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CARÊNCIA SE DÁ POR FALTA E TAMBÉM POR EXCESSO-JOYCE MOBLEY

18/06/2010

CARÊNCIA NÃO É FALTA, É SOBRA!
“A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade”.(Carlos Drummond de Andrade)
E, não só afetivamente, qualquer carência é sobra retida. É apego. Pode ser apego às pessoas ou à situação, bem estar ou comodidade que aquela pessoa, ou relação, ou emprego nos traz.
Enfim… Medo no novo. Medo do que não se conhece? Parece insano… Mas é, na verdade, medo de perder e medo de repetir. Medo de perder a acomodação, a zona de conforto; medo, inconscientemente, da repetição de fracassos do passado. É o medo de deixar o novo chegar com suas surpresas, aventuras, emoções e incertezas. Então a gente economiza o que dar; fica com medo de sofrer, de se decepcionar, de ser enganado. E se formos? Quem deve envergonhar-se? Quem engana ou quem é enganado?
Incondicional é sem condições, implica arriscar. E o pior risco da vida é não viver. Então, ficamos retendo amor, retendo dinheiro, retendo sorrisos, retendo… E a mão fechada que retém é a mão fechada que não recebe. É uma intervenção arrogante no fluxo, só isso, tão simples assim, simples como tudo é na vida. Se a gente retém o fluxo pra sair, retém também para entrar. Este é o preço e não tem negociação. Tudo é nossa escolha.
É assim com amor, é assim com dinheiro, é assim com oportunidades, é assim com energia, é assim com tudo.
(Mais no link http://ser-quantico.blogspot.com/)

AGORA EU:

Hoje tive o prazer de receber este excelente post de Adriana Mangabeira. E decidi acrescentar alguma coisa sobre a minha experiência de 32 anos de clínica.
As pessoas fixam-se em determinadas fases, ou “coisas”, por excesso, ou por falta. Em todo objetivo amado – compreenda como objeto também as pessoas – há energia catexial que foi colocada ali. A energia catexial pertence à pessoa que coloca a sua energia, o seu amor, o seu afeto naquilo que ama.
Se você tomar como exemplo uma criança que haja se fixado em determinada fase do desenvolvimento (há um estudo que traça um paralelo entre as fases de Freud, e as fases de desenvolvimento e maturação de Piaget), retomando, uma criança que se fixa em determinada fase por excesso, ou por total ausência, carregará para a vida adulta e para as relações a carência, que mesmo sendo repetitiva, pode ter sido alimentada por excesso, ou falta.
Concordo que no fundo seja assim fácil como você descreve, mas é facial para aqueles que não estão presos em vivências que muitas vezes são pré-verbais.
Nas experiências pré-verbais a dificuldade de superação é ainda maior, pois ainda não havia o VERBO. Há, de fato, apegos que são mais superficiais, mas não podemos ser simplistas e deixar de lado os apegos patológicos.
As dores, medos, nesses casos, são impossíveis de serem superados através exercícios, palavras, que apontam caminhos para os apegos culturais, apegos de época, apegos marcados por momentos de evolução da história. Esses sim são uma grande bobagem, quando não estão representando algo de mais profundo, e podem ser superados como você bem disse.
Imagine uma criança cujo pai amava mais o carro do que o próprio filho… Não raramente você encontrará um homem que valoriza muito mais o carro do que outras coisas, ou pessoas… Acontece que “na relação com o carro” ele está a tentar reconstruir-se e compreender o porquê de seu pai não o haver amado, mas haver amado um carro…
Você está certíssima em tudo o quê diz; entretanto, as saídas são mais complexas do que as deduções: Antes de se “abrir para deixar de reter”, ou mesmo abrir uma porta de entrada para que a energia flua, há que se estar certo de ter uma estrutura interna que possa aguentar uma leve brisa, que dirá um fluxo?
A grande maioria das pessoas não tem esses problemas tão profundos, são realmente egos inflados e narcisos séc. XXI, tão iguais, tão repetitivos, e tão diferentes nas suas mediocridades energéticas, afetivas, e espirituais.

Abraços de brisas perfumadas.
A-hammm
Joyce Mobley

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5 Comentários leave one →
  1. 20/06/2010 8:01 pm

    Nossa! Me senti presenteada com seu Post, amei!
    Já está compartilhado, para enriquecer mais ainda a informação que chega para muitos que nos lêem a quem lemos.
    O meu post ficou muito na solução e achei muito interessante e assertivo o seu que ilumina a questão quanto às causas e dificuldades em dar o passo da mudança.
    O importante é que todos saibamos que somos ilimitados!
    Um beijo e muita luz
    Adriana Mangabeira

    • 20/06/2010 8:32 pm

      Eu acho gostoso compratilhar, mas nem todas pessoas sentem assim. Fiz questo de colocar seu nome tambm nas tags, pois garantido que um post leve ao outro. Somar uma das grandes sidas para o crescimento e aperfeioamento humano. Somar conhecimentos, somar energias, somar sem pensar em ser dono de alguma coisa. Estou verta de que o conhecimento faz parte do incisciente coletivo e est ao alcane de todos que possam e queiram abrir-se para tal. Sbrings sbrong sbrungs para vc, So palavras mgicas que se transformam em qualquer coisa desde que se queira bem, e o BEM! Beijossssssssssssss-Joyce

  2. leticia permalink
    20/06/2010 12:06 am

    Tô encucada com uma coisa:

    E aquelas pessoas que já nascem com uma predisposição de ser carente ou medrosa?
    Não será uma bagagem de outras vidas? E se for,tem como reverter isso?

    Bjinhos Lê

    • 20/06/2010 3:46 pm

      Lê querida,
      A resposta ficou tão longa que merece um post.
      Abraços de brisas perfumadas.
      A-hammm
      Joyce Mobley

      ps: beijossssssssssssssssssssss

  3. 18/06/2010 8:36 pm

    Stairway To Heaven
    There’s a lady who’s sure all that glitters is gold
    And she’s buying a stairway to heaven
    And when she gets there she knows if the stores are all closed
    With a word she can get what she came for

    Oh, and she’s buying a stairway to heaven

    There’s a sign on the wall but she wants to be sure
    ‘Cause you know sometimes words have two meanings
    In the tree by the brook there’s a songbird who sings
    Sometimes all of our thoughts are misgiving

    (2x)
    Oh, it makes me wonder

    There’s a feeling I get when I look to the west
    And my spirit is crying for leaving
    In my thoughts I have seen rings of smoke through the trees
    And the voices of those who stand looking

    Oh, it makes me wonder
    Oh, and it makes me wonder

    And it’s whispered that soon, if we all called the tune
    Then the piper will lead us to reason
    And a new day will dawn for those who stand long
    And the forest will echo with laughter

    Woe, oh
    If there’s a bustle in your hedgerow
    Don’t be alarmed now
    It’s just a spring clean for the May Queen

    Yes there are two paths you can go by
    But in the long run
    There’s still time to change the road you’re on

    And it makes me wonder

    Oh

    Your head is humming and it won’t go, in case you don´t know
    The piper’s calling you to join him
    Dear lady can you hear the wind blow and did you know
    Your stairway lies on the whispering wind

    And as we wind on down the road
    Our shadows taller than our souls
    There walks a lady we all know
    Who shines white light and wants to show

    How everything still turns to gold
    And if you listen very hard
    The tune will come to you at last
    When all are one and one is all, yeah

    To be a rock and not to roll

    Oh

    And she’s buying a stairway to heaven

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