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SEGREDOS E CORRENTES- 3° DA SÉRIE RELACIONAMENTOS JOYCE DAMY MOBLEY

11/05/2010

Caso Hipotético:
Relacionamento que se alicerça e mantém sob um segredo que não pode ser revelado; incluindo ameaça à vida.

Não posso deixar de observar quê – titubeei, e muito – quando me pedirem para escrever algo sobre o assunto em pauta. No pedido havia a sugestão de uma possível ameaça à vida. Leis existem; nem sempre nos protegem como deveriam, mas existem. Cabe, minimamente, um processo por Assédio Moral.

Fui buscar inspiração em minha amiga e Professora Maria Beatriz Breves Ramos e sua visão do ser humano; MACROMICRO – A Ciência do Sentir.
Gostaria de escrever sem me debruçar sobre patologia, mas não estou certa de que o conseguirei. Para todo controlador existe um controlado, para todo sádico existe um masoquista. Uma relação não é apenas construída a partir de apenas uma pessoa; são duas pessoas, três, muitas e tantas, isso ainda ignorando o fato de quê mantém relações internas, carregadas como grilhões, com histórias pessoais, que infestam, e assombram as relações que desenvolvemos pela vida.
Optei por escolher o caminho de nossas próprias prisões. Certo é que enquanto não rompemos as nossas grades internas, enquanto nossa visão, julgamento, responsabilizações, apontam sempre para os outros, para as grades que nos impõe, estaremos restringindo a possibilidade de crescimento. Óbvio que é muito mais fácil acusar os outros, a vida, os sistemas, por nossas grades. Entretanto, cada um de nós é responsável pela própria vida e ninguém poderá viver as nossas escolhas, não escolhas, saídas, prisões, repetições por nós.
Um dos primeiros passos para nos superarmos é deixar de tentar responsabilizar os outros por nossos fracassos, ou prisões. Mesmo que encontrássemos alguém que decidisse assumir nossas acusações, ainda assim seríamos nós, os únicos, a ter o poder de escolher a liberdade.
Relações doentias devem ser trabalhadas. Todas as relações devem e precisam ser trabalhadas. Não estou a afirmar que necessitem da interferência de um profissional, mas que devem ser trabalhadas e como qualquer construção requer muito trabalho.
Muitas separações devem ser trabalhadas através de um psicoterapeuta que seja, e esteja consistentemente preparado. Separações podem levar ao Luto: perde-se a pessoa amada; bens; amigos. Status; filhos, e tantas outras perdas que seria impossível listar.
Existem dois tipos de Luto: O Luto normal, e o Luto Patológico. Para simplificar o Luto normal pode levar de um até dois anos para ser concluído. O Luto Patológico estende até que o próprio Cronos se canse. Uma separação pode ser o disparador de patologias que estiveram encobertas durante anos e de um momento para o outro já não se reconhece a pessoa que um dia amamos… Recomendo amplamente uma terapia de casais para separações difíceis, pois envolvem outras pessoas, muitas vezes crianças, que vão depender do como a separação é realizada.

SEGREDOS E CORRENTES:

Não raro, amigos, casais enamorados, compartilham de segredos que não poderiam, ou deveriam ser compartilhados. Particularmente quando eu trabalho casais sigo a regra (minha regra) de três sessões semanais: Uma individual para cada um, e uma sessão de casal. Existe algo que se chama Fórum Íntimo, e deve ser respeitado. Entretanto, por excesso de romantismo, ou confiança, pessoas trocam segredos que podem ser utilizados contra elas em momentos de tensão, ou mesmo por mau-caratismo.
Acima escrevi que: Um dos primeiros passos para nos superarmos é deixar de tentar responsabilizar os outros por nossos fracassos, ou prisões.
Quem confere a quem o poder de ameaçar? De quem é o segredo? Algo que é necessário esconder também é algo que é necessário assumir quando deixa de ser Fórum Íntimo… Sim, é claro… Tudo tem um ônus e também um bônus. O ônus de deixar-se acorrentar é estar acorrentado; pergunte-se qual o bônus de estar acorrentado? Sempre há um ganho e por mais difícil que seja admitir tal fato… Sugiro que deixe o orgulho de lado e responda honestamente para si mesmo: Qual é o seu ganho?
Quebrar correntes e grilhões também têm ônus e bônus… Bônus é ver-se livre de quem está a chantagear; é poder respirar livremente; é poder refazer-se, é poder adonar-se de sua vida e do que vai escrever para si apesar do inegável presente. Ônus? Obviamente que é assumir tudo o que se prevê e que pode ser irreal; pode ser menos difícil do que se imagina… Contudo, por mais que seja difícil ainda será por algo que só você pode modificar. Não esqueça que por estar envolvida em uma realidade cruel você está fragilizada e seu algoz conta com sua fragilidade para mantê-la acorrentada. Ele se alimenta do seu medo, alimenta-se do prazer doentio e humilhante de poder mantê-la sob controle… Certamente faz discursos futurísticos de todas as consequências que virão a partir da revelação.

