Skip to content

ENCANTAMENTO E AMOR- 2° DA SÉRIE RELACIONAMENTOS- JOYCE DAMY MOBLEY

08/05/2010

Momento em que Psiquê levanta a lamparina e queima Eros

Encantamento é apenas um ingrediente do amor, um dos que devemos cultivar, um dos que mantém e faz crescer a chama do amor. Na verdade podemos nos encantar das pessoas que já conhecemos, que já amamos, podemos nos encantar de tantas pequenas cores que desenham o amor.
Amor é para SOMAR; é para ser mais do que um, ou dois, é para SOMAR e ser mais feliz do que já se é quando se está só.

Amor… Amar… Amar estar amando… Amar o Amor… Gostar…

Não é a primeira vez que me pedem para escrever sobre: Gostar-Amar- Amar o Amar, ou melhor: amar o fato de amarmos determinada pessoa; isso é completamente diferente de AMAR O AMOR-> EROS E PSIQUE.
Para quem não conhece o Mito EROS e PSIQUE, vou contar muito superficialmente a parte que interessa para este post.
Eros é o Deus do AMOR, que recebe a incumbência de flechar Psique, uma jovem mortal, para que ela se apaixonasse pelo monstro ao qual seria oferecida em sacrifício à Deusa Afrodite, mãe de Eros. Afrodite sentia-se enciumada pela beleza de Psique, e pelo fato de que a comparassem a uma deusa, e, por esse motivo exigiu que Psique fosse oferecida ao monstro. No último momento, Afrodite apiedou-se de Psique, e pediu que Eros a flechasse para que se apaixonasse pelo mostro.
No momento em que Eros flecha Psique, fere-se com própria a flecha e apaixona-se por ela. Eros então rapta Psique e a leva para o seu palácio com a única exigência de que Psique jamais o olhasse… Este é o ponto que nos interessa: Qual o motivo de tal pedido? Sendo Eros o deus do amor ele jamais poderia ser “olhado”: Olhar uma pessoa, e ver uma pessoa, são duas coisas completamente diferentes e, de certa forma,opostas. Olhar alguém implica em olhar a aparência física, ver alguém é vê-la por dentro, é conhecer e reconhecer esse alguém.
Sendo Eros o próprio deus do amor, era de beleza incomparável, e carregava a sina de “criar amores”. Portanto, se Psique o olhasse acabaria por amar o amor, e não amar à Eros.
Mas, isso é outra história e só para ilustrar a diferença no que pretendo falar.
Não basta amar uma pessoa, há que se gostar da pessoa que amamos; gostarmos de gostar dela, amarmos o fato de estarmos amando tal pessoa. Quando um desses determinantes entra em desequilíbrio, todo o mais fica comprometido…
Imagine que você ama uma pessoa, mas não gosta dela… Consegue imaginar? A princípio pode parecer um pouco complicado, então vou exagerar porque se torna mais fácil a compreensão. Você ama uma pessoa: ama, gosta, admira, respeita, ama o amor que tem por ela, ama o fato de amar essa pessoa, você está equilibrada e feliz. Por algum motivo você descobre coisas muito ruins à respeito dessa pessoa… Vem a decepção, depois vem o desejo de que essa pessoa não faça, ou não tenha essas características ruins… Digamos que você descobre que essa pessoa é desonesta. Por um tempo você vai tentar convencê-la de não ser assim. Entretanto, não modificamos as pessoas… Mesmo quando elas recorrem à terapia porque querem modificar, ainda assim, é muito difícil, muito trabalho, e muita dedicação da própria pessoa… Não são duas, ou três horas por semana que farão uma mágica; a magia é um processo interno e se dá quando a pessoa se compromete, quando leva a terapia para o seu cotidiano.
Retomando; depois de um tempo você percebe que essa pessoa não vai mudar, vai continuar a ser desonesta… Você já não gosta tanto dela, ou passa a não gostar, porém a ama e não consegue sentir diferente, não consegue abrir mão do amor, sem sentir muita dor. DOR DE AMOR NÃO MATA, só dói, e dói menos do que não se amar…
Um passinho adiante e vamos imaginar que você passa a não amar o amor que sente por essa pessoa: Você não gosta dela, não gosta do fato de amá-la, mas ainda assim a ama. Pronto! Instalada a neurose do amor!
Amor acontece quando todas essas pequenas nuances estão em equilíbrio. Com isso não estou afirmando que SEMPRE estão em equilíbrio. SEMPRE, NUNCA, TUDO, NADA, são terras muito distantes, e palavras que utilizamos para expressar uma intensidade, e não para expressarmos o real significado das mesmas. Nesse sentindo nem mesmo a morte é para SEMPRE, porque as pessoas permanecem vivas enquanto estiverem vivas dentro de nós. Nós permanecemos vivos na genética de nossos filhos, dos filhos de nossos filhos, e tantos outros detalhes. Mas, também isso já é outra conversa.

