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SIMPLES e COMPLEXO- Joyce Damy Mobley

14/07/2010

As pessoas são sistemas orgânicos complexos, e nem todas cresce num mesmo ritmo. Todas têm o potencial de crescer física, emocional, mental, e espiritualmente… (Shirley Burton, no Addiction and Consciousness Journal – set 1988)

Cometer os mesmos erros conscientemente, ou inconscientemente é sempre desagradável… Ooops, errei: Conscientemente é agressivo e pouco inteligente. Mesmo quando não se percebe a repetição -dos mesmos erros- é quase impossível evitar a sensação de que já se esteve nesse mesmo lugar; é como um filme reprisado.

Errar pode ser um vício. Evidente que não estou a falar sobre os erros que acontecem diante de novas situações, ou realidades, pois há um tempo de maturação e assimilação dos novos modelos de comportamento.

Refiro-me às frases: desta vez eu aprendi, desta vez eu entendi; desta vez vai ser diferente. Por trás dessas desculpas, muitas vezes, existe a determinação de fazer a mesma coisa; como numa queda de braços imatura, competitiva, e teimosa. O mais sério é que aquele que se desculpa sabe perfeitamente que não tem a menor intenção de mudar, pois nutre a expectativa de que com o tempo o outro aceite, ou desista de reclamar. O que não se percebe é quê o cessar das reclamações pode ser sinal de desistência, e início de afastamento dentro de uma relação.

Não será a primeira vez que afirmo que é preciso aprender com os erros… Também não é a primeira vez que escrevo que: ao menos por respeito à criatividade deve-se aprender com os erros, e então cometer outros erros, é claro… Erra-se e acerta-se na vida, nas relações, no trabalho; é inevitável errar, e quando nos propomos a aprender com os erros eles apenas nos indicam que estamos mais próximos de acertar!

Em contrapartida – quase impossível não haver contrapartidas – é possível que você realmente não queira modificar alguma coisa em você… Talvez se sinta forçada, ou forçado, a dar respostas de: confia em mim que eu vou conseguir mudar…

Eu lhe pergunto: Você quer mudar? Considera que as atitudes questionadas são erradas? Você promete que vai mudar para manter uma relação? Sente-se acuado, ou acuada, a responder que concorda com o outro?

Se for isso o quê ocorre, para o seu próprio equilíbrio físico-emocional-mental, você deve conversar e colocar claramente a sua posição diante das diferentes questões. As relações devem ser equilibradas, as pessoas envolvidas nas relações devem e precisam sentir-se bem, e honestas, consigo mesmas.

Há diferentes motivos para não colocar-se claramente diante dos impasses nas relações interpessoais, mas vou me limitar a duas:

Sedução; acontece quando você faz promessas para manter o outro ao seu lado.
Coerção; quando você não tem coragem de manter um diálogo aberto por temer ser agredido fisicamente, ou emocionalmente, ou ainda, física e emocionalmente.

No caso da sedução… Isso é desonesto; é duplamente desonesto, pois implica em você mentir deliberadamente e por um motivo pouco sério; implica também em você não ter o menor respeito e amor próprio.

No segundo caso – coerção – busque por ajuda profissional. É possível que você esteja repetindo padrões da sua infância – cumprindo profecias – e que perceba qualquer crítica, qualquer pedido de mudança, como uma rejeição contra a qual você não tem armas para lutar. Entretanto, tenho que lembrar que existe a possibilidade de você estar convivendo com alguém com traços de agressividade excessivamente fortes. Nos dois casos sugiro que você procure por ajuda.

Respeitar-se, assim como respeitar o outro é fundamental para uma relação saudável.

Abraços de brisas perfumadas.
A-hammm…
Joyce Damy Mobley
CRT 42510


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6 Comentários leave one →
  1. 06/09/2010 7:07 pm

    De alguma forma também erramos em apontar os erros dos outros, e em algumas vezes não reconhecemos os próprios erros, ou pior, temos a concepção de que nunca estamos errados, mas somos tão afetados com os erros dos outros quanto com os nossos erros!

    abraços e sucesso!!