“É impossível manter seja o que for dentro de um recinto contanto que o objeto tenha energia o bastante para escapulir atravessando uma parede. Mais cedo ou mais tarde o objeto escapole simplesmente e vai embora.”¹

Procure por ajuda dentro e fora de você e reúna energia bastante para atravessar paredes, pois um algoz em muito se assemelha às paredes.

Para você que é algoz: Nada trará o tempo de volta. E, para, além disso, você é tão prisioneiro e pouco livre quanto sua vítima porque está fadado a ter que acompanhar cada passo que ela dá e esta é a SUA MEDÍOCRE E DESAGRADÁVEL PRISÃO: Ressonância!

“O fenômeno da ressonância faz-se na visão macromicro do ser humano à base das relações. Só conseguimos nos relacionar se encontrarmos no outro um potencial idêntico capaz de ressoar a nós mesmos. Isto não quer dizer que o outro tenha que ser igual a nós, mas, sim, ressoar a nossa comunicação. A identificação e afinidade com o outro têm por base a capacidade de ressonância” ²

Identificação e afinidade com o outro não acontece apenas com a pontuação estrelada e positiva do amor romântico. A capacidade de ressonância é uma realidade que não requer enfeites das coisas mais bonitas e harmônicas. A dourada visão do maniqueísmo passa ao longo da física.

Aos românticos e ingênuos de plantão: Respeitem o Fórum Íntimo, seu, e do outro.
A-hammm
Joyce Mobley
CRT 42510

¹George Gamow, O incrível Mundo da Física Moderna, p.84
² Maria Beatriz Breves Ramos, MACROMICRO – A Ciência do Sentir, p.149

A escolha de Estudo Revolucionário de Chopin dispensa observações; entretanto, é preciso revolucionar-se para ser digno de carregar o fardo de SER HUMANO.

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9 Comentários leave one →
  1. Tia permalink
    12/05/2010 8:28 pm

    Assim Joyce:

    Se imagine nesta situação,que um alguém só está com você por chantagem emocional e não por que a ama,como vc se sentiria?

    Péssima claro,embora a pessoa que acorrenta não pense nisso com frequência,quando pensa se tortura mais doque a outra.

    Pessoas assim vieram de berço,são pessoas que quando pequenas não tiveram pais firmes e que deram limites,deram tudo oque a criança queria,bastava se jogar no chão para ser atendidas, apesar de que isso não justifica as atitudes de hoje.

    Hoje se alguém me disser: Fica comigo senão eu conto isso para sua familia( q é da idade do guaraná de rolha,por que ainda pensa atrás) eu digo: Dane-se,quer um megafone? ou publica no jornal do bairro que é mais fácil e garantido muitos lerem.

    correntes quebro todas,por que se fosse para vivermos acorrentados a alguém não seria necessário ser cortado o cordão umbilical quando nascermos. até ai fomos livres rsrsr

    bjos
    Correntes? quebro todas

    • 13/05/2010 5:45 pm

      Se imagine nesta situação,que um alguém só está com você por chantagem emocional e não por que a ama,como vc se sentiria?

      ISSO DIFICILMENTE ACONTECERIA COMIGO, POIS SOU ALÉRGICA À CHANTAGEM, OU CHANTAGENS DE QUAISQUER TIPOS. ÓBVIO QUE CAIO EM ALGUMAS, MAS SÓ ATÉ QUE ME DÊ CONTA DISSO, ENTÃO ROMPO O CICLO.

      QUANDO EU TINHA 16 ANOS FAZIA CURSINHO E SEMPRE CHEGAVA ATRASADA, POIS SAÍA DO COLÉGIO PARA O CURSINHO. EU ERA MUITO TÍMIDA; QUASE 300 ALUNOS NAQUELE LUGAR, E TODOS OS DIAS QUANDO EU ENTRAVA ATRASADA AS PESSOAS COMEÇAVAM A ASSOVIAR O TAL DO FIU FIU. ERA UM SUPLÍCIO!
      ATÉ QUE UM DIA, NÃO SEI BEM O PORQUÊ, QUANDO ABRI A PORTA METI OS DEDOS NA BOCA, ENTREI NA SALA ASSOVIANDO FIU FIU E AGRADECENDO AOS FIU FIUS ASSOVIADOS! NUNCA MAIS ASSOVIARAM, E EU TAMBÉM NUNCA MAIS ESQUECI O PRINCÍPIO DA VIDA E DA HOMEOPATIA: SIMILLIMUM SIMILIA SIMILLIMUM

      EM RESUMO: PICADA DE COBRA SE CURA COM VENENO DE COBRA, MESMO QUE MODIFICADO!