AMORES NEURÓTICOS:

Detesto amores neuróticos! É que me amo mais do que amo o amor; não esqueça que o nome do blog é: EU TE AMO, MAS ME AMO MUITO MAIS! Detesto me desarmonizar, e: por um amor que não me faz bem? Nã nã ni nã não! Dispenso amores que não me façam bem! Nada pode, ou deve, ou deveria ser mais forte do que a nossa decisão interna. Nenhum amor justifica viver em neurose… Isso não é amor! É que você olhou pra Eros e se apaixonou pelo amor, e não pela pessoa para a qual o seu amor está dirigido, percebe isso?
Há pessoas que sentem uma necessidade doentia de estarem amando, quase que como sinônimo, ou reflexo, ou ainda referência de quem são. Se não estiverem amando outra pessoa; abraçam a solidão, depressão, sensação de inadequação e insuficiência.
Retomando o mito: Psique influenciada pelas irmãs, pega uma lamparina e espera até que Eros adormeça, então levanta a lamparina para ver-lhe rosto… Que bobeira que ela deu! Estava tão feliz vivendo ao lado de Eros enquanto pensava ser o monstro com o qual deveria ter se casado… Ao levantar a lamparina para ver o rosto do homem que amava, Psique assusta-se diante de tamanha beleza, suas mãos estremecem, e deixa cair uma gota de óleo quente sobre Eros… Ele acorda, vê o que ela fez e sabe reconhecer-lhe o olhar de “apaixonada pelo AMOR”… Psique não o amava mais, amava ao DEUS DO AMOR! Eros, então a abandona…
Você quer saber o final da história de Eros e Psique? Não conto! Busca na net, ou compra um livro de mitologia grega porque é mesmo muito interessante!

AMAR O AMOR QUE SE SENTE E NÃO SE AMAR É DOENÇA!

Devemos amar a pessoa; gostar da pessoa que amamos e amar o amor que sentimos por ela: enquanto isso tudo nos faz feliz.
Volto a afirmar: Todas as relações têm momentos difíceis, e devem ser trabalhadas para que amor possa crescer, mas há que se perceber a diferença entre dificuldades, e viver em perpétua dificuldade no amor.!
Se o seu amor lhe traz mais dor do que felicidade, questione-se porque isso não é amor. Pode ser: apego, posse, medo, dependência etc etc etc…
Entendeu? Se não entendeu, releia, e pense um pouco. Se depois de reler e pensar, você ainda não tiver compreendido, então pergunte que eu respondo.
Amar é muito gostoso, mas enlouquecer no amor é um horror solitário, e dá rugas.
A-hammm,
Joyce Mobley
CRT 42510

Anúncios
10 Comentários leave one →
  1. Rätsel Ewig permalink
    12/05/2010 1:29 am

    “Detesto amores neuróticos! É que me amo mais do que amo o amor; não esqueça que o nome do blog é: EU TE AMO, MAS ME AMO MUITO MAIS! Detesto me desarmonizar, e: por um amor que não me faz bem? Nã nã ni nã não! Dispenso amores que não me façam bem! Nada pode, ou deve, ou deveria ser mais forte do que a nossa decisão interna. Nenhum amor justifica viver em neurose… Isso não é amor! É que você olhou pra Eros e se apaixonou pelo amor, e não pela pessoa para a qual o seu amor está dirigido, percebe isso?”

