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FRAGMENTOS DE UM DIA-Joyce Damy Mobley

29/06/2010

Revendo hoje, ontem, quiçá amanhã também pode ser revisto:
Três emails diferentes e fragmentos de conversas que abraçam a minha incapacidade de deixar tudo no superficial… Às vezes me parece que as pessoas só querem saber se você ainda está ali para elas; talvez esse seja um dos sentimentos mais profundos e assombrosos presentes em tantas vidas.
A pergunta que me fica não é: E você esta aí para mim?
A pergunta que martela insistentemente é: E você está aí para você mesmo? Que garantia há de que eu esteja aqui para você, se você não está aí para você mesmo?
Como um gato que brinca com sua caça e de tempos em tempos vai até a mesma e dá um tapinha, só para ver se ainda se mexe… Quando deixa de se mexer – em se tratando de gatos – deixam o brinquedinho de lado, pois esta é a sua natureza, e saem em busca de qualquer outra coisa que corresponda à vontade de brincar… Não acredito que o camundongo, ou o passarinho sinta a mesma graça e, certamente, vai deixar de se mover por estar machucado demais, ou por ter cumprido o seu papel na vida (podemos nos espelhar facilmente no exemplo). Nascer, viver, criar muitas coisas enquanto vivos estamos, e então morrer.
Neste momento me relembro de uma conversa que tive há anos com um amigo. Ele atacava, por ser ateu, eu sou agnóstica, a teoria Reencarnacionista, e falava sobre como o ser humano necessita de uma esperança, mesmo que falsa, para encontrar um sentindo para o que parece ser a vida: Nascer, Viver, Morrer.
Lembro-me de haver rebatido que nenhumas dessas teorias me serviam como lenitivo para realidade, e que para dizer a verdade teria tanto medo de ser eterna quanto de não ser eterna… De uma coisa eu estava e ainda estou certa:
Que diferença me faria voltar mais outra vida e não reconhecer-me em mim mesma? Eu não seria mais Joyce… Não reconheceria as pessoas que amo… Teria que passar por muitas e tantas coisas até reencontrá-las… Se as reencontrasse teria que recomeçar tudo outra vez! Isto mais se pareceria com um castigo do que como um lenitivo, ao menos para mim.
Acho que destruí o argumento de meu amigo, pois ele tende a pensar com objetividade e sem romantismos que transcendem séculos, milênios, para possíveis encontros ou reencontros.
Nascer, Viver, Morrer é algo que fazemos várias vezes durante a vida, se o faremos, ou não, vida após vida, não cabe a mim decidir, acreditar, ou desacreditar, mas não me serve de alento; antes, é fonte de angústia ainda maior do que a possibilidade de morrer e findar.
Acredito, e já disse isso de outras vezes, que permanecemos vivos naquilo que plantamos… Não importa que os outros nos conheçam, ou que crianças tenham que decorar nossos nomes durante as aulas… Tadinhas das crianças… Tantas datas e nomes a serem decorados; coisa mais chata! Prefiro, e sempre preferi aprender o que me faz pensar.
Seria lindo que viver nos deixasse a possibilidade de sermos ilustres desconhecidos, que deixam presentes gostosos para humanidade… Ser apenas uma árvore sob a qual as pessoas sentam, ou se deitam para namorar, ou comer um lanche enquanto sopramos através das folhas algumas histórias que sempre valem à pena recontar…
Você está vivo hoje? Está certo de que isso depende do seu sistema de crenças? Você é melhor do que os outros. Sua religião, suas crenças lhe garantem que você, e todos que compartilham das mesmas crenças permanecerão vivos depois do grande julgamento? Parabéns para todos vocês! Deve ser maravilhoso viver sob a égide de tais crenças!
Poderia fazer um favorzinho, que estou certa deve acrescentar uns pontinhos entre os céus (porque há vários) e a Terra? Seja o melhor de você mesmo HOJE; olhe para o outro com o melhor que há em você HOJE; acrescente positivamente para as pessoas, mesmo as pobres coitadas ignorantes que não viverão para ver o GRANE DIA de serem salvos, porque elas merecem, e mais do que isso: Você também merece ser um pouquinho melhor e mais digno do que já está certo de ser.
Esta manhã enquanto caminhava vi uma criança -de aproximadamente quatro anos- descendo uma escada, escada de uma passarela… Seu avô perdeu a paciência de desceu à frente. Eu olhava estupefata aquela cena, e enquanto isso o avô olhava para mim como quem busca aprovação… Aprovação de quê? De fazer com que a criança esticasse o braço para alcançar o corrimão? Que entre o corrimão e três metros até o chão houvesse um espaço que era maior do que a criança? Subi rapidamente a escadaria e o segurei o pela mão enquanto lhe passava um pouquinho de segurança…
Realidade, ou maldade a minha? Entreguei o garoto nas mãos do avô exibido, e disse:
Você não está muito longe de caminhar com mesma insegurança que esta criança… Quem sabe o seu neto vai ser mais carinhoso, menos prepotente, mais cuidadoso, e amoroso do que você hoje é.
Abraços de brisas perfumadas de desejos de mais amor e menos prepotência, minha e sua também!
A-hammm
Joyce Mobley

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7 Comentários leave one →
  1. Pimenta permalink
    30/06/2010 2:16 pm

    Um pouquinho de consciência diante da negligência e prepotência.

    Rimoou kkkkkkk beijokas

    • 30/06/2010 5:15 pm

      Pepperrrrrrrrrrrrrrrr!
      O pior de tudo é que dá rima, dang!
      Beijossssssssss

      • pimenta permalink
        30/06/2010 6:30 pm

        O que é Pepperrrrrrrrrrrrrrrr?
        kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    • 30/06/2010 8:49 pm

      Pimenta! Gargalhadas!
      Beijossssssssssssssssssssssssss

      • pimenta permalink
        30/06/2010 9:54 pm

        Fiz um Blog aqui no WordPress, mais ainda não postei
        O nome é pimenta brasileira

        beijos adorei pepeeeeeeeeeeeerrrrrrrrrr

  2. Margarida permalink
    30/06/2010 12:40 am

    “Às vezes me parece que as pessoas só querem saber se você ainda está ali para elas”

    é realmente só querem saber,é egoísmo puro e sem noção.

    “E você está aí para você mesmo? Que garantia lhe dá que eu esteja aqui para você, se você não está aí para você mesmo?

    Não está… mas quer que os outros estejam,é egoísmo e puro e sem noção 2

    “Seu avô perdeu a paciência de desceu à frente”

    é egosímo puro e avozinho sem noção 3

    “Realidade, ou maldade a minha? Entreguei o garoto nas mãos do avô exibido, e disse:
    Você não está muito longe de caminhar com mesma insegurança que esta criança… Quem sabe o seu neto vai ser mais carinhoso, menos prepotente, mais cuidadoso, e amoroso do que você hoje é.”

    Não vejo nenhuma maldade sua,pelo contrário você além de cuidadosa mostrou ao avozinho como se dá amor ao neto.

    Beijos

    • 30/06/2010 12:48 am

      Sei não… Acho que o lembrei que em poucos anos ele será tão trôpego, e inseguro ao caminhar, quanto aquela criança que ele deixou para trás. Um pouquinho de consciência diante da negligência e prepotência.
      Beijossssssssssss

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