      A-hammm
      Joyce Mobley

      e beijossssssssssssssssssssss

      SIM, COMPREENDO O QUE VOCÊ A SUA COLOCAÇÃO.

  2. 12/05/2010 6:30 pm

    Ficou muito bom! :-)))

    Você falou justo no que pensava, nos ônus. Esse é justamente o problema de um conhecido meu, que é casado à tempos e tem dois filhos desse casamento. Toda a família da esposa mora beeem longe, do outro lado do país, e acaso eles se separem, ela vai morar lá. Então o ônus dele são os filhos. Aceita e submete à tudo para poder continuar convivendo diariamente com seus filhos, porque acaso mude a postura e resolva assumir seus sentimentos pela esposa (ou a inexistência deles), ele quase não poderá mais vê-los. Acho que há muitos, muitos casais nessa condição mundo afora. E penso que há inúmeras relações assim em outros campos que não seja o romântico, e muitas delas não segue o padrão de domínio/submissão exatamente, mas de um “negócio”. “Amigos” que se tornam amigos porque um deles tem o que o outro quer. Um exemplo (gosto dos exemplos porque eles ilustram e explicam ao mesmo tempo): um rapaz chamado João, que quer fazer faculdade e acaba conhecendo o filho do dono de uma universidade, o Carlos. Eles ficam amigos, realmente amigos, sem interesses ocultos. O Carlos arruma para João uma bolsa total e tudo está ótimo. Mas então o tempo, ou acontecimentos, levam João a detestar Carlos. João percebe com o tempo e a convivência, que Carlos lhe é insuportável, e mais, que ele o humilha e o chantageia emocionalmente. Reclama de João ter outros amigos, implica com tudo que João faz, se mostra superior à ele de alguma forma, e por fim, faz escândalos quando João tenta mostrar indignação ou qualquer desconforto com a situação e com a própria amizade deles. João quer muito nunca mais olhar pra a cara de Carlos, quer mais que tudo se libertar desse amigo possessivo, mas e a faculdade? E fica naquilo de “só falta mais um pouco”. E nisso ele passa a ser, conscientemente, um amigo falso, mas não porque ele quer, mas por medo de perder a bolsa de estudos e a oportunidade de terminar a faculdade.

    Num caso desses eu pergunto: onde está a ética e a moral? o que seria realmente o mais correto? João ser falso *contra sua vontade* até o fim, ou assumir o que sente, desfazer a amizade e perder a bolsa de estudos? Eu acho uma situação bem complicada, e que existe aos montes por aí.

    Beijos!! :-))

    Lu

    • 13/05/2010 6:08 pm

      Oi Lu querida,

      Vou começar pelo rapaz da faculdade: Estão todos errados, mas recentemente houve uma matéria no Fantástico que tratava exatamente sobre “bolsas de estudo” distribuídas desonestamente. Seria interessante que João percebesse que se ele é ameaçado diretamente, indiretamente, ou mesmo subliminarmente, seu amigo (mui amigo) também está atado a ele… Volto a afirmar que para cada algoz existe alguém que escolhe ser martirizado; é um jogo que não acontece sem a concordância das partes envolvidas.

      Quanto ao casamento e a mulher que levaria os filhos para longe… Minha sugestão é a de que procurem por ajuda de um profissional com especialização em casais. Crianças têm o direito viver em um lar equilibrado, harmônico, onde os pais trabalhem juntos e não um contra o outro. Compreendo a dor do pai, mas me pergunto se manter o casamento infeliz é o melhor para os filhos… Não sei, cada casal é um universo, cada família forma uma constelação, mas nem sempre o aparente altruísmo é a melhor escolha para as crianças.

      Não afirmando ser esse o caso, mas em 32 anos de clínica é impossível não lembrar de quantas pessoas usam os filhos para manterem os casamentos que REALMENTE QUEREM MANTER enquanto fazem firulas de sofredores… Tontos e tontas são aqueles que se metem em relações com pessoas casadas e fazem a manutenção do casamento alheio. Há incontáveis casais que usam amantes para equilibrar o que lhes falta no casamento.

      A-hammm
      Joyce Mobley
      CRT 42510

      ps: É que essa foi uma resposta da profissional kkkkkkkkkkkkk!