    Exatamente! Alguns dias atrás eu reclamava como não conhecia ninguém que tivesse a mesma opinião do que eu, ou pelo menos parecida, sobre isso (na verdade não só sobre isso, mas sobre diversas coisas…). Ontem mesmo, algumas horas antes de tentar deixar esse comentário, eu conversava com um amigo sobre esse amor neurótico, dependente, que as pessoas confundem com o amor verdadeiro. E que alegria ao encontrar aqui um texto tão profundo e sincero 🙂

    Tenho certeza que ainda irei ler teu texto diversas e diversas vezes, e cada vez ele soará mais verdadeiro. Aos poucos estou me apaixonando por este lugar, e uma leitura diária de tuas reflexões é um passatempo do qual não abro mão! Irei embora hoje com muitas respostas e diversas reflexões!

    PS: WordPress não me deixou comentar ontem >.< sorte que eu tinha copiado o comment!

    PS2: http://ratselewig.wordpress.com/

    Um abraço carinhoso,
    Ewig

    • 12/05/2010 3:00 am

      Que delícia de comentário, Ewig!
      Eu me considero uma pessoa romântica no cotidiano, e também em todos os meus poros; entretanto, não sou capaz de deixar de ver, e de pensar, e de constatar. romantismo é na vida diária, não apenas o romantismo como a sedução – para mim – tem que ser, e a minha é diária.
      Euuuuu juro de pé juntinho que eu não juro nada – pq não acredito em juras, mas na intenção delas (intenção que pode ser, e geralmente é de enganar) Whatever, eu juro assim como são as minhas juras que sempre me casei para ser para sempre, mas sempre -necessariamente – envolve o prazer de conviver.
      As relações se quebram por tantas coisas; quebram-se pq escolhemos caminhos diferentes e um dos dois resolve não acompanhar, e aquilo que de início era 0,25° de diferença Transforma-se em kilômetros de distância à frente. Quando percebemos já não estamos caminhando lado à lado, já não há cumplicidade; crescem os assuntos proibidos, assuntos a serem evitados… Onde fica a amizade? A cumplicidade? O respeito e admiração?
      Sou inquieta por natureza e sempre buscando alguma coisa que não sei bem o que é, mas que ao estudar, frequentar diferentes formações, me acrescentam a amainam essa sensação de estar deixando de crescer. Agora mesmo me matriculei em duas pós diferentes, pois não consigo escolher entre as duas que parecem somar caminhos que sinto que vou percorrer.
      Tive um marido, acho que o terceiro, ou o quarto, que dizia: Dá para você sair da estratosfera e vir conversar aqui na terra? Não dá muito, mas bem que eu tento! Um dia ouvi esse mesmo marido dizendo: Você não é a minha princesa… Quase tive um perequetê-açú, pq estou mais para as irmãs da Cinderela do que para Cinderela… Eu não caibo em sapatinhos de cristal…
      Senti, naquele momento, uma mistura de amor e compaixão e pensei: Nossa como ele está infeliz e nem sabe realmente disso…
      É difícil olhar para a pessoa que você ama e perceber que a faz mais infeliz do que já é. embora doa, pq há apego, amor, carinho, sonhos, é melhor deixar o outro partir e mesmo fazer que que ele perceba que é esse o seu desejo. Penso mesmo que há que se amar muito para set the one you love, free.
      Agora vou pular para minha cama, pq levei um tombo que seria difícil de explicar, mas faz parte do meu show levar tombos absolutamente ridículos e inexplicáveis. Até dá para explicar, mas só piora o ridículo da situação lol!
      Aiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii, tá doendo quase tudo, menos a alma!
      Adorei o abraço carinhoso, então:
      Abraço carinhoso e beijossssssssssssss-Joyce
      ps: Vou copiar também pq o wordprees also engoliu uma resposta minha!
      ps2: Aiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiêêê, tá doendo de verdade e fuiiiiiiiiiiiiii!

