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cap.7 -CAMINHOS DE ENCONTROS- Joyce Mobley

25/03/2010

CAMINHOS DE ENCONTROS-Joyce Mobley

Estava distraído, pensando sobre todas novas experiências, quando lhe pareceu ouvir a voz de seu amigo Líber… Dizia-lhe que não se deixasse abater, que aprendesse tudo por que são os caminhos, e não as chegadas, que mais nos ensinam…

Dizia-lhe que não se sentisse só, pois não estava só… Que antes dele muitos haviam percorrido os mesmos caminhos, as mesmas buscas, e que se ele permitisse poderia ouvir segredos de sabedorias guardadas no tempo…

Embora Íbora não pudesse distinguir a imagem do seu amigo, podia ouvir dentro de si mesmo: Dizia-lhe que chegaria onde pretendia, onde tanto sonhara, e que quando isso acontecesse descobriria que, ainda assim, haveria outros caminhos, outras lições a serem aprendidas. Que quando pensasse ter encontrado o que buscava, deveria lembrar-se de buscar ainda mais:

Íbora não estava certo de compreender o que seu amigo dizia, porém, em um lugar muito novo dentro de si mesmo, sabia que era a mais pura verdade, e fazia um sentido que um dia seria capaz de compreender.

Tão forte era a sensação de que Líber estava ali, em algum lugar que a escuridão lhe impedia de vê-lo, mas não de ouvi-lo com clareza. Tentou sentir como poderia nadar mais rápido, mas por mais que tentasse não conseguia avistar seu querido amigo.

Fixou bem os olhos para tentar ver através da escuridão, e foi então que pareceu estar vendo uma claridade diferente. Nadou animadamente, e quanto mais seguia em frente, mais clara a água se tornava!

Sentimentos mais variados apoderavam-se de Íbora. O cansaço parecia ter desaparecido por completo, e crescia a certeza de que enfim encontrara o que tanto buscava!

Feliz gritou para seu amigo Líber:

– Encontramos, encontramos! Era tudo verdade!

Percebeu que apesar da luz não podia ver o seu amigo, apenas ouvir-lhe as últimas palavras:

– Não se esqueça Íbora, a busca é o caminho. Buscar é sempre estar começando e começar é sempre estar encontrando… Um misto de alegria, tristeza, agradecimento, e profundo amor por tudo tomavam conta do nosso peixinho, que finalmente compreendera o que acontecera com seu amigo Líber, finalmente LIBERDADE!
Um misto de emoções crescia dentro de Íbora, que decidiu nadar mais lentamente, enquanto olhava para dentro de si mesmo, e para fora…

É preciso lembrar que, durante todo percurso, nosso amigo havia aprendido a sentir o caminho… Ao sentir o caminho, aprendeu a sentir seu coração… Ao aprender a sentir o seu coração, aprendeu a sentir o que era melhor para ele… Ao sentir o que era melhor para ele, aprendeu a escolher…

Íbora havia aprendido a sentir com o pensamento e pensar com o coração.

Havia aprendido que é preciso apreender o que se aprende, é assim que a magia se dá: Um processo sem fim e com vários e tantos começos que abrem outros caminhos e…

Fixou bem os olhos, fixou cada célula de seu pequeno corpo, fixou a imensidão de possibilidades, e… Sim! Eram outros peixes! Alguns se pareciam com ele, outros pertenciam a espécies que ele nunca vira, ou imaginara!

Percebeu que a realidade pode ser ainda mais rica do que imaginara, isso era magia!

A realidade é rica de possibilidades, e, essa é a verdadeira magia!

As águas eram claras e havia muito espaço. Íbora se encantava ao perceber que era tudo muito maior, muito mais rico de detalhes, do que pudesse haver pensado; nem mesmo juntando a própria imaginação, à imaginação de seu amigo Líber, poderiam aproximar-se da beleza e grandeza da realidade com a qual se deparava!

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