      Agora da amiga:

      beijosssssssssssssssssssssssssssssssss [:p]

    • 13/05/2010 6:10 pm

      Oi Lu querida,

      Vou começar pelo rapaz da faculdade: Estão todos errados, mas recentemente houve uma matéria no Fantástico que tratava exatamente sobre “bolsas de estudo” distribuídas desonestamente. Seria interessante que João percebesse que se ele é ameaçado diretamente, indiretamente, ou mesmo subliminarmente, seu amigo (mui amigo) também está atado a ele… Volto a afirmar que para cada algoz existe alguém que escolhe ser martirizado; é um jogo que não acontece sem a concordância das partes envolvidas.

      Quanto ao casamento e a mulher que levaria os filhos para longe… Minha sugestão é a de que procurem por ajuda de um profissional com especialização em casais. Crianças têm o direito viver em um lar equilibrado, harmônico, onde os pais trabalhem juntos e não um contra o outro. Compreendo a dor do pai, mas me pergunto se manter o casamento infeliz é o melhor para os filhos… Não sei, cada casal é um universo, cada família forma uma constelação, mas nem sempre o aparente altruísmo é a melhor escolha para as crianças.

      Não afirmando ser esse o caso, mas em 32 anos de clínica é impossível não lembrar de quantas pessoas usam os filhos para manterem os casamentos que REALMENTE QUEREM MANTER enquanto fazem firulas de sofredores… Tontos e tontas são aqueles que se metem em relações com pessoas casadas e fazem a manutenção do casamento alheio. Há incontáveis casais que usam amantes para equilibrar o que lhes falta no casamento.

      A-hammm
      Joyce Mobley
      CRT 42510

      ps: É que essa foi uma resposta da profissional kkkkkkkkkkkkk!

      Agora da amiga:

      beijosssssssssssssssssssssssssssssssss [:p]

      • 13/05/2010 10:49 pm

        Jo! 🙂

        O caso do rapaz e da facul foi totalmente fictício! Era mesmo uma tentativa de exemplificar o que eu estava tentando dizer. No caso do meu amigo (na verdade amigo do meu esposo) eles até vivem em harmonia justamente porque ele não se importa. Eu não sei se ele tem amante, mas eu acho que não, porque se tivesse acho que tinha contado pro meu esposo. Nem sei! Eu acho que o ponto dele é mesmo *ele* ficar longe dos filhos. Sabe o que eu acho? Acomodação total. Mas eu entendo a situação, só acho tão humilhante, sobretudo para a esposa. Acho que uma das piores coisas do mundo para uma mulher é ela ter um companheiro que está com ela ou por compromisso ou pelos filhos. Nenhuma mulher merece uma coisa dessas, e acho que ela devia ter pelo menos o direito de saber que não é mais amada. Eu acho super triste isso.

        Beijosss!!! :-)))

        • 14/05/2010 2:38 am

          Gargalhadas! Fictício ou não já fica de dica para quem precisar!
          A questão cai, quase sempre, no pacto que existe em casos de manipulações e chantagens.
          Minha linda, décadas de prática no amor e na clínica QUASE me afirmam peremptoriamente que não há mulher que não saiba se é, ou não, amada… É que casamentos são mais complexos do que parecem ser. Conheci uma mulher que cada vez que o marido ia dizer que queria a separação ela começava a dizer que pessoa fantástica ele era, como era bom tê-lo como marido, o quanto eles eram abençoados por se amarem e terem uma família tão linda… Não é uma escolha que eu faria, mas ela tinha e tem o que quer. O tempo passa, as mulheres passam, a vida passa, os amantes dela, e as amantes dele, mas a sagrada família continua ali.
          Culpa… Culpa… Culpa … culpar o outro na dosagem certa é tão antigo quanto o desrespeito e falta de amor próprio.
          Amanhã eu posto um artigo sobre casamento sob o ponto de vista de Hera, a Deusa Hera. o mito nos dias de hoje.
          Beijosssssssssssssssss-Joyce

  3. Tia permalink
    12/05/2010 11:21 am

    Excelente e muito importante artigo.

    Manter-se acorrentado ao outro por chantagem é uma tortura sem fim, pra pessoa que é acorrentada e muiiiiiiiiiiito mais pra pessoa que acorrenta.

    A cabeça é a chave da corrente,tanto para fechar quanto para abrir.

    Bem que você diz: relações doentias devem ser trabalhadas.

    🙂 bj

    • 12/05/2010 5:10 pm

      Oi Tia!
      Muito bom o seu comentário, pois você aponta o lado da pessoa que acorrenta. Adoraria que você falasse um pouco mais sobre a sua visão sob a perspectiva de quem acorrenta.
      Quando digo que toda relação deve ser trabalhada não me refiro à interferência psicoterapêutica, mas à necessidade de que casais, amigos, colegas de trabalho, escola, vivem uma dinâmica que deve e pode ser trabalhada.
      Beijossssssssssssssssss
      A-hammm
      Joyce Mobley

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