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ANGUSTIA E OBESIDADE – JOYCE DAMY MOBLEY – CRT 42510

26/03/2010

Engolindo Carências – Angústia e Obesidade 


A presença de um permanente estado de angústia que só parece diminuir quando se recorre à geladeira na tentativa de preencher buracos internos. Sensação de inquietude e de faltar alguma coisa que não se nomeia…Um docinho? Não, não era isto… Quem sabe um salgadinho? Não, não era isto… Assim sucessivas idas à geladeira, sorveteria, casa de chocolates…
A angústia pode estar denunciando um fechamento e incapacidade de fluir com a vida, talvez uma forte tendência a fechar-se em si mesmo e em torno de problemas que parecem impossíveis de serem solucionados. Pode estar associado a um sentimento de separação exagerado e no medo de viver com todas as conseqüências que isto implica.
A palavra angústia significa estreiteza e o estado de angústia, momento em que estreitamos o nosso ser, tentamos caber em espaços emocionais que nos são impostos e não conseguimos nos expandir. O sentimento de menos valia cresce na mesma proporção em que nos afastamos de nós mesmos e nos tornamos emotivamente dependente de como os outros nos valorizam.
Várias questões emocionais mesclam-se ao problema da obesidade; um problema que é vivenciado como uma infelicidade engolida e não verbalizada… Talvez uma fome ou até mesmo uma desnutrição emocional. A questão é de sobrevivência. Sentindo a carência de alimentos emocionais e não demonstrando abertamente as nossas necessidades, ou quem sabe exausta de demonstrar, pedir, até mesmo suplicar sem conseguir, no entanto, o afeto necessário, a reação é um assalto à geladeira!
O obeso sente que não está protegido e protege a si mesmo com quilos. Medo da vida, no geral, e de não ser aceito pelos outros, em particular. Busca a segurança comendo, quando o real problema é, quase sempre, falta de aceitação e de amor por nós mesmos, que refletimos em nosso corpo. Ocorrem, aqui, dois movimentos simultâneos: O primeiro é de comermos compulsivamente na tentativa de suprirmos nossas carências, diminuir a ansiedade e/ou mantermos a angústia em um nível mais tolerável; o segundo movimento é a conseqüência de estarmos comendo a nossa própria carência… Engordamos, e às vezes, muito além do que deveríamos. Como resultado diminuímos, ainda mais, a nossa auto estima… Mas não é bem este o nosso alvo, não é mesmo? Afinal, o amor dá de si, mas também exige de volta!
Vamos fazer uma leitura das mensagens subliminares que estão, aqui, envolvidas:
“Você me ama mesmo? Acho que não, pois não me sinto amada por você… Vamos ver… e se eu ficar bem gordinha, você ainda vai me amar?”.
“OK. Nada do que faço é suficiente, não lhe agrado, tenho que crescer tenho que ser mais, tenho que ser menos, nada do que faço é suficientemente bom para você! Pois agora vou comer do tamanho da insuficiência que você faz com que me sinta! Vou estragar o meu corpo e é você quem vai ter que me engolir toda disforme, exatamente como você faz com que me sinta! Disforme! Vou deixar bem evidenciado o como me sinto por dentro… Quem sabe, assim, enorme, você me enxerga?”.
A pergunta é: E você enxerga o que está lhe acontecendo? Enxerga a sua angústia e a sua insatisfação? E o que ganha afogando-se em comidas? Mais angústia? Voltando a agressividade contra você mesma? Será que esta é a única forma que você encontra para resolver os seus problemas? Se a sua resposta é sim, esta é a única forma que encontro! Então devo lhe sugerir que procure por ajuda, pois você está vivendo o que chamamos de ponto cego. O fato de não conseguir ver outras saídas não significa que elas não existam, significa, apenas, que por algum motivo você não está conseguindo vê-las, sozinha, neste momento… Procure por ajuda, faça isto por você mesma! Quando o mundo parece nos dizer um grande NÃO, é hora de nos acompanharmos de nós mesmas e começarmos a nos dizer alguns sins… Saia de dentro desta geladeira, onde você tenta congelar a sua insatisfação, suas tristezas; onde você tenta engolir as suas dores e os seus sustos… Se não lhe dão o colo, a atenção, o amor que você sabe que merece… comece a amar a você mesma, dê-se o colo que está precisando!

