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AMOR e ÓDIO – PROMISCUIDADE CEREBRAL? Joyce Damy Mobley

09/07/2010

“When we look at an enemy, hate takes a similar path in our minds to the path taken by love, at least according to a small study published today in the Public Library of Science.
Researchers in Britain used brain imaging to map what happens when people look at photos of individuals they hate, or individuals they neither cared for or hated.
Seventeen people in the study brought in photos of their ex-girlfriends, co-workers, acquaintances and despised public figures. When a photo of their enemy appeared, researchers using functional MRI found a distinctive pattern in the brain.
The researchers, professors Semir Zeki and John Romaya of the Wellcome Laboratory of Neurobiology at the University College of London, called the pattern a “hate circuit.”
Researchers also found that some activation of the “hate circuit” in the insular part of the brain was remarkably similar to a previous “love circuit” they found.”

Fonte: http://abcnews.go.com/Health/MindMoodNews/story?id=6131836&page=1

Amor e Ódio – Promiscuidade Cerebral.

Amor e ódio compartilham mais do que rimas poéticas e finais desastrosos. Ambos ativam áreas do putâmen e ínsula (Semir Zeki and John Romaya of the Wellcome Laboratory of Neurobiology at the University College of London); o agravante – para mim – é o fato de que o amor romântico desativa uma grande área do córtex cerebral diminuindo sensivelmente a capacidade de julgamento.

É-me impossível ignorar as últimas notícias (horrendas) que envolvem um conhecido jogador de futebol, sua amante, esposa, empregados, e uma criança de quatro meses.
Por mais que eu pense não consigo compreender o que leva o amor romântico a sobrepor o amor maternal, paternal, o amor em sua mais nobre expressão… Óbvio que seria mais fácil partir para uma análise de patologias, mas não é este o ponto que me intriga.

Amor, amor, amor, ai que cansaço me causa as mais variadas interpretações, até mesmo as minhas, sobre AMOR… Já havia lido, já conhecia a teoria da proximidade fisiológica de amor e ódio…

Tento escrever e ouço o Jornal: Vai ser considerado crime falar mal do ex, ou da ex, para os filhos: Síndrome da Alienação Parental… Está certo, sempre esteve certo, ou errado. Não se pode enlouquecer uma criança por não ser mais o objeto de amor de um, ou uma, ex. Precisamos de Leis para organizar as nossas emoções mais nobres? Sim, parece que precisamos… Como crianças que ficam de castigo por comportamentos inadequados, adultos supostamente pagam penas nas prisões por comportamentos inadequados… A expressão “comportamento inadequado” não é a mais adequada para adultos. Adultos cometem crimes, é isso. Crimes hediondos, crimes banais, crimes são crimes e devem ser punidos. Parece tão simples quanto colocar uma criança de castigo.

Há algum projeto de lei que obrigue as pessoas a se amarem? Que obrigue as pessoas a se respeitarem? Sim, porque há várias leis que obrigam – o que não equivale ao sucesso – a respeitar o próximo.

O que leva uma pessoa a se desrespeitar ao ponto de colocar a vida em risco? Que leva uma mulher a amar mais um homem, do que amar-se, amar a vida, amar o próprio filho? É dinheiro? Poder? Ódio e amor compartilhando promiscuamente de n osso cérebro? Acho que eu quero uma lei que obrigue à divisão cerebral; uma lei que proíba nosso sofisticado cérebro de compartilhar circuitos confusos! Talvez fôssemos mais sofisticados com um cérebro de primata!

Dinheiro, amor, poder, ódio, todos capazes de despertar os mais vis comportamentos. Sim, porque muitos amam o dinheiro e o poder… Dinheiro confere poder de vida, de morte, de qualidade de vida, e até da qualidade da morte. É dinheiro, fama, poder? O quê confere a um parvo o direito – diante de tal barbárie – de se preocupar com a copa de 2014?

O que levou essa menina, moça, mulher, mãe, ir ao encontro de um crápula que já havia atentado contra a vida do filho que ela carregava no ventre? Amor? Ódio? Dinheiro? Como, pra quê, por que, alguém vai ao encontro da própria morte, e de tão certa disso ainda avisa que se não voltar é porque foi morta?

E essa criança? Não houve amor que a protegesse… A promiscuidade cerebral desenhou o futuro de uma criança inocente, e estou absolutamente certa disto: Uma criança, que como todas, só precisava ser amada, e protegida.

A-hammm
Joyce Damy Mobley
CRT 42510

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10 Comentários leave one →
  1. 15/10/2013 8:14 pm

    bem interessante, já ouvi falar disso.
    Parabéns pelo blog.

  2. Anônimo permalink
    05/10/2013 4:01 am

    o amor mata o odio aleja o orgulho tropeça e a paixao judia o amor faz o coraçao ficar enchado a paixao explode e odio mata

  3. Margarida permalink
    10/07/2010 2:35 am

    Desculpe-me pela extensão do comentário,mas ultimante ando com ânsia de colocar as coisas para fora.
    E obrigada pelo e-mail carinhoso e cuidadoso com a Lê.

    Beijo Guida

    • 12/07/2010 12:58 am

      Acho que vou ter que me desculpar pela extensão da minha resposta, gargalhada!
      Nem pense em se desculpar! Sua colocação enriquece, e me permite falar ainda mais do que já falo com os dedos!
      Vejo tanto crescimento na sua filha Lê, que acho que você deve mesmo ficar muito orgulhosa dela. O que faz a diferença é que a Lê realmente quer crescer, então ela absorve cada palavra que trocamos, e as transforma em movimento positivo na vida dela, na sua, e na de todos que têm o prazer de fazer parte da vida dela.
      Beijossssssss-Joyce

  4. Margarida permalink
    10/07/2010 2:26 am

    O alerta é sempre importante, e por mais que queiramos fazer vista grossa sobre o assunto a realidade é esta:
    Muiiitas mulheres estão sofrendo violência todos os dias,não somente física mas a psicológica que é tão cruel.
    Sabe Joyce, o que conta muitas vezes é a inconsciência coletiva, a família pesa muito principalmente se é uma família das antigas convencional.Muitas vezes a própria família fica com aquele papo furado de que a mulher tem que ficar ao lado do marido para sempre, que desempregada não vai ter como se sustentar e blá blá blá.
    A lei Maria da penha?
    Infelizmente não funciona por que grande parte das mulheres não se respeitam, muitas delas dão queixa dos maridos(namorados,amantes,tico tico no fubá) as autoridades vão e fazem a parte deles,dá dois dias elas voltam com o agressor e isso já virou palhaçada.
    É lógico que estes Crápulas ficam impunes,por que é a própria mulher que não dá um ponto e basta!

    Mulheres não se calem,não se isolem,denunciem e tenha um minímo de amor próprio.

    Quem está bem aí para nós?
    Olhe no espelho e veja a grande mulher que não merece passar por qualquer sofrimento.

    • 12/07/2010 12:51 am

      Oi Guida!
      Entendo plenamente a sua indignação, também é minha, e de uma boa parte das mulheres.
      A vingança por não se perceber amado, ou amada, da forma como algumas pessoas gostariam de ser (consciente, ou inconscientemente) é uma arma corrosiva. Gestos de vinganças que se revelam em como um parceiro fala mal do outro para os próprios filhos, para amigos – acho que no post comento sobre a nova lei que proíbe que ex marido, ou ex mulher, falem mal um do outro para os próprios filhos, penso haver mencionado a Síndrome da Alienação Parental.
      Vou generalizar um pouco, mas as pessoas não querem ser amadas… Elas querem ser amadas com o tipo, ou qualidade de amor que elas determinam… No post “Amor e Conquista” eu falo sobre alguns aspectos dessa exigência. Quando vêem frustradas as suas tentativas de “conquista conduzida” viram-se contra o objeto amado, ou pessoa amada, e buscam pela vingança. Por trás da vingança estão admoestações como:
      Você não me dá valor.
      Você não sabe ou não soube apreciar tudo o que lhe dei.
      Você não vale o amor que lhe dou, ou dei.
      Você não cuida de mim como deveria.
      Você não cuida do meu, seu dinheiro…
      Vou lhe castigar! Pensa que vai ficar na vida mansa que eu lhe proporciono?!
      Agora você vai sentir o que significa não reverenciar o meu amor.
      Agora vai me pagar caro por não haver percebido o meu amor!!
      Crianças iradas, que na verdade são adultos vingativos e perigosos, pois não medem requintes de torturas, e pouco se importam com o outro, nem consigo mesmos… Se uma pessoa que está a viver esses tipos de questões pudesse olhar para si mesma, haveria de sentir tanta vergonha de si mesma que talvez crescesse um pouco como ser humano.
      Infelizmente a raiva, o ressentimento, o ódio parecem ter um motor de retro-alimentação.
      Quando amor se transforma em ódio? Difícil essa resposta. Talvez seja uma resposta que aconteça no gerúndio: Transformando…
      Pessoas que pareciam irretocáveis, intocáveis, amorosas, generosas, transformam-se em verdadeiros monstros, ou se revelam como sempre foram? Não saberia responder isso…
      Mas vejo monstros julgadores; monstros que detêm o poder sobre a vida daqueles que um dia disseram amar; um dia juraram proteger; um dia disseram: deita aqui a sua cabeça porque você merece viver com dignidade… É incrível como se esquecem dos próprios filhos só para atingirem o outro…
      Acho que desta vez sou eu quem está a fugir um pouco do seu comentário, mas é um tema tão vasto, e com tantos recantos e desencantos!
      Nada justifica a maldade: Nenhum tipo de maldade!
      Assassinato? Não há o que falar sobre isso! Há sim que se cuidar, porque infelizmente é uma realidade:
      Assassina-se uma pessoa na sua dignidade.
      Assassina-se uma pessoa-corpo.
      Assassina-se uma pessoa fazendo-a crer-se menos merecedora do que é.
      Assassina-se uma pessoa através de bulling.
      Assassina-se uma pessoa através de suaves ameaças.
      Assassina-se uma pessoa assassinando o amor que ela tem pelo outro, pelo simples fato de não ser o amor que esse outro gostaria de receber.
      Há tantas formas de tortura que tentam quebrar as pessoas e transformá-las na poeira do que elas poderiam ter sido, ou poeira daquilo que realmente são.
      Felizmente NEM SEMPRE tantos tipos de assassinato chegam a DESTRUIR o outro!
      Lei Maria da Penha?
      Guida, minha linda, eu ficaria feliz da vida com uma lei que liberasse o Spray de Pimenta para que muitas mulheres pudessem usar como defesa.
      Amaria que inventassem spray de pimenta que pudesse atingir o cérebro, e alma, a falsidade, a mediocridade, a posse, a manipulação, a mesquinharia…
      A-hammm
      Joyce Damy Mobley

  5. 09/07/2010 2:01 pm

    Olá!

    Parabéns pelo artigo Joyce!
    Infelizmente, esta moça “cavou a própria cova”, ela gravava tudo e já imaginava o que podia estar por vim.
    Foi o ódio e a vingança de um amor não correspondido, que a fez não pensar no próprio filho e ir atrás do monstro.
    Um bebê inocente que ainda estava sendo amamentado ficou sem a mãe,e o pior a guarda do bebê ficou com a avó,a mesma que não tinha nenhum laço afetivo com a própria filha.
    Quem irá proteger esta criança inocente?
    Enfim, espero mesmo é que esta criança cresça e tire isso como lição, por que quando ser pai, a única coisa que não vai querer é ter seus filhos desprotegidos e sem amor.

    Bjos

    • 09/07/2010 3:33 pm

      É difícil simplificar, afirmar: “cavou a própria cova”.
      A guarda foi dada à avó – que por sua vez desistiu da guarda da filha – por ser constantemente ameaçada pelo ex marido, pai da moça em questão. A decisão da guarda de uma criança é sempre séria, ou deveria ser, ou teoricamente é…
      Uma possível explicação para o comportamento contra fóbico seria a vida da vítima. Ser criada por alguém que tenha tido o comportamento de amor e ódio presentes poderia diminuir a capacidade de perceber o real perigo que a envolvia.
      Se a mãe a deixa com o pai para preservar a vida – acredito que ela soubesse disso – se ela sobrevive ao agressor da mãe – o pai – e este a protege, a educa, e a ama… Não parece difícil compreender que ela não soubesse ler os sinais de perigo; ou que estivesse enfrentando o próprio passado ao buscar o que achava ser um direito.
      A necessidade de confronto parece presente, pois havia formas legais de resolver a questão. Num período de puerpério essa moça poderia estar vivendo – mais intensamente – a disputa interna entre o próprio pai, e a própria mãe. Revivendo o passado e cumprindo a programação de amor como sinônimo de agressão e loucura.
      O que pretendo é dar o alerta, mostrar que as consequências são sérias; mostrar que ameaças não devem ser ignoradas.
      * Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
      Puerpério é o nome dado à fase pós-parto, em que a mulher experimenta modificações físicas e psíquicas, tendendo a voltar ao estado que a caracterizava antes dagravidez.
      O puerpério se inicia no momento em que cessa a interação hormonal entre o ovo e o organismo materno. Geralmente isto ocorre quando termina o descolamento da placenta, logo depois do nascimento do bebê, embora possa também ocorrer com a placenta ainda inserida, se houver morte do ovo e cessar a síntese de hormônios.
      O momento do término do puerpério é impreciso, aceitando-se, em geral, que ele termina quando retorna a ovulaçao e a função reprodutiva da mulher. Nas puérperas que não amamentam poderá ocorrer a primeira ovulação após 6 a 8 semanas do parto. Nas que estão amamentando, a ovulação retornará em momento praticamente imprevisível. Poderá demorar até 6 a 8 meses, a depender da freqüência das mamadas. Isto impõe, entre outras medidas, a adoção de método anticoncepcional adequado.
      **Atitude Contrafóbica:
      A atitude contrafóbica é semelhante ao meca nismo (observado normalmente em crianças e freqüentemente em casos de neurose traumá tica) pelo qual a pessoa se esforça por dominar a ansiedade excessiva através de um repetido contato com o perigo. Tal repetição possibilita a transformação da passividade em atividade; e também pode indicar a libidinização da ansie dade ou uma fuga para o saudável. Um bom exemplo é o acrofóbico que vai ser paraquedista
      http://www.redepsi.com.br/portal/modules/wordbook/entry.php?entryID=1922

      Beijo-Joyce

  6. leticia permalink
    09/07/2010 2:00 am

    Triste fim desta moça,é bem isso que me encuca :

    “O que levou essa menina, moça, mulher, mãe, ir ao encontro de um crápula que já havia atentado contra a vida do filho que ela carregava no ventre? Amor? Ódio? Dinheiro? Como, pra quê, por que, alguém vai ao encontro da própria morte, e de tão certa disso ainda avisa que se não voltar é porque foi morta?”

    E não é só ela que arrisca a própria vida,tem muitas.

    Bjinhos

    • 09/07/2010 2:58 pm

      De fato, há muitas mulheres que se expõem e talvez seja por não perceberem a tênue linha que separa amor e ódio. Durante três anos estudei Psicologia Jurídica, e estudo de casos era a área que mais me interessava: perfil do agressor, perfil da vítima, perfil do crime.
      É absolutamente chocante que diariamente de nove a onze mulheres sejam assassinadas no Brasil; muitas delas recorrem à Lei Maria da Penha, recorrem às delegacias da mulher, e não encontram a proteção necessária.
      É algo mais profundo do que a cultura do poder sobre o outro; inegável que a cultura pesa extraordinariamente, e a prova disso é que esse número tão elevado não é o mesmo em todos os países.
      Tenho mais perguntas e preocupações do que respostas. Este é um post para pensarmos, para procurarmos por saídas… Amar é uma delícia, e por mais que o estado de amor, comprovadamente, diminua a capacidade de julgamento, acredito que possamos nos disciplinar para os alertas contra as agressões:
      1-Ameaças devem ser levadas à sério.
      2-Crises de ciúmes não são provas de amor, mas de desequilíbrio emocional, a até mesmo sintomas de determinadas patologias.
      3-Amor e ódio podem compartilhar áreas cerebrais, mas não devemos aceitar essa coexistência em nossas vidas.
      4-Aulas de defesa corporal deveriam fazer parte da educação.
      5-Nosso cérebro ainda é um universo desconhecido; se amor e ódio compartilham determinadas áreas podemos desenvolver outras áreas se deixarmos de lado a necessidade doentia de vivermos o amor romântico.
      6- Há várias formas de amor e ninguém vive sem amor; amor é alimento, mas o amor romântico é comparado ao vício: cria dependência química.
      7- Romantismo é delicioso e deve estar presente nas relações amorosas.
      8- Romantismo e Amor Romântico não são sinônimos.

      Beijos-Joyce

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