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cap. 34 – PARA REALIZAR UM SONHO É PRECISO ESQUECÊ-LO-JOYCE DAMY MOBLEY

25/03/2010

PARA REALIZAR UM SONHO É PRECISO ESQUECÊ-LO – JOYCE DAMY MOBLEY

Coçou a cabeça num gesto de desalento, e quando o fez… Encontrou a figura do Mestre a o ensinamento que lhe escapara: Mestre Fernando Peixão, ou seria Pessoa? Nome estranho para um Mestre: Fernando Pessoa, esse Pessoa era o que incomodava, bem que poderia ser Peixão, mas não era…
Novamente Íbora caía nas próprias confusões e por pouco não deixou escapa, mais uma vez, o ensinamento de que tanto precisava para resolver este impasse!

O Mestre dissera:  Para realizar um sonho é preciso esquecê-lo… Havia mais, porém Íbora não se recordava do restante,e, se compreendesse apenas esta parte do ensinamento já poderia tomar uma posição diante do imponderável que fora a forma como chegaria ao seu sonho…

É claro, agora ele compreendia…

Seria necessário esquecer o seu sonho, ao menos como o sonhara durante tanto tempo, para poder vivê-lo…

Lembrou-se de Lufos lhe perguntando:

– Simples assim, não é mesmo Íbora?!

– Nada simples, mas real e necessário. Vidas valem mais do que os sonhos, afinal o que seriam os sonhos diante da não vida?

Se Eu-meu – dedos tivesse – estaria, certamente, a  tamborilá-los… Será que ele tinha dedos?  Até pouco tempo Íbora nem mesmo sabia que ele se mexia, que podia sair do lugar… Talvez tivesse alguns dedos escondidos em algum lugar da sua estranha figura.

Falando em Eu-meu:

– Mestre Peixinho Íbora quanto tempo você ainda precisa para tomar uma decisão? Não percebe que este não é o momento adequado para perder-se em reflexões? Não percebe que urge que você aja em meu lugar, uma vez que minha lentidão me impede?

Eu-meu sabia ser cativante, mas também sabia ser extremamente irritante! Qual seria a idade daquele misto de pedra com peixe e caramujo?
Não aguentando, Íbora perguntou:

– Quantos anos você tem, Eu-meu?

– Lá vem você, seu… Seu… Seu arremedo de sábio! Isso não faz a menor diferença agora!


-Faz para mim! Disse Íbora, como se quisesse saber por que aquela coisa falava assim com tanto… Tanta… Empáfia!


– Se lhe ajuda a movimentar-se por mim: “EU NASCI HÁ DEZ MIL ANOS ATRÁS E NÃO TEM NADA NESTE RIO QUE EU NÃO SAIBA DEMAIS!” A única coisa que pereço não saber é fazer com que você pense rapidamente, ou que fique aqui com a lentidão do meu corpo!

– Ahhhhhhhhhh tááááá… Disse Íbora sem saber o que dizer, e não podendo dizer A-hammm, que significava muitas coisas, porque nem ele mesmo sabia o que significar naquele momento mais maluco com que se deparara!

– Ahhhhhhhhhh tááááááá? Repetiu Eu-meu, e completou: apresse-se criança metida à Mestre, e rápido,pois  não é tempo de pensar, mas de agir!

– To indo, to indo, Eu-meu! Eu eim?!

– Está indo… Mesmo?  Para onde? Acaso você sabe?

– Ainda não, mas  não espero por suas coordenadas Mestre Eu-meu de dez milhões de anos , mas mesmo assim:  Eu-Meu, Eu me vou!

Muito aprendi por estas paragens: Aprendi que não devo julgar o que não conheço e que mesmo conhecendo, ou pensando conhecer, há muito o que inteirar-se antes de omitir opiniões.  Compreendi que Penélope aprende sobre si mesma, sobre a vida, enquanto tece cada mínimo ponto, nó, laço, de seu trabalho só para desmanchar tudo quando anoitece… Ela aprende desapego; aprende a ser dona do próprio destino e usa a noite como conselheira e mantém longas conversas com a noite enquanto compreende destinos. Aprendi que ela é uma grande guerreira e ninguém a conduzirá por paisagens em que não deseje estar…

Eu-meu parecia confuso com as conclusões de Íbora; enfim percebia naquele peixinho bobo O Mestre de quem tanto ouvira falar.

A-hammm,

Joyce Mobley

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One Comment leave one →
  1. Cdinha permalink
    31/03/2010 7:30 pm

    Coçou a cabeça num gesto de desalento, e quando o fez… Encontrou a figura do Mestre a o ensinamento que lhe escapara: Mestre Fernando Peixão, ou seria Pessoa? Nome estranho para um Mestre: Fernando Pessoa, esse Pessoa era o que incomodava, bem que poderia ser Peixão, mas não era…
    Novamente Íbora caía nas próprias confusões e por pouco não deixou escapa, mais uma vez, o ensinamento de que tanto precisava para resolver este impasse!

    Joyce linda! é Cidinha feliz pq achei voce!
    Bjs

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