      • Rätsel Ewig permalink
        14/05/2010 5:22 am

        Concordo plenamente!
        Apesar de que, às vezes, eu não consigo parar de pensar em “set the one you love free” em uma maneira de fugir, de desistir. Eu acredito que libertar pode ser a única maneira de guardar o que restou do amor, ou, algumas vezes, de provar que você realmente ama… Mas não deixa de ser algo difícil de se fazer ^^

        Eu sou tão desligado que acredito que não levo tombos por pura sorte ahaha (estou com medo de afirmar isso e levar um só para que o universo possa me provar o contrário…)

        beijos!

        • 14/05/2010 7:12 am

          Essa é a parte mais difícil…
          To set free the one you love, enquanto TODO o seu SER deseja que AMOR desejasse e escolhesse ficar…
          Amor só é amor, para mim, se é livre ,e, por ser livre escolhe ficar e amar ainda mais e melhor a cada dia.

          Pois eu sou tão desligada que vivo tomando tombos e ficando roxa sem nem me lembrar onde me bati! É que além de desligada sou estabanada e agitada. Quebrei o pino do fone de ouvido – dentro do slapstop – pq tocou “Man I feel like a woman” e eu pulei pra dançar sem neeeeemmmmm lembrar quê tinha uma meleca no meio do caminho!

          Beijossssssssssss

  2. 09/05/2010 12:04 am

    Essência, ou existência?
    Este último ano foi de sérias reflexões sobre esse tema.
    Pééraí; vou responder no word pq detesto perder o que escrevo. Já volto.
    Beijossssssss

  3. Luciana Luz permalink
    08/05/2010 10:05 pm

    Ahhhh, esqueci!!! :-)))

    Posso pedir um tema? *cara de pidona*… :-)))

    Quando e se um dia estiver inspirada para o tema, vc escreveria sobre “obrigar alguém a te amar”? Sabe como? Quando uma pessoa não se conforma que vc não a ama, e tenta te obrigar a amá-la com chantagem emocional, tirania, te prendendo com alguma coisa que é importante para você, coisas do tipo. Conheci relações assim (não necessariamente românticas somente), e poucas vezes vi situação mais humilhante para ambas as partes. Amaria um artigo teu sobre o tema! Se vc já escreveu, me diz! :-)))

    Beijos!

    • 09/05/2010 12:01 am

      Gargalhadas!
      Prometo que escrevo, mas acho que vou cuidar bem das palavras que vou usar pq respondi e na hora de clicar no enviar: A RESPOSTA DESAPARECEU!
      Beijos-Joyce

      • Luciana Luz permalink
        11/05/2010 1:15 am

        Como vc pediu, o link da resposta no meu espaço, aqui no seu espaço:

        http://fez-se-a-luz.blogspot.com/2010/05/amor-e-essencia.html#comments

        :-))

        Beijos, linda e boa noite! 🙂

        Lu

  4. Luciana Luz permalink
    08/05/2010 9:55 pm

    Adorei esse também! :-)))

