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SABER FALAR – JOYCE MOBLEY

27/03/2010

Saber Falar caminha ao lado de Saber Ouvir.
“Saber Ouvir” anda espalhado por aí, mas quero dizer que fui eu quem escreveu, e foi publicado em um Jornal em Portugal, no qual tive uma coluna durante algum tempo. “Também publicado em “ Papo Sério” com “Joyce Mobley”, e outros tantos lugares. O “Saber Ouvir” que postei aqui no blog foi acrescido de alguns parágrafos que não constavam no original.
Okay, vou retomar “Saber Falar” que também já foi publicado no mesmo jornal que “Saber Ouvir”. Para os curiosos, eu o sou, deixei de escrever a coluna porque achei muuuiiiito complicado o português de Portugal…
É inevitável falar sobre coisas que me parecem simples obviedades, mas uma das principais coisas para saber falar: saber se você realmente QUER FALAR; avaliar as consequências pode ser interessante…
Não só isso, é claro, mas o quê você quer falar e para quem você quer falar… Já reparou em quantas vezes simplesmente descarregamos milhões de palavras, na maior parte dessas vezes, palavras agressivas, em pessoas, ou para pessoas, que nada têm a ver com o que estamos falando?
Cabeça quente, medo, insegurança, não são bons companheiros para saber falar… Há momentos em que a melhor fala é ouvir-se…
O silêncio tem a força de mil vozes: Antes de falar pense bem se é o momento adequado para você falar, e isso, necessariamente, implica em ser o melhor momento para o outro ouvir.
Adequar o conteúdo do que se pretende dizer àquele, ou àqueles, que vão ouvir; o conteúdo pode ser o mesmo, mas deve ser dito de modo que o outro possa compreender. Quantas vezes não dizemos a uma criança a mesma coisa que dizemos a um adulto? Muitas, com certeza! Ainda mais quando percebemos tantos adultos que agem como verdadeiras crianças emocionais, ou simplesmente crianças mal educadas!
Algumas dicas para saber falar e para um bom diálogo:
•Olhos nos olhos (“quero ver o que você faz ao sentir que sem você eu passo bem demais…” inevitável lembrar-me da música toda vez que escrevo, ou digo, olhos nos olhos, mas deixa quieto), passe alguns segundos olhando fundo nos olhos da pessoa com quem você quer falar, principalmente se o assunto for difícil.
•Jamais comece com: Precisamos conversar… Isso cria uma barreira instantânea! Simplesmente olhe nos olhos e comece a falar. Essa coisa de “precisamos conversar” é igual a ouvir alguém o chamando pelo nome duplo! Aqueles que os tem, que o digam… Roselyn Joyce! Renato José! Nomes duplos, quando são ditos, significam: Lá vem encrenca! Resultado? Cria-se uma barreira imediatamente e a energia que se instala no outro é a de “preciso me defender”. Ninguém que está pronto para defender-se pode estar pronto para ouvir.
•Existe uma diferença enorme entre: quero falar, preciso falar, não quero falar, mas tenho que falar, e outras tantas situações internas que vivemos quando precisamos nos comunicar. É interessante você imaginar-se ouvindo as suas próprias palavras e perceber como você se sente ao ouvi-las de diferentes formas.
Depois de “ouvir-se” ouvindo o que você tem a dizer de diferentes formas, lembra-se: O outro não é você… Qual a melhor forma de chegar até esse outro? Descartar as formas que lhe pareceriam inadequadas é um passo, mas ainda não significa que é um acerto.
•Não criar todo diálogo na sua cabeça… Isso é importantíssimo! Podemos pensar sobre o que queremos, ou precisamos falar, mas não podemos criar um diálogo inteiro, do tipo: Digo isso, então ele (a) vai dizer aquilo outro, então vou responder que… Blá blá blá! Isso não é comunicação, isso não é um diálogo, isso é simplesmente uma armadilha que não leva a lugar nenhum.
•A postura corporal é igualmente importante: Não devemos manter uma postura de dominação, de superioridade, assim como o oposto, como submissão, falta de força, porque nosso corpo também fala e deve estar adequado àquilo que pretendemos comunicar.
•As conversas não são uma disputa, não uma conclusão; são apenas portas que abrimos, muitas vezes, para várias outras conversas. Observe a pessoa com quem você está conversando e perceba se a postura corporal dela está receptiva, porque se não estiver é o sinal para fechar a conversa e deixar para outro momento.
Mais importante do que “vomitar” tudo o que você pretende falar, é abrir uma porta, um caminho, uma trilha que seja até o coração do outro. Não fique tão ansioso (a) em falar tudo de uma vez porque o foco é ser ouvido, e não apenas falar por falar.
•Falando em “falar por falar”, se você perceber que é esse o seu caso, em determinado momento, fale sozinho, esbraveje, fale mal, solte a sua raiva, de preferência num quarto fechado ou vão pensar que você está surtando.
•Quando o tema é muito difícil vale à pena escrever… Sim, parece incrível, mas muitas vezes a melhor forma de falar alguma coisa é escrevendo e entregando pessoalmente para pessoa com quem você quer falar. Ao escrever você não apenas tem mais tempo de refletir sobre as suas palavras, como também obriga ao outro a escutar você até o final e, então sim, vocês podem começar a conversar de verdade.
Acho que, por hoje, está de bom tamanho… Afinal não era isso que eu ia falar, mas acabei falando, tá vendo? Eu disse que tem que pensar antes de falar, mas também já disse que melhor ensinamos o que mais temos que aprender! Eu só ia refazer um texto e acabei escrevendo outro, mas deixa quieto, tudo bem, é o que saiu.
Só mais uma coisinha: Carinho é fundamental pra se chegar ao coração de qualquer pessoa, até mesmo de quem você não conhece, porque carinho na fala verbal, corporal, escrita, é uma das coisas mais gostosas que existem…
A-hammm
Joyce Mobley

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5 Comentários leave one →
  1. Daniel Goldman permalink
    31/03/2010 6:16 pm

    Refletiu sobre a palavra enfrentar… Talvez nem tudo tivesse que ser enfrentado, mas reconhecido, experimentado, vivido, sem ideias pré concebidas de que por serem novos sejam igualmente perigosos… Tomou consciência de eram exatamente esses dogmas que tanto o cansavam no Lago Real, e que por esse motivo desejou tanto poder escapar de lá.
    UA,
    DANNY

  2. Daniel Goldman permalink
    31/03/2010 5:38 pm

    QUER CASAR COMIGO?
    DANNY

  3. 28/03/2010 2:27 am

    Ouvir é a arte que conduz a falar…
    Entenda por ouvir: ouvir-se, ouvir o outro, auscultar-se, auscultar o outro. Ouvir com a pele, com os sentidos, ouvir sentindo a voz e o conteúdo que o outro transmite. Se você aprende a ouvir você aprende a transmitir conteúdo quando fala.
    É isso: Ouvir com os cinco sentido e, se puder, com o sexto sentido também.
    Abraço de brisas perfumadas
    A-hammm,
    Joyce Mobley

  4. Paulinha permalink
    27/03/2010 11:22 pm

    Oiiie

    Vc diz que saber falar caminha lado a lado com saber ouvir
    mas qual dos dois você considera + importante?

    não vale dizer os dois,nem que for um pokito a mais

    bjos

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