    • 08/09/2010 6:01 pm

      Por definição consciência é uma superfície; seria, pois, um exercício de inutilidade a tentativa de não julgar. Entretanto, por influência de dogmas e preceitos (quando não, preconceitos) nasce a natural confusão entre julgar e sentenciar. Julgar, baseados em sistemas de crenças individuais e sociais, é parte de nosso intelecto; também é garantia de preservação das espécies: por instinto um animal julga se determinada situação, ou alimento, ou outro animal oferece perigo para sua integridade.
      Nonse te ipsum (do latim): conhece a ti mesmo, “…seria o meio mais seguro de de perder-se, o que se torna a razão mesma é esquecer-se, não compreender-se, apequenar-se, limitar-se, mediocrizar-se.”
      Considero que o erro seja alguns passos em direção ao acerto; óbvio que somos livres para insistirmos no mesmo erro por toda uma vida, e, neste particular: um erro seria apenas e nada mais do que um erro. Ter a concepção de “nunca estarmos errados” seria o mesmo que cometer o mesmo erro por toda uma existência.
      “Apontar os erros dos outros”, termo por você escolhido, é um pré-julgamento… Também um termo interessante, pois carrega em si o próprio julgamento e aponta para outro julgamento e sentença de sermos “tão afetados com os erros dos outros quanto com os nossos erros”.
      Perceber os erros dos outros é uma dádiva para aqueles que escolhem a evitação como uma das técnicas de aprendizagem; reconhecer os próprios erros é uma das possibilidades de livra-se dos mesmos. Julgar, para além de inevitável é um exercício de crescimento.
      Não confundir julgar com sentenciar, ou com rotular, ou com tornar algo, ou alguém, preso ao tamanho que podemos ter quando exercitamos nossos julgamentos. Julgamos e somos constantemente julgados .
      Até mesmo para escolher entre dois ou mais caminhos há que se julgar o que cada um deles pode lhe oferecer em determinado momento; ainda assim não implica em que os outros caminhos sejam errados, e pode-se retomá-los em um outro momento.
      Sucesso para você também!
      Abraço de brisas perfumadas.
      A-hammm,
      Joyce Damy Mobley

  2. Margarida permalink
    16/07/2010 4:29 pm

    Os erros são os efeitos colaterais da vida

    Grande abraço

    • 16/07/2010 4:32 pm

      uma perspectiva interessante… Em contrapartida a vida pode ser efeito colateral dos inevitveis, tambm os evitveis, erros… Abraos de brisas perfumadas-Joyce

  3. leticia permalink
    15/07/2010 12:04 am

    Grande verdade Joyce
    Penso que, atitudes é o melhor meio de demonstrar que realmente mudamos,ou que estamos no caminho do crescimento.
    Dei muita cabeçada, por que eu vivia me desculpando com as pessoas e voltava a repetir os mesmos erros e chegou a um ponto da minha palavra não ter validade alguma, e no fundo o mais triste é que eu não acreditava que eu realmente pudesse mudar.
    Mas estou crescendo,fui me resgatar la do fundo do poço e ainda to no meio dele mas já enxergo a claridade.
    Ainda Falta muito,mas hoje prefiro mostrar-me em atitudes por que as palavras se perdem no ar.

    Você foi um dos mais importantes empurrões que eu mais precisava

    ahauhauhauhauahuh vou parar que isso ta ficando emo

    Bjinhos

    • 16/07/2010 1:03 pm

      Oi minha linda!
      Você afirmou uma de minhas várias teorias: O fundo do poço é um ótimo lugar porque é onde você encontra um chão, algo sólido, algo onde colocar os pés e dar o impulso necessário para subir. É uma luta inglória debater-se diante do quê se precisa enfrentar para crescer; quanto mais você se debate, mais você perde a direção…
      Infelizmente, às vezes, é necessário colocar o pé no fundo do poço para crescer. O bom disso é que a mesma força que você tem para debater-se, é a força que você tem para sair disso e impulsionar, dar direção, à energia que existe em você.
      Caminhar para o saudável com toda sua energia criativa: a criatividade que se utiliza para mentir pode e deve ser transformada em energia criativa sublime, e isso, kéééuurida, você tem de sobra!
      Beijosssssssssssssssssss

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