Skip to content

DISSONANTE MUDEZ

18/12/2013

Joyce Damy Mobley

Desnudando tua aparente timidez:
Pergunto-me que armadilhas encobrem
os luares perdidos -nas lacunas sem respostas
transparentes- em noites de insensatez…
São os sonhos -dos sonhos teus- a percorrem
os meus: sombras desatentas às lacunas impostas.
Improvisos de arranjos interrompidos na rigidez
das tristes notas -de aromas perdidos- que inda doem.
Árvores solitárias, ausências de flores expostas,
pássaros gorjeiam fragrâncias… Dissonante mudez!
Procuro meus véus… E, se aqui me descobrem
assim vestida de lacunas -e luares perdidos- sem respostas?
Visível à transparência da noite… Insensatez!
Sobras de sombras -dos sonhos teus- meu corpo percorrem,
improvisando o interrompido manto -tecido na rigidez-
de teus tristes acordes despidos de aromas; como doem!
Árvores solitárias. Flores decompostas em ausências expostas.
Despindo minha aparente timidez:
Causam-me espécie as espécies de tua espécie…
Pássaros que não gorjeiam, morrem e não piam, mas chiam!
Shush…
Piu!
(15/ SET/ 2010)

Abraços de brisas perfumadas.
A-hammm…
Joyce Damy Mobley

Ver o post original

Anúncios
No comments yet

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: