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cap. 32 – PODERIA, SE DESEJASSE! – JOYCE DAMY MOBLEY

25/03/2010

PODERIA, SE DESEJASSE!- JOYCE DAMY MOBLEY

Telê-maco acordou, e foi ter com sua mãe, Penélope:
– Mamis, já estou bem grandinho, e pronto para buscar papis Ulys-sesss!
– Os Yes, Telê-maco, já estou cansada de tanto costurar, e descosturar, vá buscar papis porque ele deve estar perdido por aí, por lá, no mar.
– Costurar, mamis? Pensei que você usasse o tear…
– Sim, filho meu, mas, com o progresso progressivo da poluição, caiu em minhas mãos uma máquina de costura super avançada, portanto,  deixei o tear e decidi costurar.
– Okay, mamis, de qualquer forma já não adianta mais usar a máquina de costura, tampouco o tear. O que faremos?
– Passe na casa de seu avo Laerte, e leve para ele este edredom que também veio para cá com o progresso da poluição. Quanto a mim, vou providenciar para que façam as minhas unhas, pois as quero afiadas para a volta de papis! Ulys-sesss ainda vai ter que explicar Tim tim por ratim tum, do que fez por aí, por lá, no mar,durante vinte anos!
– Beijo, mamis, fui-me!
– Espera um momento, filho meu!
– Sim, mamis?
– Leve consigo mais estes pequenos apetrechos que vieram de lá, do lado de lá do progresso: Um GPS!
– Oh yes, mamis, passarei na casa de Mestre Cognição Cógnito Cognato, pois ele saberá explicar com cincero, digo, sincero coração, para quê servem estas coisinhas!
– Não, não faça isso, filho meu, para compreender o que Mestre CCCognatos fala, você levaria mais vinte anos… Seria tarde demais! Vá filho meu, vá vavá, já jajá!
– Sábias palavras, mamis, fui-me de novo e novamente e de novo!
Íbora, nosso peixinho, que assistia à conversa entre Penélope e Telê-maco, ficou boquiaberto, como os peixinhos ficam, é assim: Olho arregalado, e boquinha que abre e fecha como se estivesse dizendo: Ohhhh… Entendeu?

Retomando:
Boquiaberto, nosso peixinho pensava:
– Acho que isso deve ser a tal da praga do tatu bolinha! Não me deixarei contaminar por tal poluição do progresso, e quero sair logo deste pedaço porque esses seres devem ter entrado neste rio por engano!
– Vamos, Telê-maco, disse Íbora, não dormi bem, estou numa história que não é minha, ou vocês entraram numa história, que não é a de vocês, e já estou ficando confuso com tanto progresso!
– Cala-te, Íbora, disse Penélope, como ousas falar assim com filhinho meu?
Íbora mais uma vez abriu a boca, arregalou os olhos, ativou seu lado sensitivo cognitivo e deu à co-conhecer:
– Desde que cheguei a este lugar maluco, repleto de pessoas peixes malucos, já ouvi mais cala-te, do que a própria Kalaty poderia dizer em cem vidas!
Telê-maco já se preparava para desafiar Íbora para um duelo, mas foi interrompido:
– Calem-se! Disse Íbora. Se nem tudo acontece quando e como queremos, nada nos impede de modificar os nossos destinos. Entendam como destino, aquilo que nos acontece, que atravessa os nossos caminhos, contudo, nem mesmo o que o destino nos reserva é capaz de nos tirar o direito de escolha diante do que foi inevitável!
E continuou:
– Não vou acompanhá-lo, Telê-maco! Vá com o seu GPS, porque eu não posso, digo: POSSO, MAS NÃO QUERO fazer parte dessa história de vocês!
Acrescentou:
– Digníssima senhora Penélope Charmosa, seu marido Ulys-sesss retornará, a senhora não o reconhecerá, à princípio, apenas o fará depois que ele houver arrancado as cabecinhas dos seus pretendentes.
E, mais:
– Telê-maco, você tem tanto a aprender que deve mesmo ir a busca de seu pai, porque eu sigo em busca do Grande Lago, e sem você! No caminho, em busca do seu pai, você poderá crescer e encontrar-se consigo mesmo.
Íbora cansara-se de viver histórias que lhe tiravam a liberdade, o ar, as escolhas, e tudo parecia poluído demais para o seu gosto. Aprendera que iria Em Busca do Grande Lago, que nesse caminho cruzaria com vidas estranhas, que sempre teria o que aprender com as mesmas, mesmo que aprender, neste caso específico, fosse sinônimo de exercitar o NÃO.
O equilíbrio entre os “nãos” e os “sins” fazem uma diferença considerável na vida de qualquer peixe. Muitas vezes pode parecer que exercitam mais o “não”, do que o “sim”, mas, como um quadro impressionista: Há que se manter certa distância para poder apreciá-los.
Nosso peixinho deu as costas para aquelas vidas que não eram sua, para a surrealidade de escolhas, ganhos, perdas, mazelas, riquezas, aventuras que não lhe pertenciam, e saiu feliz para retomar o próprio caminho…
Íbora estava mais certo do que nunca de quê poderia não saber exatamente o que queria, mas certamente poderia viver novas experiências e dizer:
– Pra mim, chega! Basta! É até aqui, e só até aqui.
Não existem limites que não possam ser superados; pode ser dificílimo superá-los, mas…
DIFÍCIL NUNCA FOI TAMPOUCO SERÁ, SINÔNIMO DE IMPOSSÍVEL

A-hammm,

Joyce Mobley

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