    Uma coisa que vc disse que me fez pensar… Deixar de gostar de alguém porque ela tem defeitos. Eu acho que quando é mesmo amor, amamos a pessoa “apesar dela” e apesar de nós. Assim… A desonestidade dela não faz parte dela, enquanto essência, não faz parte dela, enquanto pessoa. É uma atitude, uma escolha, uma emoção que com o tempo vai mudar, quando ela amadurecer seus princípios éticos e morais. Ela vai continuar sendo a mesma centelha, a mesma essência, mas vendo as coisas de forma diferente, mais madura, mais sensata. Aí que eu, pessoalmente penso que está o “amar verdadeiramente alguém”. Quando amamos a pessoa independente de suas atitudes, de sua forma momentânea de ver o mundo e as coisas (a nossa forma de ver e sentir sempre é momentânea, pois que estamos sempre em mudança constante). Isso não quer dizer que devemos nos submeter às más atitudes, aos maus sentimentos e às más condutas daqueles que amamos, menos ainda sermos coniventes com elas. Mas acredito que podemos (e devemos) amar as pessoas mesmo (e especialmente) quando elas não são boas ou aparentemente dignas de serem amadas. Para mim é a forma mais bela, mais pura e mais divina de amar, porque é o amar incondicionalmente. Penso que podemos admirar e amar profundamente uma pessoa pelo que ela *é*, apesar da forma como ela momentaneamente *está*. E mais lindo, prazeroso e gratificante ainda é ter a dádiva de acompanhar ela florescendo, se expandindo em virtudes e se lapidando de pedra bruta para jóia. Aquilo que vc disse no outro post, sobre rubi sempre ser rubi, nunca esmeralda. Podemos amar o rubi desde que ele é tirado da mina, até quando ele ficar pronto nas mãos do joalheiro. Se nossa alma se sente atraída por rubis, nós o amamos desde seu estado bruto até seu estado lapidado. O amamos porque ele é rubi, não porque ele é jóia. Essa é a forma mais pura de amor que eu conheço. E é perfeito amar assim! Eu acho! :-)))

    Beijos e outra vez, parabéns pelo artigo!

    • 09/05/2010 12:42 am

      Essência, ou existência?
      Este último ano foi de sérias reflexões sobre esse tema… Costumo dizer que nos apaixonamos pela centelha divina que existe no outro, e , de tão divina que é, podemos nos manter presos à espera que ela reapareça… A questão -ou o problema- é que vivemos mais com a existência do outro do que com a sua essência . Se a essência é divina, mas a existência pode ser crua, árida, cruel como no caso que você supra citou (o pedido do artigo), que diferença faz a essência divina desse outro? Sim, porque acredito que todo ser humano, mesmo os desumanos, têm uma essência divina. Quanto tempo pode-se viver à espera de quê a centelha vença a treva?
      Lembra-se quando lhe falei sobre a natureza do felino? Por mais manso e domesticado, ainda assim será um felino… Uma planta d’água que tenta crescer entre pedras vai se machucar… Há algo de errado com as pedras? Não, não há. Há algo de errado com a planta d’água? Também não. O problema é tentar ignorar, ou modificar, e se ressentir das pedras serem pedras.
      Podemos acompanhar o crescimento, ou o desabrochar o lapidar de uma esmeralda, ou rubi, ou cristal, mas não podemos nos ressentir de que o cristal seja cristal, ou que a esmeralda seja esmeralda, ou que o rubi seja rubi. Não podemos “tentar lapidar uma coisa para que ela se torne outra; não podemos, nem mesmo, decidir pela lapidação… Talvez a pedra em estado bruto esteja muito feliz como está… Se é difícil olhar para alguma coisa que poderia ser e escolhe não ser? Dificílimo e uma das coisas mais doloridas de ser vivida e respeitada.
      Imagine que esse possa ser o pedido impossível, e que a pedra em estado bruto esteja feliz dessa forma. Imagine um ourives com olho espichado a imaginar as formas e desenhos maravilhosos que poderiam surgir através da lapidação… Imagine que a lapidação é o pedido impossível, mas que para não perder a companhia do ourives a pedra sempre prometa que um dia vai se deixar lapidar; que está a se lapidar e só você não vê…
      Imagine ainda que por amor à possibilidade o ourives se mantenha ali, parado, a esperar o momento em que a pedra – seja ela qual for – amanheça lapidada…
      Às vezes penso que as pessoas se escolhem – também – pelos seus defeitos: Os defeitos que podem suportar; os defeitos que fortalecem e somam com os próprios defeitos somados ao brilho da essência divina.
      Acredito que não existem pessoas erradas, mas existem as pessoas certas que estão com as pessoas erradas PARA ELAS.
      Não sei se respondi. Anyway, essa questão está convivendo comigo nas mais diferentes relações. Por ser tão encantada com a essência divina custo muito a admitir quê vivo com a existência das pessoas, e não somente com a essência que talvez alimente a minha loucura de Pigmaleão.
      Beijossssssssss-Joyce Mobley doidinha para aprender a sabedoria da serpente

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: