora todos estão com essa mania de falar cala-te.

– Pela última vez, Ante-na: Cala-te já, e faça o que deve ser feito!

– Tudo bem, não vou discutir… Vou ficar aqui calada e quero ver quem vai segredar alguma coisa!

Foi então que se ouviu uma voz, que mais se parecia com uma martelada! (é que eu estou a martelar os dedos no teclado!)

– CALEM-SE OS DOIS, E JÁ!

– Quem ousa falar assim com papai?

– Isso mesmo, minha filha, quem ousa falar assim comigo, eu,  Ze-eus?!

– Quem ousa falar assim, sou eu mesma, Joyce, e nem sei como vocês entraram na minha história! Viraram tudo de ponta cabeça, e agora eu tenho que inventar tudo de novo! Por isso, metam dois chuing plókyty na boca antes que eu perca a paciência e delete vocês, que são para lá de intrometidos!

– Mas, quanto atrevimento! Disse Ante-na.

– Atrevimento?  Disse Joyce – eu mesma!

Continuando:

– Atrevimento é o seu que quer dar uma bordoada na cabeça do meu peixinho. Eu vou lhe dar um coelhinho para que você possa brincar de Mônica, a dar coelhadas na cabeça dos outros. E, quer saber? Kalaty! Digo, cala-te e pronto!

– Eu já havia dito para papai que: euzinha não daria nem uma só palavra, portanto, calada estou!

– Ó céus, isso só pode ser praga de tatu bolinha! Ante-na querida, vá falar os seus segredos nos ouvidos de Eu-meu, Telê-maco, e Íbora… Saiba que hoje em dia nem usamos mais antenas do seu tipo, entendeu?

– Não, não entendi nada! Mas, tá bem, tá bom, tá bem, tá bom, to indo, e cala-te tu, sua cara de tatu bolinha!

Oh deusa desaforada! É melhor eu calar a minha boca por que ela pode ser mais teimosa do que eu, e… E? Sei lá eu! Tudo eu, tudo eu… Eu que tenho que saber de tudo?! Ooops, sim, eu estou a escrever, então devo saber…

Finalmente Ante-na foi espalhar seus segredos; foi resmungando, mas foi…

Pior que deixou papai Ze-eus aqui, a me olhar com essa cara de quem comeu e não gostou! Vou dar um chuing-plókyty pra ele se distrair…

Telê-maco dormia…

Ante-na entrou no seu quarto e pensou:

Nossa, até que ele é bonitinho! (eu já ia berrar com ela de novo, mas…) Antes que a chata da Joyce fale mais alguma coisa, vou soprar um segredinho nesse ouvido tão bonitinho, e disse:

– Telê-maco, seu pai precisa de ajuda!  As bolhas fofoqueiras acabaram com a brincadeira de Penélope, sua mãe… Ela e aquela brincadeira chatésima de tear e “destear”; digo tecer e destecer, o tal do manto do seu avô Nestor, digo, Laerte, que ia mesmo acabar morrendo antes que Penélope terminasse o tal do manto! Afinal. O manto não era para ficar pronto antes que ele morre-se, ou seria para servir de mortalha? Ó Céus, digo: Ó Olympus, estou tão confusa hoje…

Resumindo, disse Ante-na:

– Quando você acordar deve ir para o mar (ui que lindo rimou!), no mar você vai se perder um bocadinho, mas não tem importância porque é para ser assim mesmo.

Telê-maco começou a virar-se para todos os lados como se tivesse um pesadelo… Ante-na, antenada de que ele poderia acordar, resumiu os seus segredos:

– Vá buscar seu pai, mas antes passe lá… Por Eu-meu, e leve consigo aquele peixinho bobo cujo nome é Mestre Íbora! Mais uma coisa, muita atenção… Cuidado com tal de Joyce Mobley por que ela ameaçou nos deletar da nossa história, e ainda disse que a história era dela!

Ante-na afastou-se lentamente de Telê-maco, mas não resistiu, voltou, só para mais um segredinho:

– Quando acabar essa confusão toda, passe lá em casa para comermos umas uvas e tomarmos um vinho. A safra é quase tão maravilhosa quanto eu! Vou deixar o endereço aqui na sua cabeceira…

– ANTE-NA!

Tive que gritar de novo, porque esses deuses e deusas acham que podem fazer o que bem entendem na minha, na sua, na história de Íbora.

Saiu sem olhar para trás, porque sabia que Eros poderia aparecer e então a confusão seria ainda maior! Imagine só, se Eros, cupido, entra aqui e começa a dar flechadas de amor?

Ante-na foi até Eu-meu, e segredou:

– Blá blá blá, blu blu blu, isso mesmo Eu-meu… E mais isso: Bis e Taz, compreendeu?

– Pronto papai, vamos embora!

– Oooops, vão embora? Não vão não, falta você segredar para Íbora… (essa sou eu)

– Uma deusa intelectualizada e maravilhosa e perfeita, como euzinha, falar com um mero peixinho metido à mestre? Papai veja como essa humana fala comigo…

Mas, papai Ze-eus estava vesgo, pois, como Íbora, estourara uma bolinha no meio da carinha!

– Tá bom, tá bem, eu vou falar com Mestre Íbora, mas depois eu também quero um  chuing-plókyty!

E lá foi Ante-na:

– Mestre Íbora, eu realmente não pretendia falar com você, mas, já que é inevitável, ouça minhas palavras:

– Lembra-se do vidrinho de segredos misturados? Não fique triste… Você já havia aprendido esta lição… Precisa recordar-se de que os segredos são como os sonhos… Misturam-se, contam novas histórias, criam novas possibilidades, e, talvez você vá gostar muito mais de viver esta aventura do que a que já viveu há anos, no primeiro livro…

E, continuou:

– As histórias são como a vida e podem ser re-escritas… Lembre-se de que você não é o passado, você é o futuro a modificar histórias que nunca foram escritas.

Depois de segredar por certo tempo ao ouvido de Íbora, Ante-na retornou, virou-se para mim, e disse:

– Okay, Joyce, agora me dá o chuing-plókyty que estou voltando para o Olimpo com papai!

A-hammm,

Joyce Mobley

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