“MENSAGEM À MULHER”.

Me querem mãe e me querem fêmea,
Me querem líder e me querem submissa,
Me fazem omissa e me cobram participação,
Me impedem de ir e me cobram a busca,
Me enclausuram nas prendas do lar e me cobram conscientização,
Me tolhem os movimentos e me querem ágil,
Me castram os desejos e me querem no cio,
Me tolhem o canto e me querem música,
Me apertam os cintos e me cobram liberdade,
E me atrofiam e cobram
– E as crianças?
Me impedem de ir
Mais tarde, um dia.
Me impõem modelos, gestos, atitudes e comportamentos,
E me querem única.
Me castram, podam, falam e decidem por mim,
E me querem plena…(autor desconhecido)

E então, como não consigo me fazer plena… Trato de me empanturrar até que me sinta plena!

MENSAGEM DA MULHER!
Quero-me como sou,
Minhas contradições, medos e dúvidas!
Minha vontade de ir e de ficar,
De tudo querer sem nada querer!
De estar nos meus desejos sem entrar no cio…
Quero deslizar à vontade
Entre a minha criança e a minha mulher.
Quero ser quem sou!
Mas, quem sou?
Talvez alguém entre tantos desejos que me impõem
De como devo ser…
Quero que se calem, todos! Já!
Quero meus gestos incontidos!
Que me soltem o cinto,
Pois sinto que vou soltá-lo!
Deixem-me em paz!
Preciso me lembrar de
quem eu sou…
Sou eu quem…
Preciso me querer!

Saia de dentro desta geladeira…Não seja tão fria com você mesma! Lembre-se de quem você é, e se não conseguir, ao menos, lembre-se de quem você não é.
Devo terminar este artigo como uma propaganda de remédios:
Não se esqueça de procurar um médico, pois a sua obesidade pode estar ligada a outros fatores além dos que foram, aqui, mencionados

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4 Comentários leave one →
  1. Milena permalink
    31/03/2010 7:08 pm

    Oiii joyce

    Então,até passei esse seu texto para uma colega de faculdade.
    a história dela é interessante:

    Ela era bem magra e casou e ficou obesa de tanto que o marido a enchia de vitaminas ele dizia que as pessoas iam pensar que el passva fome.anos se pssaram e ela ficou totalmente compulsiva de chegar a assaltar a geladeira de noite e ele sempre desfazendo dela e burlando qualquer tentativa dela procurar por ajuda para poder faze a reeducação alimentar e depois a reducação do estomago.pq ela não estava feliz naquela vida.foram ainda anos assim até que um dia ela descobriu que estava sendo traida pelo marido.
    enfim se separou, sofreu e decidiu a se amar começou a se cuidar e hj faz faculdade e já emagreceu q eu nem imaginaria q ela foi bem obesa.me fez um bem danado conversar com ela

    bjinhos ameu seu novo “espaço entre espaço” t achei pelo blog crianças

  2. Leticia permalink
    27/03/2010 12:56 pm

    Deixem-me em paz!
    Preciso me lembrar de
    quem eu sou…
    Sou eu quem…
    Preciso me querer!

  3. margarida permalink
    27/03/2010 12:30 pm

    Joyce ainda bem que te encontrei!

    Leticia esta toda triste

    E o que ganha afogando-se em comidas? Mais angústia? Voltando a agressividade contra você mesma? Será que esta é a única forma que você encontra para resolver os seus problemas?

    São perguntas que devemos procurar as respostas em nós mesmo

    Uns abraços

    como vc está?

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  1. ANGUSTIA E OBESIDADE « Esqueço….por isso escrevo

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